A banda AC/DC

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Música

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AC/DC lança Power Up, disco em homenagem a Malcolm Young, morto em 2017

Álbum é o primeiro sem o guitarrista e conta com bases gravadas por ele

José Norberto Flesch
13.11.2020
00h01
Atualizada em
12.11.2020
19h58
Atualizada em 12.11.2020 às 19h58

O AC/DC lança nesta sexta (13) Power Up, seu 17º disco de estúdio e o primeiro sem o guitarrista Malcolm Young, irmão do líder, Angus Young e um dos fundadores da banda, que morreu em 2017. O músico, porém, deixou várias bases das canções gravadas, que foram aproveitadas. Da mesma forma como Back in Black, de 1980, funcionou como uma homenagem ao vocalista Bon Scott, morto em fevereiro daquele ano, Power Up surge como um tributo a Malcolm.

Com produção de Brendan O'Brien, que assinou os dois álbuns anteriores do grupo (Black Ice, de 2008; e Rock or Bust, que saiu em 2014), o trabalho recoloca no quinteto o baixista Cliff Williams e o baterista Phil Rudd, mas também, principalmente, o vocalista Brian Johnson, um dos responsáveis pela força das músicas do AC/DC a partir de 1980.

Conheça as faixas de Power Up

Realize: a voz de Brian Johnson surge forte, ainda poderosa. "Eu tenho o poder de eletrificar, eu tenho o poder de hipnotizar", canta ele, sob riffs do conhecido estilo de Angus Young. O fã vai ouvir essa primeira faixa do disco e pensar "ainda é AC/DC".

Rejection: a música é mais fraca, mas a letra lembra versos de bandas dos anos 1970 e 1980: "Se você me rejeitar / Vou pegar o que eu quiser / Me desrespeite / E você se queima / Melhor me manter satisfeito / Ou você sabe que vou te comer vivo". 

Shot in the Dark: primeiro single lançado para promover Power Up. Johnson continua forte e a banda faz coro em refrão com o título da música. Dá pra dizer que é o novo hit do AC/DC.

Through The Mists of Time: "Vejo sombras escuras nas paredes / Vejo as fotos / Algumas pendem, algumas caem", abre Brian Johnson, em canção que tem refrão forte para rádio.

Kick When You're Down: Angus mostra a veia blueseira enquanto Johnson canta "Por que eles te chutam quando você está no chão?". Melodicamente, lembra AC/DC da fase Bon Scott.

Witch's Spell: a introdução remete vagamente a "Thunderstruck", mas é uma faixa fraca, sem muita energia e com letra de tom mitológico e sem encanto.

Demon Fire: o AC/DC troca as pilhas e manda a mais acelerada do disco; "O fogo do demônio é tudo que você deseja", canta Brian Johnson. Tem a tradicional "paradinha" que o AC/DC costuma colocar em suas músicas e é a melhor faixa de Power Up.

Wild Reputation: a música dá início a uma sequência que parece ser de sobras, com as faixas mais fracas do álbum. A letra é pouco interessante e falta emoção. 

No Man’s Land: essa aparece na sequência das mais fracas, com letra que tem tom de autoajuda e meio clichê.  

System Down: fraca, chata, descartável, mas com um solo "nervosinho", porém curto de Angus.

Money Shot: outra fraca. A letra, segundo Angus contou em uma entrevista, é inspirada em conversas com fotógrafos.

Code Red: a pior do disco. O AC/DC não tinha mais nada para colocar no álbum e incluiu ela, só pode.

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