Música

Entrevista

Passenger comenta seu sucesso inesperado e possível parceria com Ed Sheeran

Abertura de Ed Sheeran retorna para show solo em São Paulo

Julia Sabbaga
26.02.2019
16h06

Quando Ed Sheeran passou pelo Brasil, ele veio acompanhado por um cantor que frequentemente abre seus shows, o inglês Mike Rosenberg, mais conhecido como Passenger. O compositor, que tem mais de 10 anos de carreira e 10 álbuns de estúdio, é conhecido principalmente por seu mega hit "Let Her Go", faixa que tem mais de 2 bilhões de visualizações no YouTube. A inesperada explosão da faixa de 2012 rendeu ótimas piadas no show de abertura de Sheeran em São Paulo: "eu tenho uma música famosa só, então vou tocá-la sete vezes, ok?", mas a apresentação foi recheada de composições espertas e do ótimo bom humor do músico. Passenger se provou ser muito mais do que um cantor de um hit só. Felizmente, o compositor retorna ao solo brasileiro em março, para uma apresentação única em São Paulo, no dia 10.

Passenger conversou com o Omelete sobre muito mais que "Let Her Go", relembrando o início de sua carreira, sua relação com Ed Sheeran e já dando pistas do seus próximos projetos.

Rosenberg iniciou sua carreira jovem, tocando nas ruas já aos 16 anos, experiência que ele considera fundamental para evoluir musicalmente: "Tocar nas ruas foi incrível para mim. Não apenas para tocar na frente das pessoas, mas me ajudou a ser organizado e trabalhar duro. E ainda é um dos sentimentos mais libertadores do mundo". Depois de anos nas ruas e alguns álbuns de estúdio, Rosenberg foi ganhando notoriedade antes de explodir com o hit “Let Her Go”, que dominou as paradas depois de ter emplacado as rádios na Holanda. Sobre o sucesso inesperado, o cantor recorda: “Eu lembro de tocar um show em Amsterdam com Ed Sheeran no fim de 2012. Acho que 'Let Her Go' tinha acabado de chegar ao topo da parada e quando eu subi ao palco, apesar de ser apenas o ato de abertura, o público vibrou como se eu fosse headliner. Este foi o momento que eu senti que algo tinha mudado”.

Foram anos de carreira desde seus 16 anos até hoje, e para um jovem músico, Passenger já passou por diversas fases e suas composições se desenvolveram desde o início da vida profissional. As influências foram sempre as mesmas – principalmente Paul Simon e Bob Dylan – mas suas composições mudaram: “Quando eu comecei, eu via o mundo diferentemente. Tocando em esquinas, ficando em hotéis, viajando em trens, minha inspiração vinha das pessoas que eu conheci nas estradas. Hoje em dia é diferente. Eu penso e escrevo sobre coisas maiores, assuntos mais amplos. Talvez isso tenha a ver com envelhecer”.

A amizade com Ed Sheeran já é de longa data, e os dois se conheceram em um show minúsculo: “Nós somos muito diferentes em muito jeitos, como, claro, no nível de sucesso, mas somos ótimos amigos já há 10 anos. Nós nos conhecemos tocando um show em Cambridge onde haviam umas 30 pessoas”. Sobre uma possível colaboração com o músico, Rosenberg foi misterioso: “É, quem sabe um dia”.

Passenger lançou o seu ultimo álbum, Runaway, em 2018, um trabalho com uma influência de música americana bem pesada, e um projeto de vídeos pelos EUA associado ao disco. A influência para a nova sonoridade veio de seu pai, de New Jersey, mas a influência cultural sempre esteve presente na vida do músico: “A cultura sempre foi uma grande influência em mim, mas eu quis abraçar isto de verdade neste álbum”. O disco não tem nenhum ano de existência, mas Passenger não nega planos de um novo álbum em mente: “Talvez? Não posso dizer muito neste momento, mas sim, eu estou sempre escrevendo”.

Passenger toca ndia 10 de março, em São Paulo, no Cine Joia. Ingressos estão disponíveis no site Ingresse.