Bring Me the Horizon controla o público e faz o melhor show do Rock in Rio 2026 até aqui
Entre um grito e outro, Oliver Sykes ainda encontrou tempo para desfilar seu português
Créditos da imagem: Reprodução/Multishow
Se o Palco Mundo teve um público apático e até agressivo em certos momentos com o MGK, poucas horas depois o que se viu foi o sonho de qualquer organização de festival: o Bring Me the Horizon transformou o Rock in Rio 2026 em um pandemônio de gritos, pulos e mosh pits, entregando o melhor show do festival até aqui. E se todo grande espetáculo necessita de um protagonista, a apresentação do BMTH teve dois: Oliver Sykes e a plateia.
O britânico desfilou carisma e um português afiado para se comunicar com o público, com direito a bordões como “tenho CPF” e “tenho Pix” já na segunda metade do concerto. Sykes comandou o Rock in Rio como um grande frontman, andando de um lado para o outro, passando pelo meio do povo e regendo as rodinhas e outros movimentos da galera que lotava o gramado em frente ao Palco Mundo. A maré estava tão boa que até a participação de um fã gerou um dos grandes momentos da noite, com o vocalista dividindo os microfones em “Pray for Plagues”.
O show pirotécnico, com fumaça e labaredas, completou com perfeição o melhor uso dos novos telões do Palco Mundo até aqui. As animações — repletas de referências a games, fundos de catedrais, demônios e scanners que projetavam imagens da plateia e de Sykes — tornaram a experiência ainda mais imersiva. Quando o palco exibia a performance em suas telas gigantescas, o Bring Me the Horizon ficava exatamente do tamanho do som gigantesco que ecoava pela Cidade do Rock.
Grandes momentos de coro da plateia — com direito a gritaria no mesmo tom do cantor — marcaram faixas como “The House of Wolves”, “Happy Song” (que fez os mosh pits tomarem conta do espaço), “Teardrops”, “Shadow Moses” e “Kingslayer”. Até a mais recente, “Dehumanized”, teve espaço de destaque em um repertório que culminou no hit “Can You Feel My Heart”.
O Bring Me the Horizon mostrou na noite deste sábado (5) que é uma banda totalmente pronta para ser a atração principal do próximo Rock in Rio ou de qualquer outro festival deste porte. Foi um show moderno, agressivo e impulsionado por esse diamante bruto chamado Oliver Sykes — que, além de saber cantar, gritar e conjurar mosh pits, também sabe o momento certo de soltar um "Nossa Senhora!" em bom português. Incrível.
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