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Lilly Wachowski explica narrativa trans por trás de Matrix

Diretora falou sobre o filme ser uma metáfora para transição e aceitação

Nicolaos Garófalo
04.08.2020, às 21H41
ATUALIZADA EM 05.08.2020, ÀS 09H58
ATUALIZADA EM 05.08.2020, ÀS 09H58

Desde que as irmãs Lana e Lilly Wachowski se revelaram mulheres trans em 2010 e 2016, respectivamente, foram escritos muitos artigos sobre por que Matrix, longa que dirigido pelas duas em 1999, seria uma grande alegoria sobre aceitação de uma identidade própria. Características básicas do filme, como Neo (Keanu Reeves) rejeitar o nome imposto a ele ou de Switch (Belinda McClory) ter gêneros diferentes dentro e fora da matrix, tornaram-se argumentos que apoiam essa visão sobre a produção. A teoria foi corroborada por Lilly, que confirmou em entrevista à Netflix que o filme realmente é uma história sobre transição e aceitação.

Fico feliz que descobriram que essa era nossa intenção original”, disse Wachowski. A diretora afirmou ainda que seria difícil admitir o significado real do filme, pois “o mundo corporativo não estava pronto” – assista no topo da página.

A cineasta ainda afirmou que o mundo da ficção científica e da fantasia se tornou um grande aliado das irmãs para abraçar suas identidades. “Nos deu liberdade como cineastas porque podíamos imaginar coisas que não era necessariamente vistas nas telas”.

O primeiro Matrix foi lançado em 1999. Junto com as sequências, Matrix Reloaded Matrix Revolutions, ambas de 2003, a franquia faturou US$ 1,6 bilhão nas bilheterias mundiais.

Matrix 4 está marcado para 1 de abril de 2022.

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