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Cradle Of Filth no Brasil

Cradle Of Filth no Brasil

Rodrigo Monteiro
27.09.2004
00h00
Atualizada em
20.12.2016
04h06
Atualizada em 20.12.2016 às 04h06

Depois dos noruegueses do Dimmu Borgir, é a vez dos ingleses do Cradle Of Filth aportarem em terras brasileiras, para apresentação única no próximo dia 2 de outubro no Via Funchal, em São Paulo. É a primeira vez que a banda vem ao Brasil. O show faz parte da turnê de divulgação de seu último trabalho, Nymphetamine, cujo lançamento mundial está marcado para próxima terça-feira, 28 de setembro.

Considerada por muitos especialistas como uma das grandes responsáveis pela atual popularização do black/death metal, o Cradle Of Filth foi formada em 1991 na Inglaterra. Na época a banda contava com Dani Filth (vocais), Paul Ryan (guitarra), Ben Ryan (teclados), John Richard (baixo) e Darren (bateria). Com essa formação, gravaram a primeira demo no ano seguinte, intitulada “Invoking the unclean”. A partir daí, a banda passou por diversas mudanças na formação antes da gravação do primeiro álbum.

No final de 1993, o Cradle tornou-se um sexteto. Da formação original sobraram apenas o vocalista Dani, o guitarrista Paul Ryan e seu irmão Ben. A eles se juntaram o baixista Robin, o guitarrista Paul Allender e o excelente baterista Nicholas Baker. Nessa época a banda começou a chamar mais a atenção, não só por suas músicas, como também pela imagem, cujas roupas e maquiagens traziam um forte apelo gótico. Outro destaque eram as letras, que possuíam um certo refinamento, e mesmo um apelo poético, incomuns ao gênero. Sua temática também divergia das demais, pois era mais focada no vampirismo e lendas derivadas.

No ano seguinte, a banda gravou seu primeiro álbum, The principle of evil made flesh, pela Cacophonous records, que vendeu algo em torno de 32 mil cópias, um número expressivo para a estréia de uma banda de black metal. Depois de mais mudanças, a banda lançou o bom mini-álbum Vempire or dark faerytales in Phallustein em 1996. O segundo álbum, Dusk ... and her embrace marcou mais mudanças na banda que, inclusive, trocou a Cacophonous pela Music for nations.

Nesse álbum, a banda mergulhou totalmente no vampirismo, adicionando uma temática erótica ao mesmo, devido a uma maior utilização de vocais femininos em suas músicas. As passagens orquestradas, que já permeavam os discos anteriores, também ganharam mais destaque e o prestígio do grupo (assim como o número de fãs) aumentou significativamente.

Em 1998, depois de uma grande turnê de divulgação e mais mudanças na formação, a banda lançou aquele queé seu melhor álbum e um clássico do black metal atual: Cruelty and the beast é um trabalho conceitual, baseado na vida e crimes de Elizabeth Bathory, uma condessa européia acusada de matar suas vítimas para beber e se banhar em seu sangue, visando, assim, conservar sua beleza. O álbum lançou a fama do Cradle Of Filth às alturas. Uma versão especial do álbum trazia um segundo disco no qual se encontram ótimas versões para “Hallowed be thy name” (Iron Maiden) e “Black Metal” (Venom).

A turnê de divulgação do álbum enfrentou uma série de problemas, especialmente com os famosos grupos religiosos americanos que se opunham às apresentações da banda na terra do Tio Sam. Mas, apesar disso, foi bem sucedida.

Daí em diante, a banda lançou o single “From the cradle to enslave” e os álbuns Midian, Bitter suites to succubi, Lovecraft and witch hearts (coletânea), Live bait for the dead (ao vivo) e Damnation and a day. Este último também é um trabalho conceitual, baseado na bíblia e mostrando desde a criação dos anjos até a ascensão do diabo perante a Deus, sendo o trabalho mais maduro da banda até agora.

É interessante notar que, praticamente a cada álbum, a banda tem uma formação diferente. O único membro que permanece desde seu início é o vocalista Dani Filth. Atualmente, além dele, a banda conta com os guitarristas Paul Allender e James, o baixista Dave Pybus, o baterista Adrian Erlandsson e Martin Powell nos teclados.

Os ingressos para o show custam R$ 80,00 (pista) e podem ser adquiridos nas lojas Die Hard, Destroyer, Paranoid e Rock Machine da Galeria do Rock e nas bilheterias do Via Funchal.

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