Bad Bunny faz imersão porto-riquenha em seu primeiro show no Brasil
Artista expande o lado latino de seu público em São Paulo
Créditos da imagem: Pedro Henrique Ribeiro/Omelete
Apenas 4% dos brasileiros se consideram latinos, segundo o Cebrap. Por incrível que pareça, essa é uma identidade difícil de ser aceita, mas se depender de Bad Bunny, a mudança começa agora. O cantor porto-riquenho vencedor do Grammy e astro do Super Bowl 2026 fez seu primeiro show no Brasil, nesta sexta-feira (20), e injetou doses cavalares de latinidade nas veias do público.
O principal destaque da apresentação fica para a imersão. Pista premium e comum se tornaram conceitos irrelevantes para o público graças aos dois palcos - um em cada ponta do Allianz Parque. No lado vip ficava o palco principal, com um telão que abrangia toda a área, além de um vipão no palco. Foi nesse palco que ele abriu o show com “La Mudanza” e encerrou com “Eoo”.
Já na pista comum, ficava a Casita, cenário popularizado durante a residência de Benito em Porto Rico. Nela, o cantor fez a maior parte do show e interagiu com os públicos das arquibancadas e pista, as áreas mais baratas do estádio. Lá também que ele cantou sucessos como “Monaco” e “Tití me Preguntó”.
Tudo isso cercado de holofotes, lasers, pirotecnia e muitos fogos de artifício, que embalaram as quase 30 músicas da apresentação, que contou com todos os setores esgotados. Isso proporcionou um mergulho estético em Porto Rico, onde tudo combinava, tornando cada momento uma razão para lembrar.
O espetáculo foi dividido em três atos e focou no premiado álbum Debí Tirar Más Fotos. Porém, outros hits também preencheram as mais de duas horas de show. O setlist contou com músicas de protesto, amor e muito perreo, que fizeram do show uma experiência inesquecível.
E como ele próprio fez questão de dizer, esse show era aguardado há muito tempo e a espera valeu a pena. Bad Bunny chorou, sorriu e cantou sentindo o carinho ser um dos melhores públicos do mundo, que agora se orgulha um pouco mais de ser latino.