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Crítica

King Festival | Crítica

Saiba como foi o maior festival de música eletrônica do Nordeste

MC
18.11.2013, às 16H57.
Atualizada em 21.09.2014, ÀS 15H10

O que poderia ser mais um feriado prolongado normal em Recife, com sol, praia e mar, se tornou a maior festa de música eletrônica na região do Nordeste. O King Festival aconteceu nos dias 15 de 16 de novembro no Centro de Convenções da capital pernambucana.

Com cerca de 20 DJs do mundo todo, com a maioria brasileira, o King Festival apresentou uma estrutura praticamente perfeita para quase 30 mil pessoas nos dois dias de festival. Nem o já conhecido trânsito que acontece nas regiões dos grandes festivais foi tão grande assim. A infraestrutura mostrava facilidade para se pegar bebida e comida na pista e mesmo com um primeiro dia lotado, havia pouco do que reclamar.

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Nervo e Hardwell, o maior do mundo

As atrações mais esperadas da sexta-feira certamente foram as irmãs gêmeas australianas Nervo e Hardwell, atualmente considerado o DJ número 1 do mundo. Depois de uma boa apresentação da dupla brasileira Morgana & Thascya, Miriam e Olivia subiram no castelo medieval do King Festival e botaram a pista para pular e dançar com um set consistente, mesmo com os problemas iniciais de som.

Com chuvas de papel picado, quatro telões, 20 mil pessoas e enorme simpatia, o duo Nervo conquistou o público presente, que se misturava entre os locais e pessoas do Brasil inteiro, em quase 2 horas de música. Com atrasos de todas as atrações, a espera pela entrada do melhor DJ do mundo no palco do King Festival se tornou ainda maior.

O DJ abriu o set com a tradicional "Spaceman" e fez misturas interessantes de "Californication", do Red Hot Chili Peppers, que diga-se de passagem foi muito apropriado visto que a banda passou pelo Brasil no início do mês; e também de "Numb", sucesso do Linkin Park.

Conhecido por ser performático, Hardwell não deixou por menos, pedia que o público levantasse as mãos, batesse palmas, e no meio da queima de fogos, subiu na mesa (literalmente) e foi ovacionado pelo público. Certamente uma apresentação inesquecível para quem estava ali por ele que justificou a fama e alcunha de melhor do mundo. A primeira noite de King Festival ainda contou com shows de E-Double, Fabio Andrade, Do Santos e Anderson Noise, Dirtyloud e Eskimo.

Steve Angello e Infected Mushroom

No segundo dia de festival também ocorreram atrasos nos shows. Entramos no Centro de Convenções ao som do paulistano Weehba, que estava escalado inicialmente, antes do ex-Sweedish House Mafia, Steve Angello. Mesmo com um público menor que no primeiro dia de festival, nada ficou a desejar. Os shows mantiveram o bom nível, a organização continuou bem e a Steve Angello e Infected Mushroom foram os grandes nomes da noite.

Por volta das 23h, Steve Angello iniciou seu djset no King Festival mas poucos segundos depois tudo parou. Luzes se apagaram e os sons pararam de sair dos alto-falantes. Pouco menos de 20 minutos depois e com tudo resolvido, Steve Angello volta ao palco do festival e a festa foi instaurada.

Como numa micareta, o público respondia a cada batida de Angello, que tocou músicas de seu ex-grupo e foi devidamente aclamado pela plateia. Para quem não conhece tanto de música eletrônica, o Infected Mushroom pelo menos ao vivo, soa diferente. O grupo levou guitarra e bateria, além de sintetizadores ao palco do King Festival. Em uma mistura que foi do eletrônico mais tradicional ao hoje totalmente mainstrem, dubstep, a banda dava inúmeros toques rock and roll em seu show.

Com uma bateria concisa que acompanhava de forma certeira as batidas eletrônica, sintetizadores e um guitarrista claramente inspirado em Slash, fosse pelo cabelo ou pelo jeito de tocar, o Infected Mushroom mostrou que a música eletrônica pode ter outros elementos. Os israelenses fizeram a apresentação mais “fora da caixa” do King Festival 2013, que em seu segundo dia ainda contou com shows de Andre Pulse e Afrojack - esse último o destaque, com uma apresentação já no início da manhã de domingo.

O King Festival, que segundo seus organizadores, foi inspirado no tradicional Tomorrowland, conseguiu trazer à Recife o clima dos grandes festivais de música eletrônica do mundo. Com organização exemplar, DJs famosos (e ótimos), fácil acesso e feito em um feriado prolongado (o que facilitou muito para quem veio de outros estados), o King Festival tem tudo para manter o nível e seguir como o maior festival de música eletrônica do Nordeste.

O público não deixou nada a desejar. Disposto, animado e fanático, dançou, gritou e pulou por horas ininterruptas de música. Pelo menos ao que pudemos ver, os seguranças tiveram pouco trabalho e nada de mais grave aconteceu, já que para quem estava no King Festival, a música e a diversão estiveram sempre em primeiro lugar.

Nota do Crítico

Bom
Marcelo Coleto

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