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Autor do Lanterna Verde gay diz que brasileiros foram os mais preconceituosos

James Robinson sugere que, por vingança, dará namorado brasileiro ao herói

Érico Assis
23.07.2012
14h32
Atualizada em
29.06.2018
02h41
Atualizada em 29.06.2018 às 02h41

Em painel na Comic Con sobre homossexualidade nos quadrinhos de super-herói, o quadrinista James Robinson confirmou que, sim, recebeu várias críticas por ter criado uma nova versão do Lanterna Verde original, Alan Scott, que é homossexual. Mas os piores ataques, diz o roteirista, vieram do Brasil.

Alan Scott

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Alan Scott e seu namorado atual

"As críticas mais hostis que eu recebi vieram em tweets do Brasil. Eu tinha saído na noite anterior e na manhã seguinte comecei a tuitar 'putz, meu fígado está me matando' e alguém veio falar algo tipo: 'seu fígado está se vingando pelo que você fez com o Lanterna Verde'", contou Robinson segundo relato do site CBR.

"Então, só de vingança, quando Alan Scott puder ter um novo homem na vida, ele vai ser brasileiro", completou o escritor.

Robinson diz que a criação do Alan Scott gay foi sua, partindo apenas de uma orientação da DC Comics de introduzir mais diversidade sexual nas HQs.

A revelação da homossexualidade do herói, na série Earth 2, foi notícia mundial em junho - o que gerou inúmeras manifestações, tanto positivas quanto negativas, quanto à homossexuais nos quadrinhos. A organização cristã conservadora dos EUA One Million Moms, por exemplo, propôs um boicote à revista - como fez com outras HQs - mas foi tão atacada por comentários contrários ao boicote que teve que tirar o site do ar. James Robinson comentou, também na Comic Con, que estava orgulhoso desta investida contra a organização.