Kendrick, Florence e mais: Os lançamentos musicais imperdíveis de maio

Créditos da imagem: Divulgação

Música

Lista

Kendrick, Florence e mais: Os lançamentos musicais imperdíveis de maio

Mês também foi marcado pelo retorno do My Chemical Romance e novo álbum do Criolo

Omelete
1 min de leitura
A cozinha
31.05.2022, às 14H09

Ninguém pode reclamar de maio em termos de lançamento musical. Não foi pouco. Em termos de retorno, tivemos dois bombásticos, com Kendrick Lamar finalmente entregando um álbum de estúdio para seguir DAMN., de 2017, e ninguém menos que My Chemical Romance, que entregou um single inesperado para acelerar o coração dos nostálgicos. 

Mas teve muito mais - e hits que passam por Florence + The Machine, Lady Gaga e por aí vai. Confira abaixo as nossas dicas de lançamentos imperdíveis do último mês:

“Girls Against God” - Florence + The Machine

A junção do maximalismo natural do Florence + The Machine com a tendência à simplificação melódica do produtor Jack Antonoff encontrou sua melhor expressão em “Girls Against God”, uma balada furiosa sobre a angústia do confinamento pandêmico. Erguendo-se diante de violões rústicos e corais modestos, Florence declara a qualquer força superior que pode tê-la colocado nessa situação que ela vai se arrepender de ter mexido com a gente”. Catártico, como boa parte do álbum Dance Fever - confira nossa crítica.

“The Foundations of Decay” - My Chemical Romance

Pois é, os adolescentes emo dos anos 2000 estão vencendo muito este ano. O retorno completamente inesperado do My Chemical Romance é um bálsamo, mesmo que seja só para uma música (mas ela tem 6 minutos, hein!). Mais pacientes com a composição e produção do que no passado, Gerard Way e cia. ainda entregam tudo o que aprendemos a esperar deles: angústia pseudo-poética, guitarras flutuantes, vocais furiosamente expressivos, e até (é sério) uma referência ao 11 de setembro na letra. Certas coisas nunca mudam, e ainda bem.

“Parade” - Kang Daniel

Orquestral e operática, mas também levada por sintetizadores envolventes e uma batida marcante, “Parade” é o melhor casamento entre as influências clássicas e contemporâneas do k-pop na memória recente. Escondida no meio do disco The Story, cujo single principal é a mais convencional (mas também divertidíssima) “Upside Down”, ela merece uma atenção especial. Na tracklist, “Parade” ainda é colocada logo antes de “Don’t Tell”, o ousado flamenco-pop de Daniel em parceria com Jessi. Que dobradinha!

“Sétimo Templário” - Criolo

Criolo preferiu o samba e a MPB nos últimos anos, mas voltou ao rap depois que viveu uma tragédia pessoal, porém não particular. Ele, como muitos brasileiros, viu o descaso com a pandemia do coronavírus tirar a vida da sua irmã, e isso reacendeu no artista pulsões até então dormentes. Isso porque a força de Sobre Viver está expressa na sua performance potente, sim, mas sobretudo na lucidez brutal dos seus versos. “Sétimo Templário” está cheio deles, como quando o paulistano diz “De solidão aqui jaz Kleber, na depressão Criolo caminha”, uma frase tão simples, mas tão carregada de sentimento.

“This Hell” - Rina Sawayama

A cantora britânica voltou com country rock orgásmico, que podia muito bem estar na tracklist de um álbum de Lady Gaga - mas dizer isso não é uma forma de roubar a magia muito particular de Rina Sawayama, que já conquistou os fãs de música pop ao redor do mundo com seu disco anterior, que rendeu hits como “Comme Des Garçons” e “XS”. Para saber o que mais ela tem na manga, resta esperar o lançamento do novo álbum Hold the Girl, marcado para 2 de setembro.

“Beatbox” - NCT Dream

Além do gancho pop viciante, construído em cima da batida analógica que dá nome à canção, o mais recente hit do NCT Dream é simplesmente uma das produções mais inteligentes do ano. Dos sintetizadores que vão crescendo pelos versos e explodem no refrão, passando pelas palminhas e sussurros que não param no background, “Beatbox” ainda deságua em uma ponte melódica lindamente carregada pelos vocalistas Haechan e Chenle e em um coro final simplesmente apoteótico. Não dá para pedir mais.

"N95" - Kendrick Lamar

Foram longos anos aguardando para que Kendrick Lamar entregasse uma sequência para DAMN., e Mr. Morale & The Big Steppers foi um grande soco para quem esperava um álbum direto como seu antecessor. Recheado de participações, mais complexo e mais denso, o novo álbum do vencedor do Pulitzer chega com reflexões sobre paternidade, família, relacionamentos - mas é temperado a todo momento pela modernidade. Em um dos seus pontos altos, "N95", Kendrick fala de máscaras de modo literal e simbólico, questionando tanto as reações da humanidade para a pandemia quanto que está por trás e por baixo de cada um de nós. 

“Bad Life” - Sigrid feat. Bring Me The Horizon

É difícil escolher uma só música do novo álbum da cantora norueguesa Sigrid:How To Let Go, seu primeiro disco desde a estreia com Sucker Punch, em 2019, está cheio de faixas memoráveis (ou chicletes, como preferir). Com uma honestidade louvável, a cantora é capaz de baixar a guarda de qualquer um, seja com o climinha mais disco de “Mirror”, seja com o convite de fuga de “It Gets Dark”. Mas talvez a música que melhor sintetize a força sensível das suas letras esteja na parceria com o Bring Me The Horizon em “Bad Life”. Tanto ela, quanto a banda britânica caminham no limite do meloso para entregar uma experiência genuína. Não à toa, dá vontade de cantar a plenos pulmões.

“Late Night Talking” - Harry Styles

Harry Styles abre algumas das suas reflexões mais íntimas neste terceiro álbum, definitivamente seu trabalho mais maduro tanto em termos de letras, quanto de melodia desde que começou sua carreira solo. Por mais delicadas que possam ser alguns dos temas sobre os quais escreve, como o acolhimento de “Matilda” ou a “autocrítica” de “Boyfriends”, existe um conforto nas faixas que, não por acaso, só é comparável ao calor que um lar pode proporcionar. A essa altura você já deve ter cansado de ouvir “As It Was”, então que tal dar uma chance para “Late Night Talking”, uma faixa mais romântica e otimista que o hit do TikTok?

“Supermodel” - Måneskin

Os italianos do Måneskin agraciaram nosso mês de maio com a dançante “Supermodel”, canção que narra as desventuras e excessos de uma top model em plenos anos 1990. Com um riff bem simples - que inclusive lembra “Smells Like Teens Spirit”, do Nirvana - e uma batida deliciosa, a banda convida o ouvinte para uma festa cheia de sexo e drogas, em uma música que pode ser igualmente aproveitada com fones de ouvido ou na pista de dança.

“Hold My Hand” - Lady Gaga

A música de Gaga para Top Gun: Maverick é uma balada intensa, poderosa e emocional, do tipo que a cantora já provou ser mais do que competente em fazer. Os vocais fortes de Gaga conduzem bem a canção, que, apropriadamente, resgata um pouco do pop dos anos 1980 – sem dúvidas, uma homenagem ao filme original de 1986, que trouxe uma trilha recheada de hits como “Take My Breath Away”. 

Conteúdo Patrocinado

Ao continuar navegando, declaro que estou ciente e concordo com a Política de Privacidade bem como manifesto o consentimento quanto ao fornecimento e tratamento dos dados e cookies para as finalidades ali constantes.