Black Lagoon, AkirAkira, Black Lagoon, My Hero Academia Alita (Reprodução)a, Alita (Reprodução)

Créditos da imagem: Akira, Black Lagoon, My Hero Academia Alita (Reprodução)

Mangás e Animes

Lista

5 mangás para quem (por enquanto) só lê gibi

O universo dos mangás é gigantesco e vai muito além de Naturo e Dragon Ball

Omelete
5 min de leitura
13.10.2022, às 15H30

Há muitas formas de consumir entretenimento atualmente, mas ainda assim muita gente ainda prefere o bom e velho papel. Entre livros, mangás e gibis, há quem se dedique a ler apenas um desses formatos. Por isso, uni forças com o queridíssimo Nico Garófalo para te convencer a mudar de ideia.

Se você apenas lê quadrinhos, vou te recomendar cinco mangás que certamente te farão olhar com mais carinho para as publicações japonesas. Se o seu caso for o contrário, você só lê mangá, o Nico fez uma lista incrível com obras que você precisa conhecer!

Temos algumas diferenças entre mangás e gibi. Se pensarmos em casos como a Marvel, por exemplo, temos muitas sagas e crossovers entre personagens, alguns sendo introduzidos nessas grandes sagas antes mesmo de ganhar sua própria edição. Com os mangás, isso é raro. Em geral, os mangakás - autores - escrevem obras individuais que não fazem parte de universos compartilhados e isso pode facilitar muito a vida de leitores de primeira viagem. (Ah! Se esse for o seu caso, lembre-se que o mangá é lido de trás para frente!)

Akira

Akira (Reprodução)
Akira (Reprodução)

A primeira indicação dessa minha lista é uma carta coringa. Mesmo se você nunca tiver lido nada na sua vida, Akira é uma boa escolha. A obra-prima de Katsuhiro Otomo é, na minha humilde opinião, um dos melhores mangás da história. A trama se passa em um futuro distópico (2019) em que Tóquio foi destruída por uma misteriosa explosão nuclear e é reconstruída como Neo Tóquio. Na história, conhecemos o rebelde Kaneda e seus amigos motoqueiros. Eles disputam rachas violentos com uma gangue rival, os Palhaços, até que um dia Tetsuo encontra Takashi, uma estranha criança com poderes que fugiu do hospital onde era mantido como cobaia.

A história é ótima para quem gosta de distopia e ficção científica. Até pouco tempo atrás, o mangá era um item de colecionador caro e de difícil acesso, mas a editora JBC está fazendo a reimpressão da obra no Brasil com preços mais acessíveis. E se você estiver com medo de arriscar comprar e não gostar, experimente assistir ao filme que está disponível na Netflix.

Black Lagoon

Black Lagoon (Reprodução)
Black Lagoon (Reprodução)

Seguindo na linha de histórias mais maduras e para todos os públicos, Black Lagoon é uma boa opção para quem gosta de histórias de mercenários com gostinho de faroeste e muita trama de máfia. A obra de Rei Hiroe cona a história de um grupo de foras da lei que prestam todo o tipo de serviço para sobreviver. Com cada personagem seguindo a sua própria jornada, a trama consegue ser imersiva e cativante, além de sempre trazer conflitos e referências históricas reais do nosso tempo.

Assim como Akira, se você estiver em dúvida se vale o investimento vale a pena, a Netflix tem uma série animada que adapta a história.

Battle Angel Alita

Battle Angel Alita (Reprodução)
Battle Angel Alita (Reprodução)

Um dos marcos da ficção científica japonesa, ao lado de Akira e Ghost in the Shell (do qual falaremos em breve), Battle Angel Alita - sim, aquela personagem que sofreu whitewashing no filme de 2018 -  se passa em um mundo distópico, onde avanço tecnológico e retrocesso social se misturam. Nesse mundo caótico criador por Yukito Kishiro, a ciborgue Alita é trazida de volta à vida pelo engenheiro Daisuke Ido, que vive na Cidade da Sucata, o lixão da cidade flutuante de Zalem. Sem memórias do seu passado, a ciborgue decide traçar o seu próprio caminho - o que envolve muito tiro, porrada e bomba! 

Se você quiser assistir ao live-action de 2018, ele está disponível no Star+.

Ghost in the Shell

Ghost in the Shell (Reprodução/Kodansha)
Ghost in the Shell (Reprodução/Kodansha)

Fechando a trindade de ficção científica dos mangás japoneses temos Ghost in the Shell - sim, a protagonista dele também sofreu whitewashing no live-action. Nessa história de Masamune Shirow, em 2029 (eita, tá perto!), o mundo se torna altamente informatizado, a ponto dos seres humanos poderem acessar extensas redes de informações com seu ciber-cérebros (bem legal, fala a verdade). 

Nesse mundo distópico e violento, a agente cibernética conhecida como Major lidera o Esquadrão Shell, responsável por combater o crime na cidade. O corpo da soldado foi tão modificado que quase não sobraram partes humanas, restando apenas um fantasma do que ela já foi um dia. A história ganhou um anime, nos anos 1990, um filme live-action, em 2017 (disponível no Prime Video), e uma nova animação na Netflix (assista por sua conta e risco).

My Hero Academia

My Hero Academia (Reprodução)
My Hero Academia (Reprodução)

Ok, já entendi. Você não gosta de ficção científica nem de história de gângster e eu fiquei meia hora falando disso aqui. Calma! Tem MUITO super-herói nos mangás também. Essa recomendação aqui é certeira. Se você gosta de Marvel, DC ou comics independentes, com certeza você vai amar My Hero Academia (também encontrado como Boku no Hero Academia).

Na trama de Kohei Horikoshi, conhecemos Izuku Midoriya (codinome de herói: Deku). Mesmo tendo nascido sem individualidade (super-poder), o protagonista não se importaria em se colocar na frente de uma bala para salvar a sua vida. Sua determinação e altruísmo fazem com que All Might, o super-herói número 1, passe seus poderes para ele. Com os poderes, Midoriya entra para o colégio de super-heróis UA e inicia sua jornada de combater o mal.

Todas as temporadas do anime estão disponíveis na Crunchyroll e o mangá é publicado aqui pela editora JBC.

DICA BÔNUS: Se você acha que My Hero Academia é seu tipo de mangá, leia também a webcomic de One Punch Man

É isso. Tentei fazer recomendações que possuíssem linguagens e códigos mais próximos ao que costumamos encontrar em gibis e novels ocidentais. Nem tudo é para todo mundo, afinal, gosto é pessoal, não coletivo. O importante é se aventurar e não se prender a um único estilo. Boa leitura!

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