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Gackt é impactado pelo amor dos fãs em primeiro show no Brasil

Um dos maiores ícones da música japonesa, ele prometeu mais visitas aos brasileiros

Omelete
3 min de leitura
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19.02.2026, às 15H33.

Com 25 anos de carreira solo, Gackt é um ícone na indústria de entretenimento, com uma trajetória que vai além da música. Multiartista — como é o termo da moda, ele vê seu talento se estender para o teatro, cinema e dublagem. Na música, seu currículo é longo, com composição de músicas para franquias renomadas como os jogos de Final Fantasy, o tokusatsu Kamen Rider e a franquia de anime Gundam. E se não bastasse tudo isso, ele ainda é uma referência no mundo da moda, sendo frequentemente descrito como a personificação dos protagonistas de mangás bishounen — que retrata garotos bonitos e nada tem a ver com qualquer piada suja que possa ter vindo à sua mente. Sua aparência andrógina e majestosa serviu de inspiração para diversos personagens em mangás e videogames ao longo dos anos.

Entretanto, se assim como eu você não precisa de apresentações para conhecer o cantor, sabe que a espera por ele foi longa… Após um quarto de século sendo um dos j-artists mais aguardados pelos fãs de anime no Brasil, Gackt finalmente fez sua estreia em território nacional com a turnê WORLD TOUR – ATTACK OF YFCz, provando que continua sendo um dos artistas mais performáticos — aí outra palavra da moda — de sua geração. Apesar de qualquer conotação negativa que essa expressão possa carregar, a performance do artista aqui é indispensável e o que alavanca qualquer projeto cultura que ele toque.-

Ainda assim, o artista ficou quase uma década sem tocar na própria carreira musical, gerando um hiato de lançamentos que preocupou seu público cativo e deu tempo para que ele alcançasse uma nova geração de fãs. Muitos vídeos de suas apresentações como vocalista da lendária banda de visual kei Malice Mizer — conhecidas por seus visuais elaboradose grande teatralidade — têm sido frequentemente compartilhados, despertando imensa curiosidade sobre a identidade do veterano japonês.

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Graças a isso, o público de seu show em São Paulo era extremamente variado. Desde fãs mais velhos trajando camisetas do Malice Mizer, fãs de moda japonesa, assim como uma nova geração que o conheceu através das redes sociais. Acompanhado pela sua banda, o Yellow Fried Chickenz, todos subiram ao palco trajados como uma espécie de host club usando máscaras e levaram o público à loucura. Gackt claramente sabe como entreter e controlar o público, abrindo o show com a clássica Dybbuk a energia não parou em nenhum momento.

Ele não fez qualquer introdução às suas músicas — o que sequer foi necessário. Em vez disso, ele trouxe para o Brasil um show direto e sem pausas — a menos quando Gackt pedia para o público mostrar o quanto o amava. Como esperado, foi um show comportado, sem mosh nem bate cabeça. Em Vanilla, por exemplo, todos imitavam a dança sincronizada que a banda fazia no palco.

O momento de destaque do show foi a balada romântica ALL MY LOVE, escolhida para encerrar a apresentação e criar uma memória especial para os fãs que aguardaram ansiosamente por anos. Durante uma pausa na música, Gackt fez uma declaração emocionante, garantindo que, mesmo à distância, seu coração permaneceria conectado ao de seus fãs para sempre. Após o encore, a banda retornou ao palco para o encerramento final com a canção Mata, Koko de Aimasho, que significa em português “Nos encontraremos aqui de novo”. Com essa mensagem de promessa de retorno ao Brasil, Gackt se despediu do público.

Se essa promessa será cumprida, ainda é incerto, mas se e quando esse dia chegar, certamente estaremos lá de novo, cantando em uma só voz.

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