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O Amor Não Está Esgotado disfarça densidade de sua mensagem com carisma

K-drama da Netflix vende bem seus galãs, mas se interessa mesmo é pela heroína

Omelete
3 min de leitura
27.04.2026, às 08H26.
Chae Won-bin em O Amor Não Está Esgotado (Reprodução)

Créditos da imagem: Chae Won-bin em O Amor Não Está Esgotado (Reprodução)

Assistam ao retorno de Ahn Hyo-seop aos k-dramas! Esse era o slogan mais claro da divulgação de O Amor Não Está Esgotado, produção sul-coreana da Netflix que marca a primeira série do astro em sua terra natal desde 2023 – e também a primeira desde o sucesso explosivo de Guerreiras do K-Pop, onde ele emprestou sua voz ao protagonista masculino Jinu. Natural, já que o papel na animação catapultou Ahn para o estrelato internacional, aparecendo em programas de TV estadunidenses e comparecendo à cerimônia do Oscar 2026.

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Correndo por fora nessa campanha da Netflix, a presença de Kim Bum (Conto do Nove Caudas, Garotos Antes de Flores) como a outra ponta do triângulo amoroso principal da série se mostrou mais um ponto de venda interessante para a série – especialmente em círculos de iniciados e na própria Coreia. Mas pouco se falou, nesse turbilhão todo, da protagonista de O Amor Não Está Esgotado, e assistir aos primeiros episódios é ter uma excelente surpresa com Chae Won-bin.

Os fãs de k-dramas de suspense a conhecem por Doubt (ou Íntima Traição), que inclusive lhe rendeu alguns prêmios, mas para muita gente o papel da apresentadora de canal de vendas Dam Ye-jin será a introdução de um talento inegável. Chae aparece em O Amor Não Está Esgotado e o energiza como um vendaval de carisma: pendurada em um andaime no arranha-céu mais alto da Coreia do Sul, vendendo uma luva de faxina para seus espectadores, ela vira todas as chaves corretas para a série. 

É através dela que o humor um tanto absurdo da roteirista estreante Jin Seung-hee vira observação arguta de personagem, e é também através dela que as entrelinhas mais densas desse texto se revelam na tela sem perder de vista o equilíbrio de uma boa comédia romântica. Porque, veja só, O Amor Não Está Esgotado fala de exaustão laboral, da diferença entre atos de serviço e trabalho, de preocupações éticas dentro da atividade profissional… tudo isso sem fugir dos espinhos (vício em remédios é um tema pincelado já no primeiro episódio).

A direção de Ahn Jong-yeon (Os Desajustados de Seul) dá a esse texto a cortesia de uma linguagem inventiva, que busca sublinhar sensações – vide a bela montagem no meio do primeiro capítulo, que ilustra com cortes rápidos e jogo de cores abstrato uma passagem do tempo marcada pela deterioração física da protagonista. O resultado poderia ser uma série deprimente demais para ser rom-com, mas o magnetismo com o qual Chae Won-bin permeia sua personagem é tão palpável que os altos e baixos de humor de O Amor Não Está Esgotado acabam parecendo mais naturais do que o esperado.

Ah, e é claro que Ahn Hyo-seop e Kim Bum encantam com sorrisinhos de lado, olhos semicerrados e cabelos esvoaçantes. A série vende seus galãs muito bem, obrigado – tanto que dá para perceber como vai ser difícil escolher entre eles.  O coração de O Amor Não Está Esgotado, no entanto, está no lugar certo: batendo nas mãos muito capazes de sua protagonista.

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