Niall Horan promove união de fãs em show de São Paulo

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Niall Horan promove união de fãs em show de São Paulo

Antigo One Direction trouxe o disco Flicker

Giovanna Parise
11.07.2018
08h56
Maren Morris, cantora country que ficou encarregada de abrir para Niall Horan em São Paulo, entrou no palco do Espaço das Américas exatamente as 19:40 com uma nova música, "The Feels". Com um set de 40 minutos, ela cantou alguns de seus sucessos como "I Could Use a Love Song" e "Just Another Thing" antes de agradar o público com um pedaço de "Halo", da Beyoncé, e se despedir com seu grande sucesso “The Middle”, que fez o público vibrar. 
 
E então, era hora de receber mais um antigo membro do One Direction em São Paulo, em uma casa lotada de fãs na expectativa. Niall abriu sua apresentação com "On The Loose", canção do seu primeiro álbum solo Flicker, já de cara arrancando gritos e suspiros de uma multidão. 
 
Simpático, não demorou muito para que o cantor começasse a interagir com o público. Após a segunda canção, ele já declarou: "eu não consigo imaginar nenhum outro lugar que eu prefiro estar do que em São Paulo. Eu queria que vocês pudessem ver o que nós vemos do palco, é incrível!" 
 
Como fieis fãs, a audiência não deixou de preparar algumas surpresas. Em "This Town", primeiro single do trabalho solo, a casa de show ficou toda iluminada de verde e amarelo com os celulares, e em "Seeing Blind", que contou com a volta de Maren Morris ao palco para o dueto, os fãs ergueram bexigas com as cores da Irlanda, país natal de  Horan. 
 
Encaminhando com o setlist, Horan entregou dois covers curiosos, em ótimas performances: “Dancing in the Dark” de Bruce Springsteen e “Crying in the Club” de Camila Cabello, de quem é fã assumido. Mesmo assim, sobrou espaço para clássicos do One Direction, "Fool's Gold" e "Drag me Down", performances que renderam, definitivamente, os momentos mais enlouquecidos da plateia.
 
Mas o momento mais especial da noite ficou com a música "Flicker", quando Niall inovou o formato do show. Pedindo para que todos guardássem o celular, Horan incentivou o público a se unir com mãos dadas e olhos fechados: "Essa música é a minha favorita e significa muito para mim. Tenho certeza que significa algo diferente para vocês, mas significa algo", ele disse, liderando a legião que obedecia, unida. 
 
Horan passou a noite inteira interagindo com o público, e cada palavra sua era recebida com carinho, não só porque o cantor já tinha o amor do público antes de subir ao palco, mas porque ele fez questão de demonstrar, a todo momento, um amor único pelo Brasil e seus fãs. 
 
"Paper Houses", "Too Much to Ask", "Since we're Alone" e "On my Own", também agitaram a casa, e a performance foi modificando com a evolução do show. Já se encaminhando ao fim, Horan sentou ao piano para "So Long", canção que disse lamentar por ter ficado de fora de seu álbum,  mas que está feliz de cantar nos shows. 
 
Com pouco mais de uma hora e meia de palco, Niall Horan finalizou o set apresentando uma bela versão de "Slow Hands", a única performance em que ele não pegou em um instrumento, e "Mirrors". Despedindo-se do palco, Horan deixou o Espaço das Américas tendo se provado não apenas um músico talentoso, mas um performer caloroso que deixará saudades no público brasileiro.