Anime de Kill Blue prova que estudar pode ser descolado pra caramba
Série traz protagonista badass redescobrindo o prazer de ser um cara legal
Com cada vez mais telas, estímulos e inteligências artificiais resumindo e gerando tudo, o prazer de estudar tem se tornado menos recorrente a cada dia. Por esse e outros motivos, o anime Kill Blue chega em um bom momento, reforçando que estudar e interagir socialmente na escola ainda pode ser maneiro — e o auge da vida de muitas pessoas. Misturando uma ficção científica cheia de ação com um slice of life colegial muito divertido, a série mostra que mesmo um experiente assassino profissional pode se divertir na escola.
Após mais um trabalho concluído com maestria, o lendário assassino Juzo Ogami voltava para casa quando foi picado por uma misteriosa vespa e acordou no corpo de um adolescente de 13 anos. Enquanto tentava entender o que teria acontecido e, especialmente, quem teria formulado um plano tão diabólico, ele é surpreendido com uma missão ainda mais complexa: infiltrar-se em uma escola de ensino fundamental para proteger a filha de um figurão que vive sendo sequestrada.
A história, que reforça a cada episódio como estudar e interagir socialmente pode ser muito divertido, é perfeita para o público que ainda convive nesse ambiente na era da IA. Olhando por outro ângulo, também vemos mais uma vez a busca japonesa pela nostalgia. Em uma sociedade adulta que pouco interage entre si, a escola é comumente o ápice da vida social para muitos japoneses; logo, um personagem descolado que retorna para reviver essa memória representa uma forte conexão com o público mais velho.
Além do forte apelo social e de conhecer o seu público, Kill Blue conta ainda com todos os fatores essenciais que fazem um bom anime: a animação é muito bem-feita, mesclando cores e sombras de forma eficiente e fazendo com que a fluidez entre as cenas não precise ser impecavelmente exaustiva (o que encarece a maioria das séries animadas pelo mundo). Outro fator importante está no som. Além da dublagem bem dirigida, a produção conta com uma boa trilha sonora e uma abertura deslumbrante — ponto crucial para o marketing de animações japonesas. Por fim, personagens cativantes e referências à cultura pop tornam o roteiro ainda mais delicioso de se acompanhar.
Escrito e ilustrado pelo gênio Tadatoshi Fujimaki, mundialmente conhecido por Kuroko no Basket, o mangá de Kill Blue não é publicado oficialmente no Brasil, mas, em compensação, a primeira temporada do anime está sendo multi-transmitida. Você pode encontrá-la em streamings como Crunchyroll, Netflix, Prime Video, BandPlay, Plex e Viki — os três últimos sem custo por assinatura.
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