Demi Lovato, Arctic Monkeys e BLACKPINK (Reprodução/Montagem Omelete)

Créditos da imagem: Demi Lovato, Arctic Monkeys e BLACKPINK (Reprodução/Montagem Omelete)

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De Arctic Monkeys a Demi Lovato, os lançamentos musicais imperdíveis de agosto

The Killers, Carly Rae Jepsen e BLACKPINK também movimentaram o mês

Omelete
1 min de leitura
31.08.2022, às 15H46

Agosto e sua reputação de “mês interminável” trouxe novidades musicais para todos os gostos, mas especialmente para quem curte um bom flashback. Em meio ao The Killers retornando ao synthrock do Sam’s Town e a Demi Lovato de volta ao rock com HOLY FVCK, ainda tivemos as voltas aguardadíssimas de Arctic Monkeys e BLACKPINK, e lançamentos de Yeah Yeah Yeahs, IVE e Tegan and Sara.

Confira abaixo nossos favoritos:

“Boy” - The Killers

Depois do intimista Pressure Machine, o The Killers está de volta ao seu som clássico com “Boy”. O single traz o retorno dos sintetizadores apoteóticos, das guitarras ressoantes e dos filtros de voz que viraram a marca da banda desde a sua estreia no cenário musical, lá no começo dos anos 2000. Propulsiva, poética e dona de um clipe que se banha na grandiosidade das paisagens americanas, “Boy” mostra que o The Killers ainda é a banda que serviu hinos como “Spaceman” e “Human”.

“Gloria” - G.E.M.

O Revelation, novo álbum da cantora chinesa G.E.M., é o blockbuster pop mais fascinante de 2022 - e, se você ainda não está acompanhando, deveria. Serão 14 faixas, e cada uma vai ganhar um videoclipe megaproduzido, que juntos contarão uma única história fora de ordem sobre um mundo pós-apocalíptico à procura de uma salvadora. Os lançamentos são dois por semana, às terças e sextas, e o Revelation já desfilou sua versatilidade musical com o apoteótico quase-canto gregoriano de “Gloria”, o pop rock machucado e sujo de “Hell”, o R&B sensual e sentido de “Me & You” e o hip hop climático de “Passion”.

“Beach House” - Carly Rae Jepsen

Ela não erra mesmo, né? Bem brincalhona com a sua letra que descreve as roubadas dos encontros pela internet (e até completando a piada com um gancho cantado por um coral masculino), Carly Rae Jepsen mostra mais uma vez que poucos artistas ocidentais entregam música pop de qualidade com a mesma consistência do que ela. Se a deliciosa “Beach House” é indicação, o novo álbum The Loneliest Time (previsto para 21 de outubro) vai ser mais uma preciosidade.

“Localized Heavy Rain” - BADA

Os cacoetes de produção da tradicional balada coreana, com seus teclados titilantes e pacotes de cordas calorosos, podem soar cafonas ao ouvinte de primeira viagem, mas certamente também soarão familiares aos fãs de Celine Dion, Michael Bolton ou Bryan Adams. Nas mãos da veterana BADA, ex-integrante do S.E.S. e dona de uma das vozes mais cristalinas e poderosas do planeta, “Localized Heavy Rain” é uma apoteose emocional - até para quem não entende a letra.

“Burning” - Yeah Yeah Yeahs

O Yeah Yeah Yeahs ainda faz o pop rock mais perigoso do mundo, e a deliciosamente repetitiva e climática “Burning” é a prova mais recente disso. Começando com pianos graves que fazem contraste brilhante com a voz rasgada de Karen O, a canção vai crescendo com guitarras, baixos e violinos apoteóticos e não vai sair da sua cabeça por um bom tempo depois de acabar. Cool it Down, que chega em 30 de setembro, será o primeiro álbum da banda desde Mosquito (2013) - e eles certamente fizeram falta.

“Runaway” - ONF

Isso que é ser prevenido: mesmo com quase todos os seus integrantes em pleno cumprimento do serviço militar obrigatório sul-coreano, o ONF tratou de alimentar bem os fãs, deixando um álbum completinho, pronto para lançamento na hora que a saudade apertasse. No meio do (excelente) Storage of ONF, destaque para uma das canções dançantes mais sofisticadas e climáticas do ano, “Runaway” - mas, se seu negócio é um som mais calminho, a balada jazzística “Traveler” também é uma bela pedida.

“Every Time Africa Plays” - Sonia Stein

Qualquer música que tenha a coragem de interpolar “Africa”, uma das melhores (mas, simultaneamente, mais zombadas) canções pop de todos os tempos, tem o meu respeito. Integrada ao dream pop belamente lírico da britânica Sonia Stein, uma das cantoras e compositoras pop mais interessantes e subestimadas da atualidade, o clássico do Toto prova o seu valor melódico e ainda serve para sublinhar uma letra claramente pessoal sobre um amigo (ou algo a mais…) que faz muita falta.

“Levitating” - The Boyz

Começando com pianos e melismas sensuais e descambando para um dos grooves eletrônicos mais deliciosos do ano, “Levitating” surpreende com a sua estrutura oscilante, a colocação dos raps dos integrantes do The Boyz, e a atmosfera épica do seu refrão, com notas altas puxadas sugestivamente e melodia redondinha. É um bom aperitivo do talento que o grupo desfila pelo álbum Be Aware, carregando excelência melódica tanto para a balançada “Bump & Love" quanto para a suave “Survive the Night”.

“Bad Mood” - MØ

Os meses passam e o Motordrome, de , continua sendo um dos melhores álbuns pop ocidentais do ano. Quando a cantora dinamarquesa lançou uma edição especial do disco, rebatizada de Dødsdrom, é claro que encontramos algumas pérolas entre as faixas inéditas - “Bad Mood”, com sua guitarra repetitiva e seus sintetizadores rasgados acompanhando um ritmo hipnotizante, foi a que saltou aos ouvidos primeiro. Pode mandar mais que tá pouco, MØ!

“Pink Venom” - BLACKPINK

Começando com um riff acústico inspirado por sons tradicionais asiáticos e evoluindo aos poucos para a alquimia eletrônica que os fãs aprenderam a esperar do BLACKPINK (com a adição de um refrão viciante em anti-drop), “Pink Venom” mostra que o quarteto de k-pop ainda está mais do que pronto para conquistar o mundo. Esse é só o primeiro gostinho do próximo álbum do grupo, Born Pink, que fica para o mês que vem - mais especificamente, para 16 de setembro.

“Eat Me” - Demi Lovato

Deveríamos ter acreditado quando Demi Lovato disse que estava “enterrando” sua fase pop para um retorno mais definitivo ao rock. “Eat Me” começa com sintetizadores distorcidos por cima de uma melodia provocativa, mas deságua em refrão que tem algumas das guitarras mais pesadas da memória recente do mainstream - o estilo gritado faz bem à voz poderosa da cantora, é claro, e a parceria com o Royal & The Serpent acaba se tornando o grande destaque do disco HOLY FVCK, todo dedicado a um som mais pesado.

“After LIKE” - IVE

Com um sample de “I Will Survive” empregado espertamente para juntar bem todas as peças de sua brilhante produção, “After LIKE” é talvez a confecção pop mais irresistível do IVE até hoje - e isso é dizer bastante para um grupo que, mesmo com pouco tempo de atividade, já tem “Eleven” e “Love Dive” no currículo. Propulsiva, cheia de sintetizadores sobrepostos que fazem o ouvinte voar alto, e abençoada com vocais ardidos deliciosos, “After LIKE” vai te deixar cantando por horas depois das últimas notas.

“Faded Like a Feeling” - Tegan and Sara

A caminho do 10º álbum de estúdio e com mais de 20 anos de estrada, a dupla Tegan and Sara não tem mais muito o que provar, seja para os fãs leais ou para a indústria em que construíram o seu sucesso. Mesmo assim, em “Faded Like a Feeling”, as irmãs gêmeas mostram que suas harmonias vocais seguem no ponto, que seu faro para melodias simples e hipnotizantes também não foi embora, e que o talento para contar histórias (muitas delas, bem tristes) continua intacto. Basta esperar o disco, Crybaby, em 21 de outubro.

“Bound” - KEY

Não foi fácil escolher só uma música do novo álbum de KEY, intitulado Gasoline, para colocar aqui. A própria faixa-título, com o seu segundo verso surpreendente e seus sintetizadores climáticos, foi uma forte concorrente; assim como a alquimia disco-techno de “Guilty Pleasure” e o groove em falsete de “Delight”. No fim das contas, no entanto, foi difícil fugir da produção impecavelmente dançante, da melodia sinuosa e dos vocais sugestivos do integrante do SHINee em “Bound”. Só fica a dica: ouça o disco completo.

“Homerun Hitter” - Greyson Chance

Lá se vai mais de uma década desde que Greyson Chance se tornou o menino que conquistou a internet cantando “Paparazzi”, de Lady Gaga, ao piano. O americano vai lançar o seu terceiro álbum de estúdio, Palladium, ainda este ano - e, embora a data não esteja marcada, já dá para ter uma boa ideia da sonoridade viajante e das letras sentidas que caracterizam a música de Greyson com o single “Homerun Hitter”, uma balada machucada que ganha uma batida surpreendentemente propulsiva no refrão.

“There’d Better Be a Mirrorball” - Arctic Monkeys

Lá se foi a era em que o Arctic Monkeys era um dos enfant terribles do rock. “There’d Better Be a Mirrorball”, primeiro gostinho do novo álbum da banda (The Car, que sai em 21 de outubro), troca as levadas alucinantes e letras raivosas por uma produção definida por pacotes de cordas luxuosos e um Alex Turner mais manso e romântico nos vocais do que nunca. Mais para o pessoal da Antena 1 do que para os roqueiros de plantão, o single vai dividir a fanbase - mas a gente curtiu bastante!

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