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Lorde traz show raver com repertório certeiro ao Lollapalooza

Cantora apresentou hits como "Royals" e canções do álbum mais novo, Virgin

Omelete
2 min de leitura
22.03.2026, às 23H31.
Atualizada em 23.03.2026, ÀS 00H07
Lorde no Lollapalooza (Reprodução)

Créditos da imagem: Lorde no Lollapalooza (Reprodução)

Curioso notar que, assim como aconteceu nos outros países em que esteve para o festival, Lorde compôs o seu setlist no Lollapalooza Brasil 2026 quase inteiramente com canções do Melodrama (2017) e do Virgin (2025) - respectivamente seu disco mais celebrado, com folga, e seu mais recente. De fora ficou o equivocado Solar Power (2021), e pouco se ouviu do Pure Heroine (2013), que lançou sua carreira.

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No fundo, foi um acerto. Na esteira do Virgin, Lorde está num pique meio raver, e trouxe para o Lolla arranjos que refletem isso: camadas e mais camadas de sintetizadores graves, por cima de um bate-estaca alucinante, com raras intervenções de guitarra distorcida, e ainda menos do piano sóbrio que marcou algumas de suas composições mais antigas. E, se as canções novas já foram pensadas assim, as do Melodrama se ajustam ao estilo sem muito esforço.

Tanto que a abertura impactante, com "Hammer" e "Broken Glass" (ambas do Virgin) interpoladas com só um gostinho do grande hit "Royals", deságua sem esforço em "Buzzcut Season" e "Perfect Places" (ambas do Melodrama). Lorde e seu time simplesmente trocam o minimalismo por vezes presunçoso do produtor Jack Antonoff pela vontade de impressionar. O show de Lorde, hoje em dia, é uma experiência em apoteose, e não um exercício em contenção.

Na esteira dessa musicalidade, a própria Lorde surge soltísssima no palco. Se em turnês passadas o estilo espásmico de dança da cantora virou meme, agora ela parece mais do que à vontade para exibí-lo num palco dominado por espelhos e luz neon, formado por estruturas limpas que também remetem aos cenários de música eletrônica. Frequentemente acompanhada apenas de dois dançarinos, Lorde comanda o show do alto da experiência de uma artista de 29 anos de idade, 14 deles passados sob os holofotes.

Ademais, ela se veste para o trabalho: dos óculos equipados com lanterninhas que marcaram seu look no começo do show ao top metálico que sobrou perto do final, Lorde é a mestre de cerimônias confiante de uma grande balada late millennial estilosa e catártica. Cantando sobre questões de dismorfia corporal ou sobre procurar uma noite perfeita que não existe, a artista passeia por seus dois melhores álbuns com fluência e talento, sim, mas principalmente consciência do quanto seus temas se refletem no consciente do seu público.

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