Ed Sheeran estreia turnê de 2019 com show romântico em São Paulo

Créditos da imagem: Stephan Solon/Move Concerts

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Ed Sheeran estreia turnê de 2019 com show romântico em São Paulo

Cantor brilha sozinho no palco e deixa o melhor para o final

Julia Sabbaga
14.02.2019
00h32
Atualizada em
14.02.2019
16h22
Atualizada em 14.02.2019 às 16h22

Já se passaram dois meses desde a última performance ao vivo da Divide Tour, turnê de Ed Sheeran que, inclusive, já passou pelo Brasil em 2017. O cantor, compositor e banda de um homem só está em descanso desde o início de dezembro e resolveu retomar a turnê em solo brasileiro, em apresentação no Allianz Parque em São Paulo. Foi uma noite de muito violão e histeria de fãs, mas mais que tudo, foi uma noite de romance.

A música começou com uma curta e carismática apresentação do Passenger, talento britânico que acompanha Sheeran em turnês e é conhecido principalmente pelo hit “Let Her Go”. Muito consciente de sua fama, Passenger já começou o show avisando “eu só tenho uma música famosa, então pensei em toca-la sete vezes, pode ser?”. Suas piadas e a clara emoção do músico de estar diante de um estádio tão grande, e da animação do público brasileiro, garantiu uma bela apresentação simples, digna de abertura de uma estrela do folk pop.

O público do estádio era predominado por casais e cheio de crianças, aguardando o nome por trás de hits que nunca saem das rádios. O show foi absolutamente pontual, e quando o músico surgiu no telão, subindo ao palco, o som agudo dos gritos do Alianz Parque ecoou forte. Sheeran começou com “Castle on the Hill” e logo se disse animado por voltar aos palcos. Já no intervalo para “Eraser” ele explicou como ele carrega o show sozinho com seus pedais de loop, e como cada som da noite é ao vivo. O início da performance é marcado por faixas mais rapidinhas, e elogios ao ânimo do público brasileiro.

O setlist foi quase idêntico ao show de 2017, e a apresentação alterna bem entre momentos de um folk agitado e baladas melosas. A simpatia de Sheeran se mostra mais nos intervalos das músicas, quando o telão cheio de camadas descansa de visuais repetitivos. Entre “Dive” e “Bloodstream” o compositor interrompeu para agradecer os “2%” que não gostariam de estar ali, segundo ele “namorados e ótimos pais”. O momento agradou bem, principalmente quando o cantor brincou com sua própria passagem em Game Of Thrones (leia mais).

O setlist de Sheeran guarda o melhor para o final. A apresentação cresce junto com a empolgação do público, que passa por “Tenerife Sea” e “Galway Girl” cada vez mais animado, e ainda aguardando os maiores hits. O último ato, iniciado por um cover de “Feelin’ Good” e “I See Fire”, de O Hobbit: A Desolação de Smaug, foi quando o Allianz realmente desabou. A trinca de “Thinking Out Loud”, “Photograph” e “Perfect” parecia ser tudo que os fãs esperavam. O clima romântico tomou conta do estádio, que ouvia, cantava, e testemunhava os momentos de amor, que contaram até com pedido de casamento na pista vip. Para fechar o show, Sheeran arrematou com “Sing”, faixa onde o lado mais rockstar do cantor vem à tona, e os pedais de loop chamam mais atenção nas partes vocais. A dança, as palminhas e os coros animaram o público para o antecipado bis.

Ed Sheeran guardou todo fôlego para duas últimas músicas, “Shape Of You” e “You Need Me, I Don’t Need You”, quando ele rapidamente voltou ao palco com a camiseta do Brasil, para delírio dos fãs. Deixando o violão de lado, ele aproveitou os momentos finais para fazer maiores contatos visuais com fãs e criar um clima de festa que não havia aparecido desde então na noite. Foi um final arrebatador para uma noite serena.