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Astro de Stranger Things faz salada mista de referências indies em show no Lolla

Joe Keery mostrou projeto musical Djo na tarde de hoje (22), no Palco Budweiser

Omelete
2 min de leitura
22.03.2026, às 18H10.
Atualizada em 22.03.2026, ÀS 19H47
Djo no Lollapalooza 2026 (Reprodução)

Créditos da imagem: Djo no Lollapalooza 2026 (Reprodução)

Meio The Black Keys, meio MGMT, meio Beatles, meio Strokes... mas quem é Djo? A pergunta, ao menos para este repórter que vos fala, permanecia sem resposta no final do show do artista, que rolou no final de tarde deste domingo (22), no Palco Budweiser do Lollapalooza 2026.

Ou, melhor dizendo: abstratamente, a pergunta continuava sem resposta. No plano concreto, é claro que eu e todo mundo sabíamos que Djo era Joe Keery, mais conhecido por interpretar Steve Harrington no fenômeno Stranger Thingsda Netflix.

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Talvez daí venha a fanbase que se reuniu diante do Budweiser hoje, esbanjando sincronia com o artista - mãozinhas para cima, balançando de um lado para outro, bate-leques ritmados e um clima geral de fim de domingo relaxado que até combinou... bom, com o fim de domingo para o qual o artista foi escalado.

Djo não é só um projeto de vaidade para Keery, o que fica claro tanto por seu histórico com a música - antes do sucesso como ator, ele já tocava na banda de rock psicodélico Post Animal - quanto pelas referências que ele traz ao palco e à sonoridade.

Aquela lista no primeiro parágrafo é gabaritada, e trazida para as canções originais de Djo de forma íntegra: o tecladinho ardido de "Charlie's Garden" (escrita para o companheiro de elenco em Stranger ThingsCharlie Heaton), o coro post-punk de "Link", o timbre cru das guitarras de garagem que dominam a maioria das faixas... está tudo no lugar certo, evidentemente.

Mas onde está Djo? De calça cáqui e regata preta, ele esbanjou um timbre bem equilibrado ao microfone, que veio lotado de filtros à la Julian Casablancas; e parece à vontade no palco (natural, dada a sua segunda profissão), ainda que suas interações com o público tenham ficado repetitivas perto do fim da performance. Nada de técnico a se reclamar, enfim.

O problema é que ele faz um som derivativo, e que tampouco tem energia pop para abraçar essa qualidade. A impressão que fica, de qualquer forma, é que foi muito cedo para empurrá-lo para o palco principal de um Lollapalooza - independente do tamanho do hit "End of Beginning", ou da série que lhe deu fama.

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