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Os 10 melhores álbuns de Madonna

Confira nossos discos favoritos da rainha do pop - incluindo o novo Confessions II!

Omelete
1 min de leitura
PA
03.07.2026, às 17H17.
Madonna em cena do Confessions II - The Film (Reprodução)

Créditos da imagem: Madonna em cena do Confessions II - The Film (Reprodução)

Aqui no Omelete respeitamos a rainha do pop! Com o lançamento do novo álbum de Madonna, nos reunimos para montar um top 10 definitivo dos melhores álbuns da artista.

Omelete Recomenda

Será que o seu preferido entrou na lista? Confira a seguir!

10. MDNA (2012)

Lançado na esteira de um período em que Madonna ainda perseguia seu espaço no cenário pop contemporâneo, o MDNA é frequentemente descontado como uma obra caça-trend na veia do seu predecessor, o Hard Candy (2008). Mas eu sempre o enxerguei mais como um retorno à forma, com Madonna abraçando um pop frontal intensamente sintetizado, voltando a trabalhar com William Orbit (Ray of Light) e construindo baladas filosóficas nervosas como aquelas que viraram sinônimo dela para toda uma geração de millennials. Mais de uma década depois, faixas como “I’m a Sinner” e “Love Spent” continuam na minha rotação. - Caio Coletti

9. Confessions II (2026)

Pouco mais de vinte anos depois de mudar os rumos da música pop quando ninguém mais acreditava que ela era capaz disso, Madonna retorna à pista de dança com um Confessions mais entregue às cores caleidoscópicas da música eletrônica. Sua dedicação ao gênero como caminho catártico para corpo e alma continua o mesmo, e o conceito que ela cozinha com o produtor Stuart Price, mais uma vez encadeando as canções como um set de DJ e desafiando o estado fragmentado do pop ocidental contemporâneo, é mais oportuno do que nunca. O Confessions II é uma indulgência, mas ela fez por merecê-la. - Caio Coletti

8. Bedtime Stories (1994)

Bedtime Stories nos apresenta uma Madonna tentando atenuar sua imagem pública após uma era marcada pela intensa exposição sexual de Erotica (1992) e do livro SEX. Aqui, a cantora explora uma sonoridade mais convencional para o pop dos anos 90, influenciada por contemporâneas como Mariah Carey e Celine Dion. O resultado é um álbum sofisticado, que revela uma Madonna mais contida, suave e romântica, sem abrir mão de sua identidade artística. Esse novo direcionamento também serviu como ponte para sua consagrada atuação em Evita, consolidando assim uma nova fase em sua carreira.  - Pedro Ayres

7. True Blue (1986)

Em True Blue, encontramos uma Madonna em busca de consolidar seu lugar na indústria da música, mostrando que era muito mais do que uma artista capaz de emplacar singles de sucesso. O álbum apresenta uma faceta mais madura da cantora, abordando temas que vão da liberdade e dos sonhos às questões sociais. Responsável por clássicos como “Open Your Heart”, “La Isla Bonita” e “Papa Don't Preach”, True Blue marcou uma etapa importante em sua carreira. Ao mesmo tempo, sua sonoridade é profundamente enraizada na estética pop dos anos 80, o que torna o projeto icônico, mas também sonoramente preso ao período em que foi concebido. - Pedro Ayres

6. American Life (2003)

A sombra do duo Ray of Light (1998) e Music (2000) é tão imponente, especialmente para uma geração específica de ouvintes de pop, que o sucessor deles – este American Life – muitas vezes é deixado de lado. Injusto: repetindo a parceria com o produtor francês Mirwais Ahmadzaï, Madonna refina a house do Music pelo filtro do pop orquestral filosófico do Ray of Light, empregando ambos em uma destilação venenosa de sua visão cínica do modo de vida estadunidense. Este é o álbum mais frontalmente político de Madonna, e também o mais vulnerável: se os singles “American Life” e “Hollywood” pulsam em electropop crítico, “X-Static Process” e “Nothing Fails” (talvez minha música favorita da rainha do pop até hoje) mostram que bate um coração no cerne deste grande álbum. - Caio Coletti

5. Music (2000)

Music expande a reinvenção iniciada em Ray of Light (1998), levando Madonna a explorar novos caminhos sonoros sem abandonar a experimentação que marcou seu antecessor. Pela primeira vez temos a cantora trabalha com Mirwais Ahmadzaï, cuja abordagem baseada em eletrônica, vocais processados e arranjos pouco convencionais, deram ao projeto uma identidade moderna e inovadora para a época. O álbum incorpora ainda influências de country, folk e funk, criando um contraste interessante com sua produção futurista. O resultado é um dos trabalhos mais inventivos de sua carreira, capaz de equilibrar experimentação, acessibilidade e uma coleção de hits marcantes. - Pedro Ayres

4. Erotica (1992)

Controverso como foi na época do seu lançamento, o Erotica também se converteu em peça essencial da mitologia de Madonna como rainha do pop. Explorando a estética e o tema da sexualidade de forma audaciosa, incorporando elementos de fetiche e explorando a psicologia do prazer, a artista se mostrou disposta a abordar ideias espinhosas dentro de um cenário que muitas vezes era (e é!) descontado como superficial ou vápido. Construído por cima de uma mistura de R&B e do dance analógico dos anos 1990 – pense num Ace of Base com mais sex appeal –, o Erotica se mostra uma peça singularmente envolvente de música pop quando ouvido hoje em dia, longe do calor do momento. - Caio Coletti

3. Ray of Light (1998)

Ray of Light apresenta uma Madonna transformada após sua experiência em Evita, com uma evolução vocal evidente e, para muitos, o melhor desempenho de sua carreira como cantora. O álbum marcou um momento decisivo em seu reconhecimento pela indústria: embora Madonna já fosse vencedora de estatuetas do Grammy por performances ao vivo e videoclipes, foi com Ray of Light que ela conquistou seus primeiros prêmios por um trabalho musical de estúdio, consolidando o disco como um marco artístico e não apenas comercial. O projeto mergulha a eletrônica emblemática de Madonna em influências espirituais, com o budismo, o hinduísmo e à Cabala surgindo como destaques. O resultado é uma obra-prima do pop, na qual a artista transforma suas experiências pessoais em música de forma madura, inovadora e emocional, reafirmando seu lugar como uma das maiores forças criativas do gênero. - Pedro Ayres

2. Like a Prayer (1989)

Like a Prayer é um divisor de águas na discografia de Madonna. Se os três primeiros discos da cantora produziram hits e a posicionaram como um nome importante de sua época, é aqui que ela se coloca em outro patamar. A abertura já deixa claro: “Like a Prayer”, a faixa título, é um pop rock suingado que deságua em coral gospel e encontra o auge num provocativo clipe que abusa da simbologia católica. Esse é um álbum que se entende como mais do que um veículo para fazer uma ou outra faixa subir nas paradas, o primeiro em que Madonna se mostrou uma contadora de histórias, uma mobilizadora de zeitgeist, o que a separava de tantas outras que só seguiam o bonde. Ela não falava do que as outras falavam; ela ditava do que todos nós íamos falar. - Caio Coletti

1. Confessions on a Dance Floor (2005)

Todos os álbuns no nosso top 3 poderiam estar nesse #1, e o argumento seria bom por eles – mas, no fim das contas, foi impossível não privilegiar o Confessions on a Dance Floor. Lançado num momento em que o público e a crítica não parecia se interessar mais por Madonna, o disco de 2005 mostrou mais uma vez que ninguém fazia como ela. Brilhantemente estruturado, empacotando reflexões doídas por cima de um pacote de sintetizadores absurdamente envolvente, arrastando um público relutante de volta para a pista de dança, a fim de restabelecê-la como local de expurgação humana por excelência, o Confessions é simplesmente um dos grandes álbuns pop de todos os tempos. E digo um dos por pura cortesia e formalidade: se você me perguntar, absolutamente nada que eu já ouvi se compara de verdade a ele. - Caio Coletti

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