Maisie Peters promete setlist sob medida para o Brasil: “Melhores fãs do mundo”
Cantora falou ao Omelete sobre a turnê Before the Bloom e o novo álbum, Florescence
Créditos da imagem: Maisie Peters (Reprodução/Instagram)
Maisie Peters queria fazer algo diferente. Com o seu terceiro álbum de estúdio, Florescence, em mãos - mas antes de lançá-lo para o mundo -, a cantora-compositora inglesa decidiu se reintroduzir ao público com uma turnê mundial, que batizou de Before the Bloom [em bom inglês, "antes do florescer"].
"Queria celebrar a preparação para o álbum, passar esse tempo junto com meus fãs, e queria encontrar uma forma de mesclar o antigo com o novo, mostrar como este novo álbum me faz lembrar muito das primeiras músicas que lancei", conta ela em entrevista exclusiva ao Omelete.
Agora, a Before the Bloom se aproxima do Brasil - a apresentação no Cine Joia, em São Paulo (SP), acontece em 25 de abril com prdoução da W+ Entertainment, e ainda tem ingressos a venda pelo Sympla. "Todo mundo sabe que o público brasileiro é o melhor do mundo. É bem documentado", brinca ela sobre a preparação para a performance.
A seguir, confira o papo completo de Peters com o Omelete - falamos de como será a setlist do show, de sua trajetória na música durante a última década, e das expectativas para o Florescence, que sai oficialmente em 15 de maio.
OMELETE: Olá, Maisie, é tão bom te conhecer!
PETERS: Olá! Bom te conhecer também.
OMELETE: Bom, em primeiro lugar, quero saber sobre essa turnê, Before the Bloom. Por que você decidiu fazer uma turnê antes do lançamento do álbum? É uma forma de se reapresentar ao público?
PETERS: Sim, eu queria celebrar a preparação para o álbum, passar esse tempo junto com meus fãs, e queria encontrar uma forma de mesclar o antigo com o novo, mostrar como este novo álbum me faz lembrar muito das primeiras músicas que lancei. Senti que era uma oportunidade legal de mostrar a jornada da minha arte.
OMELETE: Legal, porque esse não é o formato com o qual a maioria dos fãs está acostumada, certo? Então, há muita curiosidade sobre como será o show. Você pode falar um pouco sobre o setlist desta turnê e que tipo de vibe você está buscando?
PETERS: Sim, o setlist é muito feito para os meus fãs. Eu diria que, se você é fã há algum tempo, este é o show perfeito para você. Eu toco a primeiríssima música que lancei, toco todos singles do novo álbum, assim como uma música inédita dele. Toco músicas de todos os meus discos anteriores, especialmente músicas que parecem importantes para a criação de Florescence, seja por um aprendizado sonoro que tive através delas ou por ter me trazido muitos fãs, como aconteceu com "History of Man" ou "There It Goes". Estou tocando todas as nossas favoritas, músicas que parecem relevantes para o disco.
OMELETE: Vai ser incrível! Esta também é a sua primeira vez se apresentando no Brasil. Então, quais são suas expectativas para encontrar seus fãs aqui, e o que seus colegas artistas disseram sobre o Brasil?
PETERS: Bom, todo mundo sabe que o público brasileiro é o melhor do mundo. Todos conhecem o entusiasmo que vocês têm e a forma como cantam cada palavra. Quer dizer, é algo bem documentado. Minha amiga Rachel Chinouriri tocou no Brasil há alguns meses, e acho que ela até tocou no mesmo local onde será meu show, e me contou como foi incrível. Então, estou muito animada. Tenho expectativas altas, mas também sinto que elas certamente serão correspondidas, porque é um fato conhecido que o público brasileiro é o melhor.
OMELETE: Seu som tem evoluído constantemente desde seus primeiros singles, em 2017. Então, o que os fãs podem esperar desta nova versão da Maisie, em Florescence? O que mudou e o que permaneceu igual?
PETERS: Acho que, se você encontrou minha música em 2017, este novo álbum não será uma surpresa para você. Na verdade, acho que soa muito como a Maisie que você conheceu naquela época. Mas eu diria que, obviamente, estou dez anos mais velha do que quando minha primeira música saiu, ou quase dez anos mais velha. E, então, acho que a música evoluiu, cresceu e mudou. Sonoramente, sinto que este álbum parece mais fundamentado; liricamente, este álbum parece um pouco mais sábio, gentil e leve. Mas, em última análise, ainda parece a mesma pessoa que fez The Good Witch, You Signed Up For This e todos os meus discos anteriores. Ele ainda existe muito dentro do mesmo mundo. Gosto de pensar nisso como uma evolução, e não uma reinvenção.
OMELETE: E já foram lançados quatro singles de Florescence, como você disse, mas este álbum é um conjunto de 15 faixas. Então, ainda há muito mais para descobrir. Você pode destacar uma faixa que considere a mais surpreendente, ou aquela que você está mais animada para as pessoas ouvirem?
PETERS: Estou muito animada para que as pessoas ouçam a música "Old Fashioned" e a música "Girls Just Flying". Acho que, quanto a "Old Fashioned", é apenas uma música da qual tenho muito orgulho da composição. E "Girls Just Flying" é uma música muito alegre sobre amizade, na verdade, para mim. É sobre as pessoas na sua vida que realmente te colocam para cima, e sinto que será uma música muito especial para mim e para a minha base de fãs, uma música especial para tocar ao vivo. Estou animada para que essa música seja lançada.
OMELETE: Falando sobre esses quatro singles que você já lançou, sinto que todos carregam uma mensagem semelhante de amor perdido e das cicatrizes deixadas por ele. Você diria que esse é o tema central em Florescence? Que tipo de mensagem o álbum envia?
PETERS: Hmmm, que tipo de mensagem o álbum envia? Acho que envia uma mensagem esperançosa, uma mensagem de que o amor verdadeiro existe, é real. Mas acho que também é muito um álbum sobre a jornada rumo ao amor, e o que isso acarreta, os altos e baixos que vêm com isso. Então, eu diria que é um álbum esperançoso, mas também é um álbum que deve confortar as pessoas e acompanhá-las enquanto estiverem em seus momentos baixos, lembrando-as de que os pontos altos virão.
OMELETE: Finalmente, temos falado sobre sua evolução como artista - faz quase dez anos desde os seus primeiros singles lançados. Eu quero saber: a artista que você é hoje é a artista que você pensou que seria uma década atrás? O que mudou na sua perspectiva?
PETERS: Acho que sim... Mas é difícil saber o que eu achava que seria há uma década. Não sei se pensei tão longe. [Risos] Acho que, especialmente fazendo música, metade do tempo você está apenas pensando em um dia de cada vez. Então não sei se tinha pensado sobre ter 25, ou 26, ou 30, ou 40 anos. Mas, sendo um pouco mais velha, estou muito orgulhosa de onde estou e muito animada para continuar envelhecendo. Não sei como será o futuro, e isso é empolgante para mim. Estou animada para apenas continuar sendo criativa, e continuar fazendo música, fazendo arte, podendo viver esse sonho.
OMELETE: Obrigado! Tenha um bom show, nos vemos lá!
PETERS: Obrigada, foi um prazer conversar!
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