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<b>Tim Festival 2005 - RJ</b>: Television e Elvis Costello: os clássicos, pra encerrar a maratona

<b>Tim Festival 2005 - RJ</b>: Television e Elvis Costello: os clássicos, pra encerrar a maratona

Atualizada em 21.09.2014, ÀS 13H19
Foto:
Television
Foto:
Elvis Costello
* Fotos: Divulgação

Na última etapa do palco principal, fechando em grande estilo o TIM Festival, dois nomes que começaram nos anos 70 e ainda se mantêm em toda a forma - ou, provavelmente, muito melhores.

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Abrindo a noite, a banda nova-iorquina Television, cria importante do movimento punk na cidade, veio ao país pela primeira vez, mas não rendeu um show tão bom assim no palco carioca. Sim, eles são excelentes como reza a lenda. Sim, tocaram clássicos como "Marquee moon" e "Venus" - dedicaram até um cover da dylaniana "Knockin on heavens door" para uma "amiga de São Paulo". E sim, estenderam suas músicas em longas jams entre Tom Verlaine e Richard Lloyd. Mas alguma coisa ali fez da apresentação um show insosso, que só ganhou justiça nas reprises paulistanas (mas isso é assunto para outro momento).

Quem abocanhou o título de melhor da noite (e empatou com o Wilco como melhor do festival inteiro) foi mesmo o inglês Elvis Costello, ao lado da sua excelente banda The Imposters.

Tarimbado com os trinta anos de carreira que carrega nas costas, ele foi outro que levou a platéia nas mãos. Já na metade da primeira música, subverteu o sistema de ingressos com lugar marcado, conclamando todos para perto do palco. Em poucos segundos, as mesas e cadeiras se tornaram apenas grandes incômodos entre as pessoas.

Em um longo show, Costello fez de tudo. Cantou canções de amor cafonas, desfilou hits e algumas músicas obscuras, revisitou pontos chave do seu histórico, indo do soul ao punk ao country rock, fez pose de guitar hero, quebrou corações e provocou choradeira nos mais sensíveis. Não dava para esperar menos de alguém como ele.

No repertório de vinte e tantas músicas, faixas do último disco, The Delivery Man ("Bedlan", "Monkey to man"), clássicos do primeiro trabalho ("Alisson", "(The angels wanna wear my) Red shoes", "Less than zero") e do disco com Burt Bacharach ("Toledo").

Depois de tudo, deu até pra perdoar a inclusão no bis de "She", o cover de Charles Aznavour que fez parte da trilha de Um lugar chamado Notting Hill e infernizou a vida dos brasileiros. Aliás, dava pra perdoar qualquer coisa. Menos o fim do show.

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