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Stray Kids e Hwasa fazem noite histórica para o K-Pop no Rock in Rio

Sexta-feira ainda teve shows de NEXZ e Alok no Palco Mundo

Omelete
4 min de leitura
12.09.2026, às 03H46.
Stray Kids

Créditos da imagem: Leo Franco/AgNews

A última década tem sido marcada pelo sucesso e pela expansão da onda do K-Pop no mundo e nas paradas musicais. Finalmente, em 2026, o gênero foi reconhecido em um dos maiores festivais do Brasil e do mundo. A noite de sexta-feira (11) foi histórica para o Rock in Rio ao receber as primeiras apresentações do estilo, tendo o Stray Kids — uma das bandas mais populares da atualidade — como headliner.

O que se viu na Cidade do Rock foi um mar de gente: famílias inteiras, mães e pais com filhos, compondo uma plateia muito mais jovem do que nos outros dias. Já no horário do NEXZ, grupo sul-coreano-japonês, era possível ver fãs do Stray Kids se amontoando na grade em frente ao palco. O gramado foi ficando cada vez mais lotado, registrando um “êxodo” entre palcos menor do que nos dias anteriores. O tempo, que parecia estragar a festa do público na manhã de sexta, estabilizou, e apenas algumas gotas de chuva caíram no final da tarde.

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Vale destacar que o Palco Sunset teve bons momentos, como a apresentação d’Os Garotin e o já clássico Jamiroquai, que parecia deslocado no line-up. Quem mostrou estar mais alinhado do que parecia com os companheiros de palco foi Alok. Com seu show de drones e pirotecnia, aliado ao “palco vivo” com dançarinos performando, o DJ aqueceu bem o público antes da atração principal. Alok ainda apresentou uma música com uma banda misteriosa de K-Pop, que será revelada em breve. Anticlimática foi a participação de Zeeba, que acabou tendo seu tempo limitado ao piano e só serviu para esfriar a plateia. No fim, Alok mostrou que tem força para comandar um show de festival, assim como seu parceiro de carrapetas Calvin Harris fez no último domingo.

Hwasa
Leo Franco/AgNews

Mas os grandes esperados da noite foram outros. Antes de Alok e do show de PJ Morton no Sunset, Hwasa mostrou por que é considerada uma popstar no meio do K-Pop. Com simpatia e muita dança, a cantora e rapper sul-coreana botou a Cidade do Rock para dançar e cantar alto, especialmente no hit “Maria”. Com uma tradutora em tempo real, ela se arriscou no português e conversou bastante com a plateia. O playback pareceu atrapalhá-la no início, mas logo ela se adaptou e seguiu a apresentação sem problemas. Primeira solista de K-Pop da história do Rock in Rio, a integrante do MAMAMOO emendou de cara canções como “Hwasa”, “Chili” e “I Love My Body”, deixando claros os seus posicionamentos nas letras. Em “Kidding” e outras faixas, era possível sentir a potência da banda que acompanhava a sul-coreana, que ainda apresentou um medley do MAMAMOO e fechou o show emocionada, abraçada à bandeira do Brasil.

Pouco depois da meia-noite, o Stray Kids subiu ao palco misturando pop e música eletrônica em um espetáculo que vai ficar marcado não só no festival, mas para os milhares de fãs que lotaram o gramado. Falando muito em português e também com o auxílio da tradução simultânea, os jovens coreanos tiveram uma ótima comunicação com o público, que respondeu à altura: cantando, pulando e, claro, gritando a cada acorde ou batida de uma nova canção. “MANIAC”, “DOMINO”, “DIVINE” e “God’s Menu” marcaram a primeira parte do show, que logo teve uma nova sequência de hits com “Chk Chk Boom” e “LALALALA”. A essa altura, o público já estava entregue. A apresentação, que parecia terminar aos 90 minutos com “RUN IT”, “MIROH” e fogos de artifício, ainda teve espaço para um bis com mais uma versão de "This & That", “Chk Chk Boom”, além de “Hall of Fame” e um gostinho do grupo cantando “Ai Se Eu Te Pego”, o fenômeno mundial de Michel Teló.

Um show fantástico, enérgico, simpático e com tudo que uma grande banda de pop deve entregar ao fãs. 

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Leo Franco/AgNews

A noite desta sexta-feira, 11 de setembro, vai entrar para a história do Rock in Rio. Ao abraçar o K-Pop, o festival viu uma de suas noites mais cheias, com um público apaixonado — até demais, já que foi preciso emitir alertas de segurança no Palco Mundo — e muita dedicação dos artistas. Com certeza veremos mais K-Pop no The Town e no próximo Rock in Rio, ou a organização cometerá um dos maiores erros dos seus mais de 40 anos.

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