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Bono indicado ao Prêmio Nobel da Paz

Bono indicado ao Prêmio Nobel da Paz

Luciana Maria Sanches
20.02.2003
00h00
Atualizada em
21.09.2014
12h45
Atualizada em 21.09.2014 às 12h45

O U2 é uma das maiores bandas do planeta. E um dos motivos para chegar ao topo foi a preocupação constante em mostrar que música também serve para conscientizar as pessoas. O início de sua história está intimamente ligado a problemáticas religiosas e socio-políticas que vivem acontecendo na Irlanda, terra natal da banda. É só lembrar de "Sunday Bloody Sunday" e "Pride (in the name of love)", verdadeiros hinos compostos nesta época.

Entretanto, se por um lado a maturidade trouxe ao U2 mais leveza na abordagem de suas letras, por outro, Bono Vox não dá sinais de cansaço. O líder e vocalista do U2 está cada vez mais atuante em campanhas solidárias mundo afora. Do perdão da dívida dos países subdesenvolvidos à fome na África, lá está Mr. Vox aproveitando-se da proximidade que encontra junto aos políticos e do carisma e liderança junto aos jovens para chamar a atenção para as mais diferentes causas.

E num acontecimento totalmente inédito, tanto no mundo da música quanto na história do Prêmio Nobel, Bono se tornou o primeiro popstar a figurar dentre os indicados a levar o Nobel da Paz em 2003.

Foram feitas 150 indicações ao Prêmio, sendo 21 delas de organizações. Dentre alguns dos demais concorrentes deste ano estão ainda o Papa João Paulo II, Mohamed El Baradei (diretor da Agência Internacional de Energia Atômica), o presidente da França, Jacques Chirac, e Vaclav Havel, ex-presidente da República Tcheca.

Sem dúvida alguma, as chances de Bono são remotas, se levarmos em conta a importância dos outros nomes indicados, mas, só sua indicação já é o suficiente para aplaudirmos de pé.

O ganhador do Nobel da Paz recebe 1 milhão de dólares, além, é claro, do respeito mundial.