NTX passou tanto tempo no Brasil que “tirou de letra” single em português
Grupo retorna ao país para sua 3ª turnê em 3 anos, agora com “VAMOS” na bagagem
Créditos da imagem: NTX (Reprodução)
O NTX tem um encontro anual marcado com o público brasileiro. Após fazer uma turnê pioneira pelo país em 2024 – e chamar a atenção, especialmente, por receber a bateria da Unidos do Viradouro no palco durante performance no Rio de Janeiro (RJ) –, o grupo retornou para viagem ainda mais extensa em 2025, e agora está no meio de sua terceira passagem por aqui em três anos.
Com 13 shows que englobam todo o mês de julho e o comecinho de agosto – confira datas e detalhes de ingressos aqui –, a nova turnê traz como novidade a inclusão de “VAMOS” no repertório. O single, pensado especialmente para os palcos brasileiros, conta com vários versos em português e é abertamente inspirado na sonoridade do funk, com a qual o membro Rawhyun (também principal produtor e compositor do grupo) teve contato justamente durante as turnês anteriores do NTX por aqui.
A seguir, confira a conversa do grupo com o Omelete, abordando os bastidores de “VAMOS”, a relação com os fãs brasileiros, os planos para os shows e muito mais!
OMELETE: O novo single do NTX, “VAMOS”, tem muitos versos em português. Foi difícil lidar com a pronúncia das palavras? O que vocês podem nos contar dos bastidores das gravações?
XIHA: É verdade que, no nosso novo single "VAMOS", incluímos várias expressões em português. Mas, como já tínhamos usado essas palavras muitas vezes antes, e nos sentimos praticamente como brasileiros, a pronúncia não foi um grande problema. Na hora da gravação, só queríamos transmitir toda a energia e o poder dos fãs brasileiros, então há muitas partes em que cantamos todos juntos com muita força. Me lembro que minha garganta ficou doendo bastante depois de gravar esses coros [Risos].
OMELETE: Rawhyun, sabemos que você é o principal compositor e produtor do álbum, e também de “VAMOS”. Você pode nos contar sobre as influências brasileiras da música, e de onde veio a ideia de gravá-la?
RAWHYUN: Sim, eu produzi "VAMOS" e as outras duas músicas que lançamos neste álbum. Antes de começarmos a turnê, o Yunhyeok sugeriu que tivéssemos uma música de performance, específica para os shows, e foi a partir dessa ideia que surgiu “VAMOS”. O funk brasileiro é um gênero com o qual tivemos muito contato durante nossas idas e vindas pelo Brasil nos últimos dois anos. Eu realmente queria que o NTX tivesse uma música nesse estilo, e acho que conseguimos um resultado que combina muito bem conosco. Estou muito satisfeito.
OMELETE: Agora abrindo a pergunta para o restante do grupo, o que vocês acharam quando ouviram a demo de “VAMOS” pela primeira vez? E qual é a relação de vocês com as influências brasileiras da faixa?
EUNHO: Quando ouvi "VAMOS" pela primeira vez, senti aquele ritmo pesado e empolgante que é típico do funk brasileiro, e achei muito bom. Eu já conhecia o gênero há muito tempo, mas não profundamente. Foi ao receber tanto amor e atenção do público brasileiro que acabamos tendo mais contato com os artistas de funk, e passamos a conhecer os detalhes do gênero muito melhor.
OMELETE: Bom, vocês estão em turnê pelo Brasil pela terceira vez em três anos. E aí, já está na hora de tirar um CPF? [Risos]
YUNHYEOK: [Em português] Se os coreanos pudessem tirar o CPF também, acho que todo mundo aqui faria um. [Risos] Desculpe se errei a pronúncia, estava bom?
OMELETE: Estava ótimo, vocês realmente estão ficando fluentes! Nos contem, então: o que vocês mais gostam de fazer quando estão no Brasil, e do que sentem mais falta quando vão embora daqui?
HYEONGJIN: Adoro cumprimentar as pessoas de manhã com um "bom dia", dizer "muito obrigado" e "de nada" são coisas que me deixam muito feliz. Mas, se estou sendo muito sincero, senti falta do açaí enquanto estava na Coreia. [Risos] Quero comer muito do açaí desta vez. E, como nós gostamos muito de mar, estamos ansiosos para ver as paisagens das cidades litorâneas onde vamos nos apresentar.
OMELETE: Nas turnês anteriores, vocês tiveram participações especiais incríveis nas turnês – a bateria da Viradouro, o cantor Marron Brasileiro… será que algo assim pode acontecer este ano? Que tipo de surpresas vocês estão preparando?
HOJUN: É uma pena que desta vez não teremos participações especiais de convidados no palco – mas, em vez disso, acho que o ponto alto dos shows será justamente a música "VAMOS". Estamos performando esta faiza pela primeira vez durante a turnê pela América Latina, então tenho certeza que será muito divertido observar a reação do público a ela.
OMELETE: Vai ser incrível, com certeza. Nesse tempo todo fazendo turnê por aqui, o que vocês aprenderam de mais importante sobre os fãs brasileiros? E qual é o sentimento de ser acolhido tão longe de casa?
CHANGHUN: Sempre que interagimos com os fãs brasileiros, sentimos uma paixão tão quente que parece que vamos nos queimar. Uma coisa que aprendi sobre eles é que, além dos shows aqui, os fãs brasileiros participam muito das nossas videochamadas e de diversos eventos que fazemos na Coreia. Sou muito grato por eles demonstrarem essa paixão em todos os lugares.
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