Stray Kids e Hwasa fazem noite histórica para o K-Pop no Rock in Rio
Sexta-feira ainda teve shows de NEXZ e Alok no Palco Mundo
Créditos da imagem: Leo Franco/AgNews
A última década tem sido marcada pelo sucesso e pela expansão da onda do K-Pop no mundo e nas paradas musicais. Finalmente, em 2026, o gênero foi reconhecido em um dos maiores festivais do Brasil e do mundo. A noite de sexta-feira (11) foi histórica para o Rock in Rio ao receber as primeiras apresentações do estilo, tendo o Stray Kids — uma das bandas mais populares da atualidade — como headliner.
O que se viu na Cidade do Rock foi um mar de gente: famílias inteiras, mães e pais com filhos, compondo uma plateia muito mais jovem do que nos outros dias. Já no horário do NEXZ, grupo sul-coreano-japonês, era possível ver fãs do Stray Kids se amontoando na grade em frente ao palco. O gramado foi ficando cada vez mais lotado, registrando um “êxodo” entre palcos menor do que nos dias anteriores. O tempo, que parecia estragar a festa do público na manhã de sexta, estabilizou, e apenas algumas gotas de chuva caíram no final da tarde.
Vale destacar que o Palco Sunset teve bons momentos, como a apresentação d’Os Garotin e o já clássico Jamiroquai, que parecia deslocado no line-up. Quem mostrou estar mais alinhado do que parecia com os companheiros de palco foi Alok. Com seu show de drones e pirotecnia, aliado ao “palco vivo” com dançarinos performando, o DJ aqueceu bem o público antes da atração principal. Alok ainda apresentou uma música com uma banda misteriosa de K-Pop, que será revelada em breve. Anticlimática foi a participação de Zeeba, que acabou tendo seu tempo limitado ao piano e só serviu para esfriar a plateia. No fim, Alok mostrou que tem força para comandar um show de festival, assim como seu parceiro de carrapetas Calvin Harris fez no último domingo.
Mas os grandes esperados da noite foram outros. Antes de Alok e do show de PJ Morton no Sunset, Hwasa mostrou por que é considerada uma popstar no meio do K-Pop. Com simpatia e muita dança, a cantora e rapper sul-coreana botou a Cidade do Rock para dançar e cantar alto, especialmente no hit “Maria”. Com uma tradutora em tempo real, ela se arriscou no português e conversou bastante com a plateia. O playback pareceu atrapalhá-la no início, mas logo ela se adaptou e seguiu a apresentação sem problemas. Primeira solista de K-Pop da história do Rock in Rio, a integrante do MAMAMOO emendou de cara canções como “Hwasa”, “Chili” e “I Love My Body”, deixando claros os seus posicionamentos nas letras. Em “Kidding” e outras faixas, era possível sentir a potência da banda que acompanhava a sul-coreana, que ainda apresentou um medley do MAMAMOO e fechou o show emocionada, abraçada à bandeira do Brasil.
Pouco depois da meia-noite, o Stray Kids subiu ao palco misturando pop e música eletrônica em um espetáculo que vai ficar marcado não só no festival, mas para os milhares de fãs que lotaram o gramado. Falando muito em português e também com o auxílio da tradução simultânea, os jovens coreanos tiveram uma ótima comunicação com o público, que respondeu à altura: cantando, pulando e, claro, gritando a cada acorde ou batida de uma nova canção. “MANIAC”, “DOMINO”, “DIVINE” e “God’s Menu” marcaram a primeira parte do show, que logo teve uma nova sequência de hits com “Chk Chk Boom” e “LALALALA”. A essa altura, o público já estava entregue. A apresentação, que parecia terminar aos 90 minutos com “RUN IT”, “MIROH” e fogos de artifício, ainda teve espaço para um bis com mais uma versão de "This & That", “Chk Chk Boom”, além de “Hall of Fame” e um gostinho do grupo cantando “Ai Se Eu Te Pego”, o fenômeno mundial de Michel Teló.
Um show fantástico, enérgico, simpático e com tudo que uma grande banda de pop deve entregar ao fãs.
A noite desta sexta-feira, 11 de setembro, vai entrar para a história do Rock in Rio. Ao abraçar o K-Pop, o festival viu uma de suas noites mais cheias, com um público apaixonado — até demais, já que foi preciso emitir alertas de segurança no Palco Mundo — e muita dedicação dos artistas. Com certeza veremos mais K-Pop no The Town e no próximo Rock in Rio, ou a organização cometerá um dos maiores erros dos seus mais de 40 anos.
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