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Morre Billy Preston, o legítimo quinto Beatle

Morre Billy Preston, o legítimo quinto Beatle

Marcelo Hessel
07.06.2006
00h00
Atualizada em
14.12.2016
12h04
Atualizada em 14.12.2016 às 12h04

Existe mais de um quinto Beatle. Alguns dizem que era o produtor George Martin, outros defendem que Stuart Sutcliffe, amigo de John Lennon e baixista nos primeiros dias da banda, merece mais a honraria. Ninguém, porém, jamais alcançou o feito de Billy Preston: ter seu nome entre os créditos de um single do quarteto. Com isso, Preston se tornou para muitos o verdadeiro quinto Beatle - e essa é uma das glórias que ele deixa de herança.

Preston morreu ontem, aos 59 anos, no Shea Scottsdale Hospital, no Arizona, onde viveu nos últimos meses e onde estava em coma desde novembro. A hipertensão já debilitava seu fígado há anos. O transplante realizado em 2002 não foi suficiente para lhe dar chances de recuperação.

Texano de nascença, Preston desde criança mostrava-se um prodígio no teclado. Aproximou-se dos Beatles nos anos 60 por conta desse talento, assinou com a Apple Records e serviu de tecladista nas gravações de Let it be, The White Album e Abbey Road. Com o fim da banda em 1970, ele participou de um dos trabalhos solo de George Harrison e colaborou no Plastic Ono Band de Lennon e Yoko Ono. Transversalmente, deixou sua marca em Sgt. Pepper, ao protagonizar com Peter Frampton e os Bee Gees a versão cinematográfica do disco.

Não foi só com os Beatles, porém, que Preston deixou seu nome na música pop. É dele a entradinha clássica do teclado de Miss You, dos Rolling Stones. Sticky fingers, Exile on Main Street, Goats head soup, Its only Rockn Roll e Black and blue são alguns dos discos da banda em que ele toca. Sammy Davis Jr., Ray Charles, Little Richard, Bob Dylan, Aretha Franklin, Sly and the Family Stone já o acompanharam. You are so beautiful, sucesso na voz de Joe Cocker e nos comercias de margarina, é de sua autoria.

Seu legado é uma pegada gigantesca, desde o gospel ao pop ao rock ao soul ao clássico ao country, resume, sem exagerar, à agência AFP, a empresária de longa data de Preston, Joyce Moore.