Grandes jogos te esperam!

Icone Fechar
Música
Artigo

Poison on the Rocks

A culpa é do Racionais e seus fãs ou dos irracionais?

Atualizada em 08.01.2017, ÀS 10H02

Existem duas coisas que eu sempre quis fazer: ir a um culto evangélico e a um show dos Racionais MCs. O poder, a liderança e o fanatismo sempre me interessaram, como bem a Poison ilustra.

O culto evangélico aguça minha curiosidade como poucas coisas. Fico me perguntando o que será que é dito ou mostrado ali que fascina (ou cega) tanta gente. Mas por absoluto terror de me transformar de espectadora a fiel, venho resistindo a adentrar àquelas portinholas tão convidativas. Vai que meus inúmeros vazios interiores resolvem ser preenchidos pelo discurso do pastor... Não sei se gostaria do resultado. Dá pra imaginar uma Poison escrita com vários "Jesus" no meio? Não, não, ando muito suscetível a milagres efêmeros, melhor resistir.

Omelete Recomenda

logo

None

Racionais

None
O CD/DVD mais recente do grupo, 1000 Trutas, 1000 Tretas

Já os Racionais é outra história... Não assisti a nenhum show dos caras ainda porque fiquei esperando a montanha vir a Maomé - já que Maomé, no caso eu, assim como todo bom paulistano branquelo classe média bunda-mole, tem verdadeiro pânico de periferia. E a montanha veio! Infelizmente eu não estava em São Paulo, mas tenho certeza de que mesmo que estivesse, não arrumaria companhia para ir comigo... Mas tudo bem também, porque o show foi literalmente uma bomba! E pelo visto, essa é a segunda coisa que sempre quis fazer e que não vou realizar... Por quê? Porque a montanha voltará para o lugar de onde - de acordo com a opinião de boa parcela da população, nossos governantes e a polícia - nunca deveria ter saído.

Depois da balbúrdia acontecida durante a Virada Cultural (iniciada pelo ato extremamente terrorista de alguns presentes que subiram em uma banca de jornais e inacreditavelmente resultou em caos total), adivinha pra quem sobrou? Para os fãs dos Racionais, para os Racionais e para o incauto desavisado que teve a infeliz idéia de tentar levar as letras de Mano Brown a um maior número de pessoas, ou melhor dizendo, a um maior número de pessoas que deveriam estar interessadas ao que um representante da periferia tem a dizer, mas que, convenhamos, não só não estão, como preferem ignorar a existência de uma dita periferia. Mas que idéia! É mais do que sabido que Racionais + fãs de Racionais = confusão na certa, ora bolas.

Será mesmo? Quantas vezes você leu ou ouviu que houve algum tipo de problema depois de um show dos Racionais? Não seria novamente o tal do preconceito criando caraminholas na nossa cabeça? Inegável que sim. E por que será que não há problemas nos shows dos Racionais na periferia? Será por que ali não há um exagero em "proteger" os espectadores e a ordem para que um evento com claros fins políticos saia perfeito?

Como eu já disse, nunca presenciei um show dos rappers, mas ouso perguntar: será por que ali não há nem a INTENÇÃO de proteger alguém? Trocando em miúdos: será por que na periferia o melhor, na visão dos governantes, do paulistano bunda-mole, dos mantenedores da ordem, seria mesmo que eles se matassem? Que em uma espécie de guerra civil essa gente que a gente insiste em ignorar, varrer pra baixo do tapete, fingir que não vê, simplesmente sumisse do mapa? Vou apelar para uma analogia, essa vai ser golpe baixo, mas certeiro: se os caras que subiram na banca de jornais estivessem em um show da Sandy (já sem o Jr., graças a Deus), a polícia teria reagido com bombas, gás lacrimogêneo e mandando dispersar 10 mil pessoas, criando caos e pânico generalizado? A nossa segurança está nas mãos dessa gente! Espetáculo!

As letras do Mano Brown incitam a violência, você poderia argumentar. As letras do Latino incitam a fazer bundalelê, digo eu. E nem por isso todo brasileiro bota o traseiro para mexer e olha que o alcance de uma música do Latino é muito maior que o alcance de uma música dos Racionais... Alô, discernimento, liberdade de escolha, vontade própria! Achar que as pessoas são motivadas apenas por uma letra de música é chamar todo mundo de mula.

As letras dos Racionais refletem uma realidade que eu desconheço, mas que o próprio significado da palavra realidade determina: existe. São um espelho do ambiente em que crescem Mano Brown & Cia. Seria muita ingenuidade esperar que essa gente falasse de flores, não seria? Música, cinema, literatura: arte é reflexo da sociedade. E assim como nutro pelo funk o maior respeito, me desarmo totalmente frente ao rap, porque ambos falam de um Brasil muito mais brasileiro do que aquele em que eu passo os meus dias. Os números apontam: eles são a maioria. E, por isso, eles têm talvez até mais direito de se expressar do que eu. Então, deixe que eles se expressem livremente. Pelo menos isso. E assim como não vejo uma legião de gente fazendo bundalelê, não imagino que haja uma legião de gente fazendo o que as letras dos Racionais apregoam.

Calma, muita calma nessa hora, é só arte, gente. É natural que cause medo. Tudo que é muito sincero chama a atenção do povo e vai contra os interesses causa medo. Então é natural que no ano que vem a gente não veja os Racionais escalados para tocar na Virada Cultural. Só não é natural que eu, cidadã que pago direitinho meus impostos, por diversos motivos que vão além da minha vontade, não tenha acesso a uma parcela da arte brasileira.

*-*-*-*-*-*-*

DOSE EXTRA!

Atendendo a pedidos, aqui está a Dose Extra de Veneno , espaço reservado aos internautas do (o), que enviam missivas nem sempre educadas à colunista. Por que será, hein? ;-P

Sobre Mulheres - coluna de 20/03/07
Por Tarcísio Moura

Oi, Luciana,

Tudo bem? Adorei o artigo que escreveu sobre o dia da mulher, especialmente sobre as diferenças entre o homem e a mulher. Sou psicólogo e sexólogo, trabalho com atendimentos individuais e de casal, e achei que sua síntese foi uma das melhores e mais certeiras que já li. Foram poucas palavras e muita sabedoria. Vamos ver se conscientizando as pessoas sobre o que acontece as force a tomar um pouco mais de consciência de si mesmas e dos outros. Talvez  assim possamos criar um verdadeiro mundo novo nesse novo milênio. Algo que seja menos guerra dos sexos e mais parceria e cumplicidade. Muito carinho e apoio mútuo.

Mais uma vez parabéns.

Grande abraço,
Tarcísio B. Moura

Resposta

Olá, Tarcísio. Prazer imenso ler sua mensagem.

É legal ver entre tantas mensagens que recebi dizendo que fui extremamente parcial, uma de um sexólogo e psicólogo dizendo que acertei, mesmo que esse não seja o intuito da coluna. A intenção da Poison é simplesmente trazer à tona assuntos polêmicos, discutir supostas "verdades" e, vez ou outra, dar uma opinião bastante intransigente que faça o povo se mexer.

Eu acho que a chave pra todas as discussões, especialmente essas polarizadas (homens x mulheres, por exemplo) é se colocar na posição do outro. É fazendo o que gostaríamos que fizessem conosco que a gente chega a um consenso sem machucar ninguém.

Tomara a coluna ajude!

Obrigada pela mensagem e bom trabalho aí, não deve ser nada fácil.

Beij(o),
Lu

*-*-*-*-*-*-*

Sobre o fim da Poison - coluna de 09/01/07
Por Lucas Garofalo

Eu acho que você escolhe apenas os piores e-mails que te escrevem, não é possível.

Essa última coluna não foi muito do meu agrado, faltaram alfinetadas e um pouco de conteúdo principalmente devido ao tempo que não escrevia.

Estou com você com relação ao Army of Anyone, mereciam mais espaço, as três músicas disponíveis no site são muito boas e eles ao vivo também sem comentários, pena que atrasa mais o próximo do Filter (se é que um dia o Richard Patrick volta com o Filter né?), que eu curto muito.

Novidades musicais eu não busco há um tempinho, a última coisa nova que eu ouvi e me agradou foi o Peeping Tom, projeto do Mike Patton, que pode ser considerado pop perto do que ele tem feito.

Outra banda que sempre mantém sua relevância, mas não aparece muito por seu som ser muito pesado é o Meshuggah. À primeira ouvida pode parecer apenas uma massa sonora ensurdecedora, mas vale a segunda e a vigésima vez. É uma banda que a cada vez que você ouve, percebe algo que não tinha sido compreendido. Vale a tentativa e a insistência, mas entendo se não agradar. Sugiro o álbum Nothing.

Abraço,
Lucas Garofalo

Resposta

Oi, Lucas. Não, não escolho não. Aliás, muito pelo contrário, procuro filtrar os menos agressivos e os que levem a algum lugar.

A última coluna é uma coluna de transição, assim é mais uma coluna de preparação para o que vem a seguir do que uma Poison habitual.

Eu também adoro o Filter, espero que Richard Patrick continue gravando com eles, apesar de Army of Anyone ter resultado em uma banda interessante, ainda fico com o Filter e o Stone Temple Pilots sozinhos, ainda que o STP não deva voltar nunca. Uma pena.

Valeu pelas sugestões, vou dar uma procurada.

Outro abraç(o) e feliz 2007,
Luciana

*-*-*-*-*-*-*

Sobre Mulheres - coluna de 20/03/07
Por Renato Inamine

Olá Luciana, tudo bem?

Eu li a sua coluna do dia 20 e achei interessante o quanto o mundo diz hoje de mulheres bem resolvidas e bem evoluídas que são mal tratadas e os homens não sabem fazê-las felizes ou ao menos o que fazer com elas...

Eu queria abrir um parêntese aqui e perguntar pra você (entenda, não é uma contra-ofensiva) se vc não acha isso um pouco o lugar comum da realidade da mulher moderna. Eu sei lá, vejo as mulheres, minhas amigas em geral reclamando dos homens, colocando todos dentro da mesma caixa, sendo que nem todo mundo é igual e cada caso é um caso bem especifico que deveria ser repensado. É OBVIO que existem os típicos machões incuráveis... Mas eu fico muito chateado quando escuto um "ah, vocês homens são foda!" num caso de uma amiga de uma amiga que tomou um pé na bunda por telefone de um cara que não leva nem ele mesmo a sério. Eu estava quieto escutando a história e sobrou pra mim... E, numa boa, eu não sou assim. E conheço um monte de caras que não são assim. E conheço mulheres que fazem absurdos e atropelam os caras com quem elas se relacionam, com histeria, com mentiras, fazendo da vida deles um inferno.

Acho que tem exemplo pra tudo dos dois (ou mais?) lados. Acho que hoje em dia há uma discrepância, tanto em homens quanto em mulheres quanto as suas necessidades básicas num relacionamento. E cada um com seu cada um, olhando para as suas necessidades, não conseguindo nem levantar os olhos para sequer entender o que aquela pessoa com qual você se relaciona está te pedindo... E vivendo na sua bolha, concluindo que a vida é cruel e os homens são ignorantes/machões/insensíveis e as mulheres são grudentas/carentes/incompreensíveis.

Será que as pessoas vêem mesmo além do seu umbigo?

beijos
Renato

Resposta

Oi, Renato, belezura e você?

Eu sei que generalizar não é das coisas mais justas, mas para escrever a coluna preciso falar do que é comum à maioria, não das exceções. Quando nos referimos aos homens, generalizando, estamos mais usando uma expressão do que acreditando de fato que são todos iguais. Evidente que não são, evidente que existem relacionamentos bem resolvidos e saudáveis, evidente que existem homens que nos acompanham, mas também não dá pra dizer que todos evoluíram, não dá mesmo, vide os casos relatados na coluna.

Também sei que não existe mulher fácil, existe muita inversão de papel inclusive, mas é isso, tudo em prol de tentar encontrar a "essência" do problema. Concordo contigo quanto ao individualismo tomando conta dos relacionamentos, mas te pergunto: quando foi que a mulher foi o centro da relação? A situação hoje é a seguinte: procuramos encontrar um patamar de igualdade, não queremos estar num degrau superior. Já os homens, estão saindo de uma posição superior para tentar acompanhar a evolução feminina, o que não deixará de dar importância ao papel masculino. Ou seja, vocês não sairão perdendo nunca. E nem queremos. Mas a gente já perdeu um bocado ao longo do tempo, não?

Beij(o)

*-*-*-*-*-*-*

Sobre Turistas - coluna de 05/02/07
Por Thiago Machado

Após oito horas a esperar um avião que nunca irá sair, o leitor olha sua passagem com desdém e a guarda em sua mala. Afinal, seguro morreu de velho. Frustrado e deprimido, ele busca por diversão. O que faz uma pessoa conseguir, nos tempos do deus Hoicos, superar uma depressão? COMPRAR COISAS.

E lá vai o intrépido leitor a um bar... Mais uma vez. Reúne-se com antigos amigos imaginários e sorve mais um gole de Veneno com Pedras. Os olhos começam a perder o foco, mas nunca a visão. O ébrio observa pela vidraça do Aeroporto Internacional Tom Jobim (ou Galeão, para os íntimos) um Rio de Janeiro puro como malte, mas dono de muitos segredos sombrios e alvo de piadas sem graça sobre estereótipos... A mente do leitor se perde e invade o subconsciente de Turistas que passam de forma animada, mas com uma ponta de medo sobre o que pode acontecer.

Tráfico de órgãos, lugares violentos, assaltos, tortura... Estranho como essas coisas soam tão familiares aos seus ouvidos semi-surdos. Não à toa, ao ler o jornal, ele absorve as notícias do dia:

- Garoto de 6 anos morre sendo arrastado pelo asfalto.
- Governo libera dados sobre a tortura na ditadura militar.
- Filme Turistas é uma afronta ao país.

É estranho como o filme retrata, de forma estúpida, um país que é um inferno. Até que o filme é bem leve, já que a realidade pode ser bem pior. Quem não se lembra do 11 de setembro, das minas terrestres de Angola, do fundamentalismo de Khomeini, dos conflitos gerados por EUA e URSS?

Não, ninguém se lembra. Preferem criticar a fazer algo para mudar. Isso já ocorreu há um certo tempo em que o Sr. Matt Groening ousou falar do Brasil em um episódio d´Os Simpsons. O capítulo foi censurado por aqui! E, por incrível que pareça, o Brasil foi o único a censurar um episódio que fala, de forma irônica e bem-humorada, sobre um país. Esse problema não é de hoje. Como uma conhecida desse leitor disse, o povo pode falar mal do próprio país, mas um estrangeiro, nunca!

A onda do primeiro gole termina. O leitor pega o jornal, espreme o sangue e o joga no lixo. Ele bebe mais um pouco e volta a perder o foco. De um túnel surgido do chão do aeroporto, surge uma mulher que vai de direção a ele. Ela se senta graciosamente e pede a mesma coisa que o leitor está bebendo. Joga o cabelo de lado e se esforça para ler os olhos do leitor:

- Da última vez, você morreu ao beber isso. Deixe para a profissional aqui.
- Não se preocupe, Lu. Já até tô me "ascoschtumandu" com o teor... Ic!
- Hahaha! Lóóóóóógico que está.
- Somos uns malditos, mesmo. E aí, alguma visão nova?
- Mulher, nem te conto.

E os dois ficaram horas e horas conversando. O leitor até esqueceu o avião que nunca partiu. Mas, que fique claro, os dois conversaram em português, não em espanhol.

beijos, Lu. Gostei demais desse último Poison!!!
 
Thiago Machado

Portifolio Machbrew
www.flickr.com/photos/machbrew

Blog Machbrew
www.machbrew.blogspot.com

Resposta

Huahauahuahauahauhaha, você é ótimo.
Nem tenho o que comentar.

Um beij(o), não se entupa de veneno, mescle com doses de alguma bebida que traga esperança :)

Lu

*-*-*-*-*-*-*

Sobre Mulheres - coluna de 20/03/07
Por Carola Medina

Já te escrevi uma vez, gosto demais do que escreve, mas essa coluna sobre as mulheres, fiquei com vontade de dizer, mina você mandou muito bem.

Quando a gente fizer o q quiser, SEM CULPA, aí sim estaremos iguais a eles.

Um beijo grande,

Carola Medina
http://diariodacarola.zip.net

Resposta

Exatamente, Carola. Leva tempo, mas nossas netas conseguirão!

Beijo e obrigada,

Lu

*-*-*-*-*-*-*

Sobre o fim da Poison - coluna de 09/01/07
Por Paulo Ferreira

Olá Luciana,

Você realmente não tem jeito! Quando entrei no Omelete e vi "A Última Poison" quase enfartei! Não faça isso de novo, hein! :P

Bom esse deverá ser o último e-mail que mando na esperança de vê-lo publicado ou de receber uma resposta. Afinal são poucas as pessoas com as quais podemos ter discussões saudáveis sobre esse assunto que tanto nos atrai: Música. E como não tenho tido sucesso nos últimos que mandei, vai aqui a última tentativa.

Eu me diverti muito com os e-mails que você recebeu dos fãs do Iron Maiden e dos Eng. Do Hawaii, é incrível como as pessoas tomam partido por bandas, times de futebol, cor favorita e não fazem nada sobre a imoralidade que acontece no nosso país (mais especificamente lá pelas bandas de um certo "Planalto Central").

O mais engraçado de tudo é que eu sou fã sim de Engenheiros e de Iron, ouço as músicas há muito tempo, tem músicas que adoro, tem músicas que detesto mas acabo por me considerar sim um fã.

Porém, e acho que está aí a diferença, você citou a principal diferença entre fã e fanático: ter o ouvido aberto para a novidade, para a diversidade, para a experimentação. Só assim se constrói um gosto musical apurado. Não dá pra considerar nenhuma banda ou artista "o melhor" sem escutar o que se tem por aí, é preciso um parâmetro para comparação.

Ao lado dos meus discos do Iron e dos Engenheiros, convivem pacificamente os Ramones, vizinhos do Clash, que receberam a recente companhia dos Raconteurs, que são parentes do White Stripes, que moram perto dos Beatles, que tiveram que se mudar do outro porta CD pois os Stray Cats chegaram com vários álbuns que finalmente encontrei na loja. Enfim é uma verdadeira Torre de Babel musical.

Espero que a Poison continue a existir para promover cada vez mais o debate (e porque não o embate) de idéias e idealistas.

O e-mail pode ser o último (e isso não é chantagem), mas fique tranqüila, que continuarei um assíduo leitor da sua coluna. Afinal nem todo fã de Iron é desmiolado e nem todo fã de Engenheiros te odeia!

Pode descer uma dose dupla, com muito gelo, porque eu já viciei nessa coisa!

Resposta

Oi, Paulo!

Que nada, estou aqui, firme e forte. :) Só vou tentar falar de outros assuntos por que a música realmente se desgastou e/ou me desgastou. Tem tanta coisa pra ser falada, né? Às vezes o legal é manter a abordagem, mesmo que falando de assuntos diferentes... Vamos ver o resultado, depois você me conta se gostou.

Sério mesmo que não chegou nada de resposta minha pra ti? Eu respondo absolutamente TODOS os e-mails que são enviados pra coluna, Paulo, mas pode ter acontecido de ele(s) estar(em) guardado(s) aqui em uma pastinha que mantenho para ler assim que encontro tempo. O final de ano foi bravo, não consegui responder um montão de mensagens, mas estão guardadas para serem respondidas. Uma a uma. Estão acumuladas, mas vão ser respondidas. Uma outra coisa é que os leitores da Poison - graças a Deus - são bem opinativos e observadores, então as mensagens costumam ser bem grandinhas. E a resposta idem. Veja o tamanho que esta tá ficando... ;-P Quanto a ser publicada, eu passo um filtro e tento balancear assuntos/datas, mas entenda que são várias mensagens, então não dá mesmo pra publicar todas. Mil perdões.

Agora entrando na mensagem em si... Exatamente, Paulo, como pode, né? Eu vejo tanta coragem, tanta empáfia, tantos donos da verdade discutindo sobre assuntos menores e o país, a população, ou seja, a própria pessoa, fica relegada a segundo plano. É uma pena que essa coragem toda não se estenda a outros assuntos... Quem sabe muda com a idade, com a própria vida... Assim espero.

Exato. Comparar, mensurar, ouvir quanto mais coisas conseguir... Assim a gente consegue definir o que mais nos agrada, sem dúvida alguma. Manter-se limitado a uma só banda é bobagem e perda de tempo.

Hahahhaha, adorei! "Afinal nem todo fã de Iron é desmiolado e nem todo fã de Engenheiros te odeia!" Assim que se consegue respeito!

Espero MUITO que esta mensagem chegue ao destino e peço só mais um pouquinho de paciência para eu responder as anteriores, estou indo de trás pra frente pra tentar pegar o trem direitinho.

Beij(o) grande e obrigada por ler a coluna,

Luciana

*-*-*-*-*-*-*

Sobre Mulheres - coluna de 20/03/07
Por Daniel Cerqueira

Luciana,

Machismo agora é "way of life", e não deve ser aplicado somente aos homens. Desses problemas que você mencionou, todos nós (independente do gênero) sofremos. Claro, que alguns em maior ou menor grau.

Mas escrever um texto escorrido na autopiedade (pelo menos foi essa a minha interpretação), não cola mais.

Daniel Cerqueira

Resposta

Pode ter autopiedade sim, Daniel, afinal nem tenho a pretensão de conseguir escrever um texto sem me colocar nas entrelinhas.

Mas tem muito de realidade também. Concordo que todos sofram, mesmo porque ter uma relação com uma mulher infeliz vai respingar até no mais cego dos homens. Só acho que tem gente que sofre mais e não estou falando apenas de relação amorosa, estou falando de colocação na sociedade. Cada uma que acontece com a mulherada em nível profissional que eu vou te contar, Daniel...

Obrigada pelo e-mail.
Beij(o)

*-*-*-*-*-*-*

Sobre Turistas - coluna de 05/02/07
Por Gêniton Sarmento

Bom dia Luciana,

Concordo com você em tudo, parabéns, que bom saber que não só existem brasileiros cegos de paixão pelo país de forma errada e sim de forma correta com o pé no chão.

Sucesso e abraços.

Resposta
Sim, apaixonada, mas não burra. :)
Obrigada pela mensagem!

Beij(o)

Comentários (0)

Os comentários são moderados e caso viole nossos Termos e Condições de uso, o comentário será excluído. A persistência na violação acarretará em um banimento da sua conta.

Escrever comentário


Ao continuar navegando, declaro que estou ciente e concordo com a nossa Política de Privacidade bem como manifesto o consentimento quanto ao fornecimento e tratamento dos dados e cookies para as finalidades ali constantes.