Mortes, hits e recordes: o que marcou a música em 2018

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Mortes, hits e recordes: o que marcou a música em 2018

De "This Is America" ao Tribalistas

Julia Sabbaga
19.12.2018
16h04

Com o fim do ano se aproximando, é hora de relembrar os lançamentos, mortes e os hits, recapitulando os melhores e os mais marcantes momentos de 2018. Confira abaixo os destaques do mundo da música este ano:

Recordes do Drake

Drake quebrando recordes não é novidade, mas com Scorpion, seu último disco, lançado em junho, o músico conseguiu quebrar seus próprios recordes mais uma vez. Com 25 faixas, o disco duplo teve absolutamente todas as suas faixas na parada da Billboard Hot 100, e quebrou os recordes de streams em um dia no Spotify e no Apple Music. Para completar, o rapper quebrou dois recordes dos Beatles em 2018: maior número de faixas no top10 da parada americana em um ano (12) e maior número de faixas simultâneas entre as 10 primeiras, com sete hits no top 10. 

Pulitzer do Kendrick Lamar

Kendrick Lamar teve diversos destaques neste ano, incluindo a produção e curadoria de uma das melhores trilhas sonoras de 2018, Pantera Negra. Mas o seu maior momento no ano foi ter sido honrado com o prêmio Pulitzer da música por seu álbum DAMN, marcando a primeira vez que um artista que não compõe jazz ou música clássica foi recipiente da categoria. 

 

Beyoncé no Coachella

A maior apresentação ao vivo de 2018 foi o encerramento de Beyoncé no Coachella, que quebrou o recorde de performance mais assistida em stream ao vivo de todos os tempos, com 458 mil de público simultâneo e 14 milhões de público total. O show, que marcou a primeira performance headliner de uma mulher negra no festival, teve participação especial de Jay-Z e uma reunião do Destiny's Child, grupo da cantora com Kelly Rowland e Michelle Williams que fez aniversário de 20 anos desde sua criação no mesmo dia. Elogiado por críticos ao redor do mundo pela estética e relevância cultural da performance, o show rapidamente passou a ser chamado de histórico. 

A explosão do K-pop

O K-pop vem atingindo o mainstream desde 2017, mas a sua explosão completa se deu este ano, principalmente pelo seu nome mais reconhecido globalmente, o BTS, que tanto quebrou recordes no YouTube com os hits "Fake Love" e "Idol", como se tornaram o primeiro grupo do gênero a se apresentar em um estádio nos EUA e o primeiro a figurar entre as 10 primeiras da parada Billboard Hot 100. Este ano o BLACKPINK também entrou na lista de vídeos mais assistidos nas primeiras 24 horas no Youtube.

O público do Tribalistas

Arnaldo Antunes, Marisa Monte e Carlinhos Brown anunciaram o retorno do Tribalistas no fim de 2017, para animação dos fãs, mas em 2018 a volta foi marcada por um evento único, uma performance no Allianz Parque, casa que recebe grande parte dos maiores atos internacionais. Mais do que isso, o trio esgotou os ingressos do estádio, mostrando toda a força da música nacional e o efeito da nostalgia do álbum de 2002.

A união de Jay-Z e Beyoncé em Everything Is Love

Os maiores lançamentos musicais do ano vieram de surpresa, e um deles foi o fechamento de trilogia de Lemonade, da Beyoncé, e 4:44, do Jay-Z, no primeiro álbum em conjunto do casal, Everything Is Love. O disco recebeu elogios de todos os lados, e a crítica elogiou o rap de Beyoncé e a exaltação do poder da família Carter. O disco ainda recebeu três indicações ao Grammy: melhor álbum de música urbana contemporânea, melhor clipe por "Apeshit" e melhor performance R&B por "Summer". 

O auge de Ariana Grande

Ariana Grande recebeu elogios também pelo seu álbum do ano, Sweetener, mas seu grande momento de 2018 veio bem depois do disco. Depois da morte do seu ex-namorado Mac Miller e do término de seu noivado, Ariana revelou um hino de auto-aceitação e aprendizado, "Thank U, Next", faixa que dominou o mundo rapidamente, marcando como o primeiro nº1 da cantora, e ganhou um clipe que bateu o recorde no YouTube, com 46 milhões de visualizações em 24 horas. 

Os retornos

2018 trouxe alguns retornos lendários da música, especialmente para o pop. O mais notável destes foi o aguardado comeback das Spice Girls (sem Victoria Beckham, infelizmente), que anunciou uma turnê pelo Reino Unido, mas 2018 trouxe ainda o anúncio de novas músicas do ABBA, que serão lançadas em março 2019. Ainda, o ano teve anúncios de reunião do Westlife, do The Raconteurs e do The Kinks

As perdas

Como todo fim de ano, relembramos os nomes da música que perdemos e que deixaram comunidades de fãs em luto. Em 2018, nomes de diversos gêneros musicais faleceram, incluindo lendas da música. Entre os maiores estão Aretha FranklinCharles Aznavour, Mac Miller, Jill Janus, Vinnie Paul, XXXTentacion, Avicii, Jóhann Jóhannsson, Dolores O'Riordan e Eddie Clarke

"This Is America"

Inegavelmente, o nome que roubou os holofotes de 2018 foi Childish Gambino. Lançando de surpresa a faixa "This Is America", e um clipe que caiu como uma bomba, o músico criou um momento único na música de 2018, gerando não apenas visualizações de sobra como análises e interpretações sobre os significados por trás do clipe. "This Is America" não apenas simbolizou um movimento único na música, do poder da crítica e das minorias, como representou um momento sobre a relevância visual da música nos dias de hoje, explicitando uma sede do público por um significado maior por trás dos lançamentos.