Plano Paris La Casa de Papel

Créditos da imagem: Divulgação

Netflix

Artigo

Entenda o "Plano Paris" de La Casa de Papel

Cuidado com os spoilers da Parte 4 da série da Netflix

Natália Bridi
03.04.2020
18h33

Título do último episódio da Parte 4 de La Casa de Papel, “Plano Paris” parecia carregado de possibilidades sobre o desfecho do plano. 

[Cuidado com os spoilers]

Seria um misterioso membro do grupo (a Tatiana de Berlim talvez) ou a solução para tirar o ouro e a equipe da Casa da Moeda da Espanha? Como a série mostrou, não era nada disso. O “Plano Paris” é uma estratégia de resgate para caso algum deles seja pego pela polícia. Ou seja, não há um integrante da equipe chamado Paris, o Professor apenas escolheu o nome pela fama romântica da capital francesa. 

Em meio a detenção de Lisboa e a crise desencadeada pela morte de Nairóbi, o Professor aproveita o cenário para jogar a opinião pública contra a polícia. O caixão de Nairóbi deixa o Banco Central com a declaração de que ela foi morta por Gandía com o aval do Coronel Tamayo e Rio denuncia a tortura que sofreu nas mãos da Inspetora Alicia Sierra. Enquanto isso, Marselha tem em mãos o próprio torturador de Rio, confirmando para a imprensa todas as denúncias. O último toque é a denúncia para corregedoria de polícia, que assume a prisão de Lisboa e a sua transferência do local, abrindo espaço para o seu resgate. 

O “Plano Paris” consiste em usar mais uma vez o time de sérvios (fundamentais nas duas primeiras partes), desta vez para cavar um túnel entre um restaurante chinês abandonado e o estacionamento que dá acesso ao tribunal em que Lisboa daria depoimento (com a presença massiva da imprensa ela não entraria pela porta principal).  Avisada por Antoñanzas (policial transformado em aliado pela equipe) que o professor colocaria a estratégia em prática, Lisboa sabia exatamente o que precisava fazer: enrolar os juízes com o máximo de detalhes sobre o plano para que seu depoimento fosse retomado na manhã seguinte. Enquanto isso, os sérvios deveriam finalizar o túnel e criar uma parede falsa para esconder a operação (tudo com o auxílio da equipe de hackers paquistaneses, que manipularam as câmeras de segurança) e de Marselha, que enrolou o segurança do estacionamento com o som alto do carro enquanto os sérvios faziam o barulho necessário para finalizar a obra. 

Uma vez que a estrutura estava pronta, Lisboa só precisava chegar para o novo depoimento, se negar a falar e sair. Enquanto isso, a equipe de sérvios aguardava disfarçada para simular uma transferência de prisioneiros. No momento em que o grupo transportando Lisboa passou pelo grupo enviado pelo Professor na garagem, a palavra-chave “Bom dia” foi dita e a prisioneira resgatada. O grupo de policiais foi colocado no furgão que transportaria Lisboa de volta para a prisão, enquanto ela deixou o estacionamento pelo túnel que levava ao restaurante chinês. 

Com Lisboa resgatada entra a outra parte do plano, levá-la ao encontro dos seus colegas. Para tanto, o Professor usa Gandía, capturado pelos assaltantes e forçado a pedir apoio tático da polícia. Um helicóptero é autorizado a voar sobre o prédio do Banco Central, mas a polícia não desconfia que ele é pilotado por Marselha e está lá para deixar Lisboa. Após um confronto simulado, com Denver usando uma roupa preta para se passar por Gandía, Lisboa entra no prédio. O grupo está junto e jura vencer a guerra em nome de Nairóbi.

Porém, depois dos assaltantes terem uma vitória depois da tragédia, o Professor precisa lidar com Sierra. Abandonada pela polícia, que resolveu usá-la como bode expiatório pelos casos de tortura, ela quer apenas vingança e enquanto o “Plano Paris” era colocado em prática, ela seguia com a sua investigação, descobrindo que o policial Antoñanzas era o elo entre Lisboa e sua quadrilha. Monitorando seus passos, ela descobriu os do Professor, chegando ao seu esconderijo. A Parte 4 termina com os dois frente a frente: “Xeque-mate, filha da p*ta”, diz Sierra, deixando um belo gancho para uma nova temporada.

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