Scalene lollapalooza 2018

Créditos da imagem: Denis Ono/Lollapalooza 2019/Divulgação

Música

Artigo

Scalene mostra poder sonoro apesar dos problemas técnicos no Lollapalooza 2019

Banda de Brasília cativou fãs e mostrou por que é uma das melhores do país

Jacídio Junior
05.04.2019
16h50
Atualizada em
05.04.2019
17h24
Atualizada em 05.04.2019 às 17h24

Scalene subiu ao palco pontualmente às 14h. Apesar de algumas falhas técnicas no som, que permaneceram durante toda a apresentação, a banda de Brasília contou com um público oralmente conectado as suas faixas durante todo tempo do show.

Antes mesmo da primeira música muita gente aguardava o início do show em frente ao palco. O público estava ali, realmente, aguardando a entrada da banda e isso ficou claro com os gritos já nos primeiros acordes. E, apesar dos problemas técnicos, o som ao vivo da banda é realmente impactante.

Durante todo o tempo, enquanto a plateia cantava cada faixa, era possível ver a movimentação dos roadies tentando ajustar os detalhes sonoros, mas o ajuste não aconteceu de forma concreta em quase nenhum momento. Os problemas dos bastidores, porém, não pareceram afetar o público, que respondia prontamente a todos os comandos do vocalista Gustavo Bertoni, que focou a plateia em sua performance e na vontade da banda de tocar.

A dinâmica do show condensa a atenção de forma direta, já que a alternância de atmosfera entre guitarras agitadas e momentos de calma levam todos os sentidos em direção ao palco. O destaque fica por conta de “Surreal”, que com seus acordes iniciais tirou gritos da plateia.

E claro, como parte da apresentação da faixa “Distopia” que, em um telão ao fundo do palco, era complementada com imagens de políticos e gerou a primeira manifestação política do festival com gritos de ordem da plateia contra o atual presidente.

Durante a apresentação ainda houve espaço para agradecimentos ao festival pela aposta em bandas novas, “que devem se tornar destaque no cenário nacional” e também para a preocupação com os escassos 45 minutos de palco. No final, o que marca a performance do Scalene é a intensidade, que mesmo com problemas no som entregou uma performance digna de headliner, com pegada sonora e muita vontade de tocar.