Kevin Feige por Chris Delmas/AFP

Créditos da imagem: Chris Delmas/AFP

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Kevin Feige comenta briga por diversidade no MCU com presidente da Marvel Comics

Ike Perlmutter brigava contra a inclusão de filmes com maior representatividade em filmes

Nicolaos Garófalo
12.11.2019
21h58
Atualizada em
12.11.2019
22h40
Atualizada em 12.11.2019 às 22h40

Após os grandes sucessos de Pantera Negra e Capitã Marvel, o Marvel Studios trará ainda mais representatividade em suas produções nos próximos anos. De acordo com Kevin Feige, essa nova direção se deve ao distanciamento de Ike Perlmutter, presidente da Marvel Comics e ex-CEO da Marvel Entertainment, que brigava ativamente contra o avanço de filmes protagonizados por minorias.

Em entrevista ao podcast Awards Chatter, Feige disse que a separação do Marvel Studios da Marvel Entertainment em 2015, que permitiu ao produtor responder diretamente à Disney, ajudou a dar mais diversidade ao elenco do MCU que, ao fim da Fase 2 – que se encerrou no mesmo ano em que Perlmutter deixou de interferir nos filmes -, contava basicamente apenas com protagonistas brancos.

Comentários de Bob Iger, presidente da Disney, em seu livro corroboram com a fala de Feige. Em um trecho de The Ride of a Lifetime, o empresário lembra que a separação dos setores de Feige e Perlmutter se deu por conta dos desgastes sofridos pelo produtor ao tentar desenvolver filmes da Capitã Marvel e do Pantera Negra (via Variety).

Perlmutter é uma das figuras mais controversas da história da Marvel. Além de um histórico de comentários racistas, o mandachuva é um apoiador financeiro e ideológico do Presidente americano Donald Trump.

Nos próximos anos, o Marvel Studios tem planejado os lançamentos dos filmes Viúva Negra, Thor: Love and Thunder, Shang-Chi e Os Eternos, todos protagonizados por mulheres ou pessoas não brancas. Além disso, o estúdio também anunciou as séries Miss Marvel e Mulher Hulk, firmando ainda mais seu compromisso com a diversidade.