Lenny
Lenny
Músico,
multiinstrumentista, genial e genioso eram algumas características usadas
para descrever Lenny Kravitz até o sucesso do realmente ótimo
5, seu quinto álbum. Depois do estouro de vendas e dos vários
prêmios que ganhou, ele passou a ser encarado também como máquina
de fazer dinheiro e ganhou a alcunha de sex-symbol. Estas mudanças parece
que influenciaram diretamente na sua produção. Em vez de trabalhar
num novo disco, se rendeu ao bom momento e lançou um Greatest Hits
(com faixas inéditas, claro!). Agora, três anos depois do “boom”,
chega às lojas seu sexto disco com músicas inéditas, intitulado
apenas Lenny.
A
primeira audição é sempre aquele momento de muita apreensão.
A primeira impressão pode ser aquela que fica. No caso do Lenny,
não foi. Sorte a dele, pois eu não tinha gostado do que ouvira.
Depois, com calma, vamos passando faixa-a-faixa e descobrindo sons que agradam.
Os fãs dos discos mais velhos como Circus e Mamma Said devem se sentir em casa com Pay to Play, a faixa 6. Quem conheceu Lenny somente a partir de 5, vai gostar muito de If I Could Fall in Love, que tem aquele arranjo mais dançante, e Yesterday is Gone (My Dear Kay), a típica balada Bank Robber Man é uma daquelas músicas mais pesadas, com riffs sujos e que chega a destoar do resto do disco.
De uma forma geral, o disco deve agradar aos novos fãs, aqueles que conheceram o artista depois que ele virou um hitmaker de FMs. Os que gostam de procurar evolução entre um disco e outro, podem entender o tanto que este álbum é melhor que o seu anterior pela música Dig In, que toca sem parar nas rádios, mas é igual a tantas outras que Lenny já fez no passado.
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