PENTAGON vem ao Brasil com nova turnê? “Todos estão com saudades”, diz KINO
Cantor se abre, em entrevista ao Omelete, sobre retorno do grupo após anos em hiato
Créditos da imagem: KINO (Reprodução/Instagram)
Esta entrevista faz parte da KOREA WEEK, semana especial de conteúdo sul-coreano (k-drama, k-pop e mais!) em todas as plataformas do Omelete. Fique de olho na nossa seção KOREA para acompanhar tudo.
Uma das notícias recebidas de maneira mais calorosa entre os fãs de k-pop nos últimos tempos foi o retorno do PENTAGON. Em hiato indefinido desde o final de 2023, o grupo era dado como morto por muita gente, deixando a memória de hits antológicos como “Shine” e “Daisy”, uma conexão especial com o público latino, e alguns membros bem encaminhados em carreiras solo – incluindo KINO, que engatou uma série de ótimos discos e singles (o mais recente, Lost & Found, saiu em abril).
Depois de uma reunião para o Hanteo Music Awards em fevereiro, no entanto, Kino e seus companheiros (Jinho, Hui, Hongseok, Shinwon, Yeo One, Wooseok) decidiram que estava na hora de voltar. No último dia 21 de julho, o grupo anunciou que vai lançar um novo single – o primeiro inédito do PENTAGON em três anos! – e engatar uma turnê, cujos detalhes ainda estão por vir.
A expectativa dos fãs brasileiros, é claro, é que o nosso país esteja no itinerário. E o Omelete aproveitou a conversa com KINO antes de seu show mais recente em São Paulo para perguntar – e aí, quando sai esse reencontro do grupo com os fãs por aqui? A resposta, junto com uma conversa incrível sobre música, identidade e a globalização do k-pop, você confere logo abaixo.
OMELETE: Kino, bem-vindo de volta ao Brasil!
KINO: Oi, prazer em vê-lo novamente!
OMELETE: Quero começar com uma pergunta que já te fiz no ano passado: eu amo os títulos dos seus projetos solo. If This is Love I Want a Refund, Everybody's Guilty But No One's to Blame, I Think I Think Too Much, e agora Free Kino. Por que você escolheu esse último, e o que ele representa para você?
KINO: Quando eu estava criando essa turnê, liberdade era o tema principal da minha vida. Senti como se tivesse perdido a liberdade na minha mente, que é a coisa mais importante que você pode ter. Estava procurando por onde ela estava, e finalmente recuperei essa liberdade durante o processo criativo. Eu quis transformar toda essa jornada em uma turnê, e foi daí que veio Free Kino. É sobre se sentir frustrado, mas depois alcançar algo incrível. Acho que você pode sentir os dois lados, os dois sentimentos, no meu show.
OMELETE: Sua carreira solo até agora tem sido definida por um forte senso de identidade e, claro, pelo seu próprio envolvimento em todo o processo criativo. Você sente que esta é a versão mais autêntica de você que já mostrou?
KINO: Sim, acho que sim, até agora. Mas, como eu digo muito, ainda estou aprendendo sobre como ser eu mesmo e como me mostrar para o mundo. Ainda estou aprendendo e serei ainda melhor no futuro.
OMELETE: Sua música tem muita ênfase em sons de R&B e hip-hop, mas também já ouvimos influências de música eletrônica e rock em alguns momentos. Qual tipo de música mais te inspira atualmente, e o que te empurra para explorar todos esses gêneros?
KINO: Ultimamente, músicas de festa têm me inspirado muito. Não sei por que, mas desde o ano passado, me sinto muito confortável quando ouço músicas de festa com batida 4/4 e produção eletrônica. É por isso que tentei trazer isso para o meu próprio material, desde o segundo EP [Lost and Found]. O que estou tentando fazer é misturar gêneros diferentes – como você sabe, minha versão original é mais voltada para música de banda, mas agora estou lançando e fazendo música eletrônica, então tive que conectar esses dois gêneros no meu show. É assim que minha identidade está sendo construída.
OMELETE: Como você mencionou durante a coletiva de imprensa, sua música solo tem muitas letras em inglês. Por que você escolheu se expressar dessa forma em sua trajetória solo, e qual é a sua visão sobre o impacto internacional da música coreana?
KINO: Na verdade, eu não penso tanto assim quando escolho os idiomas, é apenas porque se encaixa na melodia e me sinto mais confortável. Quando me expresso em inglês, as letras se adaptam melhor à melodia que estou escrevendo. Por exemplo, às vezes sinto que algumas frases soam muito melosas em coreano – mas, se escrevo quase a mesma coisa em inglês, parece mais confortável e coloquial. É assim, através do sentimento de cada frase, que escolho os idiomas na minha música.
OMELETE: Esta é, claro, a sua segunda vez em dois anos fazendo shows no Brasil. O que no nosso país e na nossa energia fez você decidir voltar tão cedo?
KINO: Quando volto para a Coreia depois do show no Brasil, sempre fico confiante e feliz por muito tempo com as memórias lindas daqui. Então, estou sempre pensando que tenho que retribuir o que recebi deles: o amor e a energia. É por isso que voltei.
OMELETE: Recentemente, o PENTAGON anunciou um retorno com o grupo completo após alguns anos. Você pode falar um pouco sobre por que vocês fizeram uma pausa tão longa, e o que os motivou a trabalharem juntos novamente?
KINO: Eu posso dizer com confiança que foi apenas uma questão prática. Alguns membros tiveram que ir para o exército, nosso contrato de sete anos com a gravadora foi terminando, e foi por isso que tivemos que nos separar um pouco. Mas estávamos sempre discutindo sobre o nosso décimo aniversário, porque esta é quase a última chance que temos de nos reunirmos… Quer dizer, é claro que podemos atuar como banda por muito tempo, mas, nos três ou quatro anos, nossa "maknae line", os membros mais novos do grupo, terá que ir para o exército. Para o décimo aniversário, especialmente, podemos nos unir com todos os membros. Então, esse retorno é muito especial para nós.
OMELETE: Também há um elemento de turnê neste retorno. E, claro, os fãs aqui no Brasil já estão se perguntando se veremos o PENTAGON aqui novamente. A América Latina é um alvo para vocês nesse sentido? O que você pode nos dizer?
KINO: O que eu posso te dizer? Nada, na verdade. [Risos] Mas o que eu realmente quero dizer é que todos os membros sentem muita falta dos fãs latino-americanos, assim como eu. Quando estávamos falando sobre boas memórias como banda, o Brasil estava sempre lá, os fãs brasileiros estavam sempre lá. E esse é um dos nossos propósitos: voltar ao Brasil como uma banda. Sim, estamos ansiosos por isso.
OMELETE: Nós também! Muito obrigado, Kino, e tenha um ótimo show.
KINO: Muito obrigado. Aproveite o show!
*KINO fez shows em São Paulo, Teresina e Brasília entre 14 e 18 de agosto.
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