Ivete Sangalo e Joelma mostram a força das divas brasileiras no Rock in Rio
Vivi Batidão acompanha cantora paraense e prova que o tecnomelody tem espaço em qualquer lugar
Créditos da imagem: Rock in Rio/ Shourico
Poucas horas antes de Zara Larsson subir ao Palco Sunset e quase 24 horas depois de Cyndi Lauper, as estrelas nacionais provaram que não têm por que temer — e nem perder espaço — para os shows de fora do país. Ivete Sangalo e Joelma mostraram que as divas brasileiras têm força de sobra para dominar a massa que ocupa o gramado do Rock in Rio.
Ivete fez a abertura do Palco Mundo neste domingo (13), último dia de festival. Mesmo sob chuva forte, o público não parou um minuto. Com um show que começou com estética espanhola e migrou para um deserto à la Duna, a baiana mostrou que tem um dos maiores catálogos de hits do país, dando-se ao luxo de emendar, sem perder tempo, um medley com nada menos que “Festa” e “Sorte Grande”. Sempre dominante no festival carioca, Ivete esbanjou simpatia e deu toda a atenção que o público demanda: desceu do palco, conversou com a plateia e fez graça.
Em sua 20ª participação no festival (contando as edições brasileiras e internacionais), Ivete cantou “Corazón Partío”, trouxe “A Galera” com um sample de “NUEVAYoL” (de Bad Bunny) e apresentou seus hits dos últimos Carnavais, como “Macetando”, “Macetei”, “O Mundo Vai” e “Cria da Ivete”. Até as trends do 6-7 e do Passinho do Jamal entraram na mistura que eletrizou o Palco Mundo.
O que se viu na sequência foi uma multidão caminhando em direção ao Palco Sunset para acompanhar Joelma. A rainha do calypso provou que deixou há muito tempo de ser uma diva “regional” — rótulo que ainda insistem em dar ao ritmo — para expandir sua voz e sua dança por todo o Brasil.
O público dançou, cantou e se divertiu com uma sequência de sucessos da paraense que incluiu “Dançando Calypso”, “Pra Te Esquecer”, “Estrela Dourada” e “A Lua Me Traiu”. Rolou tempo até para uma canção gospel. Quando chegou o momento da aguardada “Voando pro Pará”, a plateia não decepcionou.
Joelma recebeu Vivi Batidão, estrela da nova geração, que provou que o tecnomelody já conquistou o país e que agora era a vez do Rock in Rio. O sucesso viral “Só pra Tu” foi um dos momentos mais cantados, e Vivi terminou sua participação nos ombros de um dançarino, em meio a efeitos pirotécnicos e jatos de CO₂.
O Rock in Rio viveu mais um momento histórico para a música brasileira, deixando claro que as nossas divas não precisam provar nada para as atrações gringas e que merecem o mesmo destaque e espaço dados aos nomes internacionais.
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