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Korea
Entrevista

Song Kang estudou piano por meses antes de filmar Quatro Mãos, Duas Sonatas

Elenco e diretor falam sobre k-drama que mistura música e amadurecimento na Netflix

Omelete
6 min de leitura
28.08.2026, às 06H00.
Song Kang em Quatro Mãos, Duas Sonatas (Divulgação)

Créditos da imagem: Song Kang em Quatro Mãos, Duas Sonatas (Divulgação)

Quatro Mãos, Duas Sonatas é um dos k-dramas mais aguardado deste segundo semestre, e o motivo tem nome e sobrenome: Song Kang.

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Trata-se do primeiro papel do astro desde o sucesso astronômico de Meu Demônio Favorito, que terminou lá nas primeiras semanas de 2024. Afastado por conta do serviço militar obrigatório da Coreia do Sul, o ator retorna com um papel curioso: um prodígio do piano que encontra na rivalidade com um colega músico (Lee Jun-young, de Classe dos Heróis Fracos) o combustível para seguir em frente.

Omelete recebeu, dos nossos parceiros do Studio Dragon, o material da coletiva de imprensa de Quatro Mãos, Duas Sonatas, onde Song fala de sua preparação intensa para o papel, e divide com os colegas de elenco Lee Jun-young e Jang Gyu-ri (fromis_9Quando o Telefone Toca) algumas histórias curiosas dos bastidores.

Confira destaques da conversa, que também incluiu o diretor Park Hyun-seok (Paixão Incontrolável), a seguir!

REPÓRTER: Quatro Mãos, Duas Sonatas se divide em duas fases, com os personagens na adolescência e, depois, como jovens adultos. Como vocês descreveriam as transformações que eles passam nesse período?

SONG KANG: Pi-o é alguém que sempre sentiu que faltava alguma coisa em sua vida. Ele busca constantemente a aprovação do avô, e sua vida gira quase inteiramente em torno do piano. Embora tenha vencido inúmeras competições, nunca acha que é bom o bastante e está sempre se esforçando para melhorar. Ao conhecer Jeong-yo, surge uma nova rivalidade em sua vida, que o leva a ultrapassar os limites que ele próprio havia estabelecido. Perto do fim da adolescência, Pi-o passou por grandes mudanças emocionais, e quando o reencontramos aos 27 anos ele se tornou uma pessoa mais compreensiva e emocionalmente madura.

LEE JUN-YOUNG: Jeong-yo cresceu tendo o piano quase como um amigo próximo, mas um acontecimento o leva a se afastar do instrumento por muito tempo. Depois de conhecer Kang Pi-o, ele começa a se reconectar com o piano e a encarar as emoções que vinha evitando, e esse processo se torna uma parte importante de seu amadurecimento. Há uma grande mudança emocional entre o Jeong-yo de 17 anos e o de 27, então procurei me concentrar nos sentimentos e nas relações que ele construiu com Pi-o e Jae-in ao longo dos anos. De todos os personagens que já interpretei, Jeong-yo é o que apresenta a maior variedade de emoções.

JANG GYU-RI: Jae-in é uma estudante alegre e confiante que se dedica à viola. Ela tem um ouvido excepcional e grande sensibilidade musical, a ponto de reconhecer imediatamente o talento de Pi-o e Jeong-yo ao ouvi-los tocar. Como passou os anos de escola ao lado dos dois, interpretei Pi-o como alguém cujos sonhos Jae-in quer apoiar e proteger, enquanto Jeong-yo é alguém em quem ela deseja ajudar a despertar o próprio potencial. Aos 17 anos, Jae-in é mais aberta e direta; já aos 27, procurei retratar a maior complexidade de suas emoções.

Lee Jun-young e Song Kang em Quatro Mãos, Duas Sonatas (Reprodução)
Lee Jun-young e Song Kang em Quatro Mãos, Duas Sonatas (Reprodução)

REPÓRTER: Tendo em vista essa descrição que vocês deram dos personagens, como buscaram se preparar para as filmagens? Foi difícil aprender o piano?

SONG KANG: Comecei a ter aulas de piano vários meses antes das filmagens. Quando ficou difícil continuar as aulas durante a produção, eu assistia a vídeos dos meus professores tocando e observava atentamente seus movimentos. Acima de tudo, procurei retratar as emoções de Pi-o com o máximo de sutileza possível, e conversei bastante com o diretor Park Hyeon- seok sobre esse aspecto do personagem.

LEE JUN-YOUNG: Procurei fazer aulas de piano sempre que tinha tempo e ouvi muita música clássica. Antes deste projeto, eu não conhecia muito sobre o gênero, mas, ao longo dessa experiência, passei a apreciá-lo de forma mais profunda, inclusive percebendo como diferentes instrumentos se combinam dentro de uma mesma obra. Todo esse processo me trouxe muita inspiração e me fez descobrir uma nova admiração pela música clássica.

JANG GYU-RI: Aprendi violino quando era mais nova, então, no início, achei que tocar viola seria relativamente fácil. Mas a leitura da partitura para viola é completamente diferente, e até o espaçamento dos dedos da mão esquerda muda, o que às vezes acabava me confundindo. O maior desafio foi fazer com que meus movimentos parecessem naturais enquanto eu tocava. Minha professora e eu trabalhamos cada movimento quase como se estivéssemos criando uma coreografia.

Song Kang e Jang Gyu-ri em Quatro Mãos, Duas Sonatas (Reprodução)
Song Kang e Jang Gyu-ri em Quatro Mãos, Duas Sonatas (Reprodução)

REPÓRTER: Obviamente, interpretar músicos tão talentosos apresenta o seu próprio desafio. Quais foram os momentos mais difíceis das filmagens, para vocês?

SONG KANG: As passagens mais rápidas foram especialmente desafiadoras porque havia muita coisa em que pensar ao mesmo tempo. Eu precisava me concentrar na execução ao piano sem perder a conexão com as emoções de Pi-o. Conciliar essas duas coisas foi a parte mais difícil, e o diretor Park Hyeon-seok me ajudou muito.

LEE JUN-YOUNG: Como não sou um pianista experiente, decorei cada peça do começo ao fim. Procurei entender exatamente em que momento cada melodia entrava para conseguir sincronizar minha atuação com a música. O diretor Park Hyeon-seok também memorizou as peças por completo e nos deu orientações extremamente detalhadas, às vezes calculadas segundo a segundo. Isso me ajudou enormemente.

Song Kang em Quatro Mãos, Duas Sonatas (Reprodução)
Song Kang em Quatro Mãos, Duas Sonatas (Reprodução)

OMELETE: Quatro Mãos, Duas Sonatas também depende muito da química entre o seu elenco. Vocês podem compartilhar histórias dos bastidores, e dar ao público um vislumbre de como essa química foi construída?

PARK HYEON-SEOK: Os atores combinam muito bem com seus personagens. Eles chegaram ao projeto com interpretações muito bem construídas e uma compreensão profunda de seus papéis. O clima no set também foi excelente, e foi muito gratificante ver como eles trabalhavam juntos de forma tão natural. Acredito que essa química também vai transparecer na tela.

SONG KANG: Sou muito grato por todo o apoio que recebi do diretor e dos meus colegas de elenco durante as filmagens. Já fazia algum tempo desde a última vez que eu participava de uma leitura de roteiro, então fiquei bastante nervoso no início. Mas Lee Jun-young reagia de forma tão natural a tudo o que eu trazia para as cenas que logo me senti mais à vontade. Jang Gyu-ri e eu também conversamos bastante sobre nossas atuações durante os ensaios. Graças aos dois, tive uma experiência muito feliz durante as filmagens.

Jang Gyu-ri em Quatro Mãos, Duas Sonatas (Reprodução)
Jang Gyu-ri em Quatro Mãos, Duas Sonatas (Reprodução)

REPÓRTER: Por fim, vocês podem compartilhar em algumas palavras o que o público pode esperar de Quatro Mãos, Duas Sonatas?

PARK HYEON-SEOK: Eu destacaria especialmente o elenco. A química entre os três atores é excelente. Trabalhamos muito para retratá-los da melhor forma na tela, e espero que a série transmita a sensação de ver um belo livro ilustrado ganhar vida.

SONG KANG: Espero que o público acompanhe as jornadas emocionais de todos os personagens ao longo da série. A história também apresenta uma grande variedade de instrumentos, então acredito que as performances musicais serão outro elemento interessante para acompanhar.

LEE JUNG-YOUNG: Espero que o público vivencie a série quase como se estivesse apreciando uma peça de música clássica. A direção delicada de Park Hyeon-seok, a presença de Song Kang em cena e as impressionantes performances de Jang Gyu-ri na viola também são pontos que vale a pena acompanhar.

JANG GYU-RI: Todos os personagens carregam algum tipo de vazio ou ferida emocional. Espero que o público torça por eles enquanto enfrentam essas dificuldades e amadurecem. Também acho interessante prestar atenção à música e à forma como cada peça é utilizada ao longo da história.

*Quatro Mãos, Duas Sonatas estreia em 29 de agosto na Netflix ,com episódios semanais aos sábados e domingos.

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