Mano a Mano | Podcast de Mano Brown democratiza debates com formato acessível

Créditos da imagem: Mano Brown no podcast Mano a Mano (Divulgação)

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Mano a Mano | Podcast de Mano Brown democratiza debates com formato acessível

Rapper brasileiro comandará entrevistas com diversas personalidades

Pedro Henrique Ribeiro
26.08.2021
09h00

O rapper Mano Brown agora tem o próprio podcast produzido pelo streaming de áudio Spotify. No Mano a Mano, que estreia nesta quinta-feira (26), o músico receberá diversas personalidades para conversar sobre vários temas, como saúde, música e política. Um grande diferencial desse projeto é que o podcast ficará disponível gratuitamente na plataforma, uma boa maneira de democratizar as discussões e tornar o conteúdo acessível.

Apesar de não ser jornalista, Brown sempre demonstrou ter uma personalidade questionadora a respeito de tudo em sua volta. Agora, ele vai explorar esse lado curioso em 16 episódios que serão lançados semanalmente na plataforma. Na última terça-feira (24), o músico participou de uma entrevista coletiva na qual o Omelete esteve presente. Brown contou o que o motivou a fazer o podcast, curiosidades dos bastidores e o que os fãs podem esperar de cada conversa.

A origem do Mano a Mano

O nome do podcast não foi ideia de Brown, mas ele gostou muito da brincadeira que envolve seu nome artístico e uma expressão popular para conversas olho no olho. A ideia de fazer a série, porém, partiu dele, após muita influência de amigos.

“No começo da pandemia o mundo ficou perplexo. E eu pensei: ‘Não posso chapar [encher a cabeça de pensamentos]’, eu vi as pessoas realmente com dificuldades, e só tem uma maneira de eu não chapar com a sociedade com essa ansiedade e a falta de perspectiva. Eu fui estudar, ler coisas sobre teologia, arqueologia, filosofia, ciência e coisas relacionadas à África, à diáspora africana pelo mundo. E descobri coisas maravilhosas, né? Em todas as reuniões com meus amigos, eu começava a falar muito disso. Daí eles falaram ‘Pô, você deveria fazer um podcast para contar as suas histórias, você é um contador de histórias nato’. Aí eu falei com meu filho Jorge, ‘O que você acha?’ e ele disse que seria legal”, disse o cantor.

Karol Conké e Mano Brown na gravação do podcast Mano a Mano (Divulgação)

A primeira convidada do podcast será a cantora Karol Conká, que se envolveu em polêmicas durante a edição do reality show Big Brother Brasil 21. Brown disse que encarou resistência de pessoas fora da sua equipe para convidar Karol. “Foi um momento muito delicado para nós dois. Imagina ter uma pessoa que teve 99% de rejeição, em que as pessoas não queriam ouvir ela. ‘Como assim você vai deixar ela falar? Você não assistiu ao BBB? Não! Nunca assisti, mas chamaria assim mesmo’. Uma rejeição de 99% me interessa muito. Talvez eu tivesse uma rejeição maior que a dela. Eu enxerguei a minha mãe nela, em alguns momentos eu comparava ela com a minha mãe. Esse olhar fez o diálogo fluir melhor”.

Outra personalidade que estará no podcast é o vereador Fernando Holiday (NOVO), que costuma defender ideias e pautas diferentes das de Brown. Apesar desse choque de pensamentos, o cantor fez questão de receber o político, pois acredita que diferentes ideias precisam ser ouvidas. "Não concordo com o que ele pensa, mas ele é uma inteligência negra, embora seja equivocado o lado político dele. Mas ele é um inteligência negra em evidência”, defendeu o apresentador do podcast.

Além das personalidades citadas, Brown vai receber o médico Drauzio Varella, o pastor Henrique Vieira, o técnico de futebol Vanderlei Luxemburgo e muitos outros.

“Sem o hip-hop, não seria nada”

Com mais de 30 anos de carreira, Mano Brown é uma das principais vozes da música brasileira. Na música, a trajetória dele se divide entre o grupo Racionais MC’s e carreira solo. Com o grupo, Brown fez a turnê pré-pandemia em comemoração às três décadas divididas com Kl Jay, Ice Blue e Edi Rock. No trabalho-solo, Brown lançou, em 2016, o disco Boogie Naipe, no qual celebra a black music brasileira. Nessa caminhada, o rapper nunca se esqueceu como o hip-hop mudou a vida dele.

“Sem o hip-hop, eu não seria nada. Então já parte desse princípio, o hip-hop me salvou. Eu era um jovem de 17 para 18 anos com cabeça vazia, cabeça de camarão. O hip-hop praticamente me deu uma perspectiva de vida, eu renasci ali. Então, tudo que eu tenho veio do hip-hop, inclusive o acesso ao programa de podcast. Sem a popularidade do Mano Brown e o que o Racionais me proporcionou, eu não teria como”, afirmou.

Confira o teaser da série de podcasts:

A série tem direção criativa da Agência GANA e direção geral de Arthur Abrami. A produção executiva é de Renata Hilario, Gilvana Viana, Kaire Jorge e Eliane Dias. As empresas MugShot e Boogie Naipe cuidaram da produção.

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