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Michael Jackson | Sony confessa ter lançado músicas falsas do Rei do Pop

Faixas estão presentes no álbum póstumo Michael, de 2010

Julia Sabbaga
24.08.2018
12h07
Atualizada em
24.08.2018
17h10
Atualizada em 24.08.2018 às 17h10

[Atualização] O advogado da Sony Music contestou as notícias de que a gravadora havia confessado o uso de vocais falsos no álbum Michael. Em uma declaração feita à Billboard, Zia Modabber, alegou: "Ninguém concedeu que Michael Jackson não cantou nestas músicas. A audiência na terça-feira foi sobre se a Primeira Emenda protege a Sony Music e suas propriedades, e não houve um julgamento sobre as vozes que cantam nas gravações".  

Michael Jackson

Michael Jackson
Sony Music Entertainment/Divulgação

Confira a notícia original na íntegra a seguir [fim da atualização]:

Em 2010, a Sony lançou o primeiro álbum póstumo de Michael Jackson, intitulado Michael. O disco, supostamente uma coleção de gravações do Rei do Pop antes de sua morte, trouxe três músicas com gravação feita pelo amigo do vocalista, Eddie Cascio, que geraram diversas polêmicas quando lançadas. 

Logo após o lançamento do disco, a fã Vera Serova chamou atenção para as faixas "Breaking News", "Keep Your Head Up" e "Monster", alegando que as músicas não trazem o vocal real de Michael Jackson. Em 2014, Serova deu entrada em uma ação legal contra Cascio e sua gravadora, Angelikson Productions LLC, acusando-os de gravar músicas falsas e vendê-las através da Sony Music Entertainment. James Porte, um dos compositores das faixas, também é citado no processo. 

O caso teve um grande desenvolvimento esta semana, quando, em tribunal, a Sony confessou ter comercializado três faixas falsas de Jackson. A informação veio da página do Twitter A Truth Untold, que acompanha o caso de fraude. Segundo os relatos, no último dia 21, a Sony confessou que as músicas não são cantadas pelo Michael Jackson e sim por um imitador:

"Como esperado, por motivos de argumentação, Sony confessou que as músicas são falsas e não são cantadas por Jackson, e sim por um imitador. Sony também concedeu que a venda das músicas de fato prejudicou consumidores". 

Agora, a corte decidirá sobre a culpabilidade da Sony no caso. Mesmo que decidir pela inocência da gravadora no caso de fraude, o processo pode seguir em frente contra Cascio, Porte, e Angelikson.