Metallica no Rock in Rio 2013 | Crítica

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Crítica

Metallica no Rock in Rio 2013 | Crítica

Banda faz show memorável e consegue segurar com garra o cansado público do festival

A cozinha
20.09.2013
14h04
Atualizada em
29.06.2018
02h45
Atualizada em 29.06.2018 às 02h45

O Metallica chegou ao Palco Mundo do Rock in Rio com 30 minutos de atraso, nesta quinta-feira, 15. Por ser um dia de trabalho, o atraso pareceu ter afetado o ânimo da plateia. Claro que isso não impediu a felicidade geral quando surgiram as notas de “Ecstasy of Gold”, de Ennio Morricone, junto a imagens do filme Três Homens em Conflito, de Clint Eastwood, no telão, abrindo o show do grupo.

Em seguida, o palco foi incendiado com “Hit The Lights”, faixa que abre o primeiro álbum do Metallica, Kill ‘Em All, de 1983. A apresentação seguiu com grandes clássicos, como “Master of Puppets”, do disco homônimo de 1986, e “Holier Than You”, clássico do Black Album, um dos mais aclamados discos do grupo e do rock em geral.

A sequência mostrou que o Metallica não estava ali apenas para constar. A banda mostrava uma presença de palco incrível e um desempenho das músicas acima da média. Porém, a sequência de faixas que veio a seguir, com “The Day That Never Comes”, “The Memory Remains”, “Wherever I May Roam” e “Welcome Home (Sanitarium)”, não conseguiu segurar tão bem a atenção do público. O vocalista James Hetfield cobrava que os presentes fizessem mais barulho, perguntando a todo momento: “vocês ainda estão aí?”, o que deu ajudou a reequilibrar este momento mais 'crítico'.

O show alternava entre grande êxtase e momentos um pouco mais parados na plateia. Mas a trinca com as clássicas “Sad But True”, “...And Justice For All” e “One” foi arrasadora. A energia que o guitarrista Kirk Hammett e o baterista Lars Ulrich transmitiam, juntamente com o carisma de Hetfield e do baixista Robert Trujillo, conseguiram manter o público, visivelmente exausto, de pé e cantando.

Hetfield conversava com as pessoas, em inglês, muito frequentemente. Em certo momento, perguntou se a galera havia gostado da apresentação do Ghost B.C., banda com maquiagens e fantasias bizarras e um som que não conseguiu cativar os presentes. Quando ouviu um sonoro "não", o vocalista soltou: “Pobre Ghost. Aposto que vocês ficaram com medo”, arrancando algumas risadas.

Enquanto a banda tocava “For Whom The Bell Tolls” e “Blackened”, um grande número de pessoas já se dirigia para a saída da Cidade do Rock, como se vários sucessos ainda não viessem pela frente. “Nothing Else Matters” e “Enter Sandman”, provavelmente as duas maiores músicas do grupo, foram tocadas em sequência, forçando os remanescentes a cantar e pular com todas as forças.

Ao deixar o palco, o Metallica dava a impressão de que voltaria, mas a plateia não estava convencida. Quando James Hetfield apareceu, a banda foi ovacionada. Se não bastasse, o grupo largou três das suas músicas mais pesadas no bis, tocando “Creeping Death”, “Battery” e, por fim, “Seek & Destroy”, fechando com chave de ouro a noite.

A apresentação do Metallica foi memorável, levando o próprio vocalista da banda a revelar que achou o show superior ao de 2011, quando o grupo também se apresentou no Rock in Rio. Infelizmente, alguns sucessos como “Fade To Black” e “The Unforgiven” ficaram de fora. O grupo foi ao palco mais uma vez, mas para agradecer – um integrante de cada vez – a presença de todos naquela noite e, quem sabe, em 2014.

Nota do Crítico
Bom