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Música
Crítica

Mumford and Sons reconquista o ápice com volta às origens em Prizefighter

Banda folk lança Prizefighter menos de um ano depois de Rushmere

Omelete
2 min de leitura
20.02.2026, às 11H19.
Mumford and Sons reconquista o ápice com volta às origens em Prizefighter

O Mumford and Sons está de volta. Não apenas pela chegada de seu novo álbum, Prizefighter, quase um ano depois do lançamento de Rushmere, mas também por ser um retorno às origens do folk que colocou a banda no panteão dos grandes grupos dos anos 2010. Sigh No More e Babel consolidaram o então quarteto como expoentes do folk britânico no cenário pop, mas a predominância do banjo foi ficando para trás e deu espaço ao quase eletrônico rock de espetáculo. Com Prizefighter, dá pra dizer que o agora trio ressurge a partir de um lugar confortável não apenas para eles, mas para os fãs que aprenderam a amar a banda.

Esse retorno às origens já parecia claro com o primeiro single disponibilizado, "Rubber Band Man", uma parceria com Hozier, cuja melodia mais lenta, carregada com os acordes mesclados de violão e banjo, pareciam saídas dos primeiros álbuns do grupo. Uma pegada mais pop em comparação com algumas faixas de Rushmere, que ainda carregava resquícios dos sintetizadores dos trabalhos mais recentes do trio, como Delta e Wilder Mind.

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Rushmere, inclusive, já apontava para uma direção mais “caseira" da banda com o retorno do banjo e a melancolia de faixas como "Anchor" e "Monochrome". Em Prizefighter, a melancolia retorna, mas com menos destaque. Em entrevista exclusiva ao Omelete para divulgar o novo trabalho, o vocalista Marcus Mumford explicou que o novo disco foi o primeiro trabalho em que eles realmente se sentiram completos com suas letras, e isso se transmite na positividade de algumas faixas, como a dançante “The Banjo Song”. 

Uma característica que se mantém em Prizefighter é como suas letras ainda se mantêm pessoais. Durante o hiato de seis anos da banda, Mumford se isolou para compor novas canções - um período em que, segundo ele, foram escritas mais de 60 faixas. E em todas é possível identificar questões de amadurecimento, paternidade, amor e religião. As que mais evidenciam isso são as belas “Shadow of a Man” e “Conversation With My Son”, onde os arranjos ganham contornos mais graves.

Após a turbulência com a saída de Winston Marshall, que deixou o grupo em 2021 depois de elogiar comentários de um supremacista de extrema-direita, o Mumford and Sons renasce e reconquista o ápice ao reencontrar o que fez da banda um sucesso mundial. Os fãs que sentiam falta do banjo podem se regozijar à vontade: a nova empreitada do trio é familiar o bastante para afirmar que os bons tempos do folk pop estão de volta.

Nota do Crítico

Excelente!

Prizefighter

Mumford and Sons

2026

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