Laura Lavieri renasce em carreira solo com Desastre Solar

Créditos da imagem: Karin Santa Rosa/Divulgação

Música

Entrevista

Laura Lavieri renasce em carreira solo com Desastre Solar

Cantora que acompanhou Marcelo Jeneci detalha nova empreitada

Julia Sabbaga
05.11.2018
16h33
Atualizada em
06.11.2018
10h54
Atualizada em 06.11.2018 às 10h54

Laura Lavieri era conhecida, por muito tempo, como o nome que acompanhou a carreira musical de Marcelo Jeneci desde que o cantor despontou na cena musical em 2010. Mas este ano, Laura abriu asas em direção ao seu primeiro álbum solo, que veio em Desastre Solar, uma reunião de composições de diversos artistas que representam Laura em algum sentido. A cantora conversou com o Omelete para falar de sua empreitada solo, os planos de futuro da sua carreira, e muito do processo por trás da seleção das faixas de Desastre Solar.

Relembrando a parceria com Jeneci, a cantora explica como surgiu a necessidade de seguir em uma carreira solo: "Tem muito de mim ali. Foram quase dez anos de trabalho, e meu ofício ali me supria o suficiente, até que chegou um momento em que não bastava, e entendi que precisava ter mais espaço pra mim. Fui entendendo também o que e como gostaria de fazer". Simbolizando um novo começo, a faixa-título, canção que abre o disco, e a escolha de Laura para o nome do álbum é bem representativa: "O Big Bang é considerado um desastre. E esse disco nasceu de uma fase muito conturbada e sofrida, do resultado de muitos fins e mortes e perdas. Assim como o big bang, tudo explodiu, definhou, queimou, ficou em ruínas, mas é justamente aquela ruína, as cinzas que semeiam um novo começo". Por isso, a ideia foi compilar composições que a representem de diversos modos e consigam refletir a sua própria gama de influências. Entre as faixas, Laura dá voz à canções que passam por Novos Baianos, Gui Amabis e até mesmo Marcelo Jeneci. Ela explica: "A canção que eu posso cantar, como intérprete, num álbum em que eu defino a narrativa, acaba sendo a canção que me toca. A escolha é simples e subjetiva, as vezes é até difícil dar um argumento. As versões são canções em que a minha interpretação agrega um valor e sentido novo. As inéditas, são encomendas ou presentes de compositores atuais que eu admiro"

No disco, Laura flutua por diversos gêneros, que passam por influências claras do pop, rock e mpb, com canções surpreendentes como “Deixa Acontecer”, do Grupo Revelação. A ideia foi encontrar as faixas que traduzissem a cantora: “Um critério importante era que a canção me refletisse e me emocionasse por completo, letra e música, e que coubessem no disco, que teve um mote, teve um cenário”. Deixando claro quanto o álbum é sincero, ela enfatiza a faixa composta por Lucas Oliveira: “’Tudo outra vez’ foi a canção que mais me pegou, por um tempo. Ela conta uma história que vivi, e cada vez que ouvia ou cantava, sentia tudo outra vez”. Mesmo com um leque exemplar de canções, Laura conta que não foram todas as escolhidas que acabaram no trabalho final, e cita Júpiter Maçã como um dos nomes que acabou ficando de fora: "'Não há amor na sua alma', a primeira versão de "As Tortas e as Cucas" é um rock, e eu queria que fosse rock. Justamente por isso acabou ficando difícil encaixá-la com as outras, com a estética que fechou o disco, com a linguagem da banda". Quem sabe em um trabalho futuro?

Agora, Laura parte em shows de lançamento do disco, mas não pretende parar por aí: "Tenho alguns conteúdos e projetos pra trabalhar e lançar, como clipes, live sessions, festas, que são parte do trabalho de divulgação do Desastre. Também quero registrar e oficializar parcerias preciosas que já venho desenvolvendo paralelamente à carreira solo".