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Mulher-Maravilha | Grant Morrison fala da sua nova origem para a super-heroína

Graphic novel da linha Terra Um sai semana que vem; veja a prévia com páginas finalizadas

Marcelo Hessel
30.03.2016
12h30
Atualizada em
29.06.2018
02h42
Atualizada em 29.06.2018 às 02h42

Wonder Woman: Earth One Vol. 1, a esperada graphic novel de Grant Morrison que reconta a origem da Mulher-Maravilha dentro da linha Terra Um da DC Comics (que já apresentou novas versões de Superman e Batman, fora da cronologia oficial), sai no dia 6 de abril nos EUA, e as primeiras páginas finalizadas foram divulgadas:

Em entrevista ao CBR, Morrison diz que modifica a origem - Diana não sai da Ilha Paraíso por causa da guerra ou do amor de Steve Trevor - mas mantém as forças militares do mundo dos homens no caminho da amazona. "Superman era rico em ficção científica, e Batman era do crime e do mistério. Com Mulher-Maravilha, sentimos as influências da cultura alternativa e do feminismo. Era tudo magia e estranheza", diz Morrison. "A personagem já foi retratada de várias maneiras. Tivemos a escoteira, a guerreira. Mas na verdade ela vem de uma tradição de estranheza, e foi isso que descobri sobre ela e que me interessou."

Morrison diz que a graphic novel lidará principalmente com a vontade de Diana de conhecer o mundo fora de Temíscira, e com sua relação conturbada com a mãe, rainha das amazonas. "E Steve Trevor se torna mais uma desculpa para ela sair da ilha, ao invés da razão dela sair. Eu mudei a origem no barro também. Mudei umas outras coisas, mas a questão toda era criar mais tensão, mais drama e um pouco mais de ambiguidade en relação ao material original."

Na graphic novel, Steve Trevor muda de etnia: "Ele sempre foi esse loiro de olhos azuis aborrecido, o isso não cabe no mundo moderno. Eu queria diversidade. Pensei que seria muito mais potente fazer de Steve Trevor um cara negro. É muito mais poderoso no contexto de tudo o que [William M.] Marston estava fazendo [nos anos 1940]", diz Morrison em referência ao criador progressista da Mulher-Maravilha. "Em uma história que envolve correntes e bondage, isso ressoa mais (...) Steve faz um papel feminino nessa história, e [o Steve Trevor tradicional] era sempre feminino demais para esse papel. É por isso que ele se tornou aborrecido e sumiu como coadjuvante. Eu quero torná-lo mais forte e mais ambíguo, porque nunca conseguimos dizer se Steve está mentindo. É uma história sobre verdades e mentiras, e muito personagens mentem."

Yanick Paquette, o desenhista da HQ, virá ao Brasil para a CCXP 2016 lançar Mulher-Maravilha: Terra Um - leia mais.

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