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Jacidio, who? | Martin Garrix é, mais uma vez, o nº1 no Top 100 da DJ MAG

Swedish House Mafia anuncia show de retorno, Laroc recebe Diynamic Festival, Jon Hopkins quebra tudo no set da semana e muito mais

Jacídio Junior
25.10.2018
17h34

Opa, tudo bem por aí? Hoje tem uma dose extra de coisas bacanas por aqui. Além do Top 100 da DJ MAG, tem o último disco do Rüfüs Du Sol, faixa do Martin Garrix com o Mike Shinoda, do Linkin Park, e uma entrevista com o sócio diretor do Laroc falando sobre a estreia do Diynamic Festival em SP. É coisa pra caramba. Então, ache um lugar confortável e é só chegar.

Tom Oxley/Divulgação

Top 100 DJ MAG: Martin Garrix se mantém como o DJ mais votado da lista

Sim, rolou no último final de semana mais uma edição do Top 100 da DJ Mag. Já não tem aquela mágica dos tempos áureos, mas a galera sempre quer saber qual foi o DJ que mais engajou seus fãs na votação. Em 2018, assim como nos dois anos anteriores, quem levou o prêmio foi o holandês Martin Garrix. O menino que agora tem 22 anos tem mostrado consistência na forma como lança suas músicas e engaja sua audiência. Logo, sem surpresas. Dimitri Vegas & Like Mike, os segundos colocados, mantiveram o posto do ano passado, enquanto Hardwell e Armin van Buuren trocaram posições, terceiro e quarto lugar, respectivamente.

Os brasileiros melhores colocados foram Alok, que subiu da 19ª para a 13ª, Vintage Culture conseguiu uma escalada expressiva saindo do 31º para o 19º lugar, enquanto Cat Dealers saltou da 74ª colocação para o 48º lugar. A lista completa você pode ver aqui.

DIYNAMIC FESTIVAL no Laroc, traz Solomun, HOSH e outros bons nomes do selo para tocar em SP neste final de semana

Alguns DJs da música eletrônica são tão aguardados como aquela sobremesa maravilhosa e, não dá pra negar que, Solomun faz parte desse cardápio. O DJ/produtor bósnio-alemão integra o line-up da estreia do Diynamic Festival em São Paulo, que rola neste sábado (27) no Laroc Club. Mário Sérgio Albuquerque, sócio diretor do clube, contou alguns detalhes do que deve rolar por lá neste final de semana. De entrada, vale destacar que todos os artistas escalados para se apresentar no dia são da Diynamic e, diante dos ingressos esgotados com quase dois meses de antecedência, Albuquerque conta que a ideia para os próximos anos é acrescentar uma segunda pista para o evento.

Mas agora que a gente sabe que outras edições ainda maiores devem rolar, como será que funcionou a negociação para que o festival acontecesse no Laroc?  

Albuquerque conta que a conversa foi iniciada entre o clube e a Plusnetwork (agência que representa os artistas no Brasil), ainda em 2017. “Durante a tour do Solomun em SP, alguns artistas da Diynamic se apresentaram no Laroc (Lehar, Butch). Após essa tour foi dito que eles queriam se apresentar no clube e como acontece somente uma tour por ano, a ideia era realizar o evento em São Paulo. Por estas razões e uma mudança de data foi possível unir o útil ao agradável”.

Albuquerque finaliza a conversa afirmando que o evento marca o “início de uma temporada de labels que irão aterrissar no Laroc em 2018". Agora é aguardar pra ver. Todos os dados do Diynamic Festival você encontra no final da coluna.

Swedish House Mafia, anuncia 1º show de retorno e avisa que vem música nova por aí

Bem, depois de uma temporada aguardando por informações oficiais, enfim, elas chegaram. Recentemente os suecos, Axwell, Steve Angello e Sebastian Ingrosso se reuniram para uma coletiva de imprensa na qual confirmaram o primeiro show da turnê de reunião, que acontece no dia 4 de maio em Estocolmo. Os ingressos vão estar disponíveis para venda a partir deste sábado (27 de outubro) por aqui.

Durante a coletiva, o trio confirmou que seus projetos individuais devem dar uma pausa e avisaram que novas músicas devem chegar sob o conceito do SHM. “Não será um novo tipo de música pesada como o que é popular agora, vai continuar sendo o estilo Swedish House Mafia”.

Disco da semana: Rüfüs Du Sol - Solace

O trio australiano, Rüfüs Du Sol lançou recentemente seu terceiro disco, Solace, e mostrou como a lógica - de não ter lógica - da música eletrônica é algo que surpreende quando bem executada.

O grupo entrega em menos de 50 minutos uma excelente experiência de expansão sonora e de produção, mostrando amadurecimento na escolha dos timbres, na qualidade do som e na temática abordada no projeto. Um álbum que encontra na mistura entre texturas etéreas e na leveza da condução de cada faixa a sua aura especial. 

O grupo, formado por Tyrone Lindqvist (vocais e guitarra), Jon George (teclados) e James Hunt (bateria), apresenta uma jornada interessante, que não desaponta e faz com que o interesse no que está sendo tocado não se perca em nenhum momento. É interessante ressaltar como o álbum funciona bem em sua ordem e potencializa faixas lançadas anteriormente. As músicas já entregavam um pouco do que estava por vir, mas pareciam ter deixado algum elemento importante para trás. Algo que o álbum corrige brilhantemente.

É perceptível que a aposta sonora dos músicos fica toda sobre sonoridades mais voláteis, mas que - de alguma forma - conduzem o ouvinte à dança. Lindqvist, em diversos momentos, canta como se tivesse gravado um álbum pop romântico; dramático, carregado de musicalidade e boas ideias, sempre sem perder o fio que torna Solace especial.

Também é interessante perceber que, mesmo com o novo disco apresentando diversos elementos que remetem ao que o grupo já fez anteriormente, o projeto joga em um pólo oposto do que o grupo vinha fazendo. Entrega temáticas mais introspectivas e conduz a mente para o pensar enquanto dança.

E, sério, ouça o álbum inteiro em uma tacada. Esse é um daqueles projetos criados para funcionar como um todo. As faixas sozinhas são boas, mas a sequência é impressionantemente ainda melhor. Dá o play abaixo e depois me conta.

Set da semana:  Jon Hopkins @ Villain | Pitchfork Live

Jon Hopkins lançou, fácil, um dos melhores discos do ano. Singularity já nasceu como um álbum que ganha mais e mais com o tempo. E agora, pouco mais de seis meses depois de trazê-lo ao mundo, o inglês apresenta um set coeso (pouco mais de 30 minutos) e capaz de levar quem assiste e ouve para um universo paralelo.

É uma mistura interessante entre ideia sonora e visual, capaz de te fazer dançar em frente à TV/computador pelo tempo que for necessário. Música que instiga, planejada para delinear o espaço e estimular sentidos. Sério, tem tanta coisa aí que o melhor a fazer é apertar o play. Vai que é sucesso.

Lançamentos e descobertas da semana

Rhye - “Waste (RY X Remix)”

Rhye é um dos grupos que melhor simboliza o som sexy e surpreendente. É algo que foge de definições simplistas em praticamente toda sua discografia. Recentemente, o grupo liberou a versão remix de “Waste” e conseguiu entregar uma obra que vai além das camadas sonoras da versão original. E, não bastando isso, também liberou um clipe que tem como definição “estudar a relação entre as esferas públicas e privadas”. É conceito e sonoridade em sua forma mais interessante. Dá o play e a gente conversa depois.

Yotto - “The One You Left Behind” (Yotto’s Mirage Remix)

Yotto é nome carimbado por aqui e esse remix mostra o porquê. O produtor finlandês foi capaz de criar uma versão ainda mais pesada e vibrante de uma faixa que já é boa. “The One You Left Behind” é uma das boas criações presentes em seu disco de estreia, mas o remix é ainda mais pegado. Pode dar o play e vai pronto pra dançar.

Martin Garrix & Pierce Fulton feat. Mike Shinoda - “Waiting For Tomorrow”

Garrix tem uma estratégia consistente para lançar suas músicas. Porém, às vezes, algumas ficam guardadas por um longo tempo, mesmo depois de aparecerem em seus sets e com “Waiting For Tomorrow” rolou isso. O holandês começou a tocar a faixa em 2015 e só agora liberou a versão oficial que conta com vocais de Mike Shinoda, do Linkin Park. Pra ouvir é só clicar aqui.

Vamos dançar onde?

Esse final de semana tá daquele jeito. Várias festas conhecidas da galera paulistana apostando em bons lines e também a possibilidade de experimentar sensações novas. Então, como costumo dizer, dá uma olhada aí embaixo e se prepara que a diversão tá garantida.

De entrada, na sexta (26) rola a Ra:pport _01. O rolê acontece na região central de São Paulo e marca o primeiro encontro de quatro núcleos voltados à música eletrônica na capital paulista. Os ingressos estão disponíveis e tudo que você precisa saber está aqui.

Ainda na sexta, quem surge forte é a Carlos Capslock com a edição “Entra Numas de Segundo Turn On”. No line nomes como Eli Iwasa, Tessuto, L_cio, Stroka e Paco Talocchi. A festa deve rolar das 23h até às 13h - do dia 27 - e todas as informações sobre ingressos e local, você encontra aqui.

Quem também vai colocar a galera pra dançar é o duo Selvagem, que faz um all night long em um clube na Barra Funda. Tudo está previsto para começar às 23h55 e ir até às 7h da manhã. Daquelas noites com garantia de suor no dancefloor. O esquema você já sabe, todos os dados estão aqui.

Enfim, no sábado (27), porque ninguém é de ferro, rola a edição paulista do Diynamic Festival, no Laroc. O evento, que faz sua estreia na casa, começa às 15h e tem um daqueles lines pra tirar lágrimas dos olhos, com Solomun, HOSH, KOLLEKTIV TURMSTRASSE, Magdalena, Karmon e Lehar. Os ingressos já estão esgotados, mas vale a pena ficar atento, não é verdade? Tudo que você precisa saber está bem aqui.

Bem, esteja preparado fisicamente para esse final de semanas, porque ele promete. A gente se vê na pista, beleza?