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41ª edição da Oktoberfest Blumenau se despede com alegria e calor humano

A edição de 2026 da maior Oktoberfest das Américas chega ao fim na noite de hoje

Omelete
4 min de leitura
25.10.2026, às 07H00.
41ª edição da Oktoberfest Blumenau se despede com alegria e calor humano

Créditos da imagem: Júlia Henn / Omelete

A 41ª edição da Oktoberfest Blumenau chega ao fim neste domingo (25) reafirmando a importância da festa para a identidade cultural, o turismo e a economia da cidade catarinense.

Realizado entre 7 e 25 de outubro, o evento reuniu música, dança, gastronomia típica, cerveja e tradições germânicas ao longo dos 19 dias da celebração que transforma o Parque Vila Germânica em ponto de encontro para moradores e visitantes anualmente.

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Júlia Henn / Omelete

Inspirada na tradicional Oktoberfest de Munique, na Alemanha, a festa de Blumenau nasceu em 1984, com o objetivo de arrecadar fundos para a reconstrução da cidade após uma sequência de enchentes que atingiu a região do Vale do Itajaí.

A primeira edição recebeu cerca de 102 mil pessoas no antigo pavilhão da Proeb, espaço que deu lugar ao atual Parque Vila Germânica. Mais do que uma iniciativa para atrair turistas, o evento se tornou um símbolo da capacidade de resiliência da cidade e da união de sua comunidade.

Ao longo de mais de quatro décadas, a celebração cresceu e consolidou seu lugar no calendário turístico brasileiro. Segundo dados oficiais, a Oktoberfest Blumenau já recebeu mais de 25 milhões de visitantes desde sua criação. A festa também contribui para movimentar a rede hoteleira, os restaurantes, o comércio e os serviços locais, além de projetar nacional e internacionalmente a cultura da cidade.

A preservação das raízes germânicas, que chegaram a Blumenau junto dos colonos alemães em 1850, é um dos pilares do evento. Os desfiles pelas ruas da cidade, os trajes típicos, as apresentações folclóricas e a culinária tradicional são apenas alguns dos aspectos que ajudam a manter vivas tradições transmitidas entre gerações. Ao mesmo tempo, a programação musical incorpora diferentes influências e aproxima públicos de várias idades, combinando referências tradicionais com sonoridades contemporâneas.

A música e a Oktoberfest

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(da esq. p/ dir.) Korbinian Arendt, Christian Schild, Stefan Raaflaub, Florian Claus e Michael Hartinger

Júlia Henn / Omelete

Entre as atrações internacionais desta edição esteve o VoXXclub, grupo alemão formado em 2012 pelos integrantes Korbinian Arendt, Stefan Raaflaub, Florian Claus, Michael Hartinger e Christian Schild conhecido por misturar a música folclórica alemã com elementos de pop, rock e música eletrônica.

A relação da banda com a festa começou em 2016, durante a 33ª edição, e já soma oito participações. Neste ano, o grupo se apresentou entre os dias 15 e 17 de outubro, com sucessos como “Rock Mi”, “Donnawedda” e “I Mog Di So”, além de “A Jeder”, versão em alemão do clássico brasileiro “Sorte Grande”, de Ivete Sangalo.

Exatamente uma década após sua primeira vinda a Blumenau, o grupo conversou com o Omelete sobre as mudanças que perceberam na festa e na cidade ao longo dos anos.

"Acho que a cidade inteira cresceu nos últimos dez anos e a Oktoberfest cresceu de forma muito rápida", disse Schild. "Então têm novas tendas, a tenda da [cervejaria] Hofbräuhaus é nova, toda essa área. E, na verdade, a melhor parte é que nós ainda estamos aqui!" 

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VoXXclub

Júlia Henn / Omelete

Sobre qual seria a parte preferida do grupo na versão blumenauense da festa, eles também possuem uma opinião.

"Eu diria que é a beleza, o amor e a loucura de Blumenau" opinou Hartinger. "Hoje (17) estávamos no desfile e havia milhares de pessoas coloridas comemorando conosco e... é um sentimento. Blumenau não é uma cidade, é um sentimento."

Não apenas a cidade, mas a Oktoberfest Blumenau realmente é um sentimento que ultrapassa os limites dos pavilhões e se espalha pelas ruas, pelos estabelecimentos comerciais e pela rotina dos moradores durante o mês de outubro. A cada edição, o evento reúne diferentes gerações em torno de uma celebração que combina entretenimento, memória e pertencimento.

Quarenta e um anos depois de sua estreia, a festa continua a representar tanto a herança dos imigrantes alemães quanto a capacidade de Blumenau de transformar sua história em um dos eventos culturais mais conhecidos do país.

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Júlia Henn / Omelete

Entre encontros, canecos erguidos e apresentações musicais, a Oktoberfest se despede de mais uma edição mantendo no centro da celebração aquilo que a tornou especial desde o início: a alegria e o calor humano.

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