Uma nova temporada de Mobland vem aí!

Icone Fechar
Korea
Artigo

“No. 1”: Conheça o clássico do k-pop que aparece em Minha Filha é um Zumbi

Canção de BoA, lançada em 2002, já foi eleita a melhor canção de k-pop da história

Omelete
4 min de leitura
04.09.2026, às 08H00.
Cena de Minha Filha é um Zumbi e BoA na divulgação de "No. 1" (Reprodução)

Créditos da imagem: Cena de Minha Filha é um Zumbi e BoA na divulgação de "No. 1" (Reprodução)

Quem já foi assistir a Minha Filha é um Zumbi nos cinemas sabe que o filme aposta em uma música muito especial para formar a ponte entre pai e filha que está no coração da história. Mas você conhece a história de “No. 1”, da cantora BoA, e sua importância gigantesca para o k-pop?

A seguir, o Omelete destrincha o lançamento, impacto e significância de “No. 1”, tanto na história da música sul-coreana quanto no próprio Minha Filha é um Zumbi (mas sem spoilers, é claro!).

Omelete Recomenda

BoA: A artista que levou o k-pop para o mundo

Kwon Bo-ah, conhecida profissionalmente como BoA, é um dos nomes mais importantes para se discutir quando se fala da gênese do k-pop. Embora se reconheça Seo Taiji and Boys como o grupo que tipificou o gênero – seguido de perto por nomes como H.O.T., S.E.S., Secs Kies, Shinhwa e g.o.d, que ajudaram a estabelecê-lo como indústria –, foi BoA que revelou o potencial de exportação desse tipo de música.

O álbum Listen to My Heart (2002), da cantora, se tornou fenômeno de vendas no Japão, chegando ao topo das paradas locais (feito até então inédito para artistas sul-coreanos) e iniciando uma relação simbiótica entre o k-pop e o resto da Ásia. Assim, BoA deu início ao que se chama hoje de hallyu, a onda de cultura sul-coreana que arrastou o continente e agora tem chegado ao restante do globo, e pavimentando o caminho para o sucesso sem fronteiras de Rain, Super Junior, EXO, BigBang, Girls’ Generation, BTS, Stray Kids, TWICE, BLACKPINK

Enfim, se você pode curtir o seu grupo de k-pop favorito aqui no Brasil, a culpa é da BoA.

“No. 1”: O hit que definiu uma carreira

Tá, mas e a música? Os fãs que forem procurar Listen to My Heart pra ouvir no streaming vão notar que “No. 1” não está na tracklist do álbum que estourou BoA. De fato, a canção foi a faixa título do disco seguinte da artista, No. 1, lançado poucos meses depois, ainda em 2002.

Não que isso diminua a importância do hit – pelo contrário. Após o sucesso internacional com Listen, “No. 1” serviu como consolidação para BoA dentro da Coreia, e provou com muita rapidez que ela não era artista de um hit só. Fenômeno de vendas e airplay, a canção também levou uma braçada de prêmios no final daquele ano, consolidando o nome da artista dentro das instituições que moldariam o sucesso do k-pop nas próximas décadas.

Foi “No. 1”, de certa forma, que fez BoA ir de garota do momento a ícone da indústria em formação, e essa impressão só cresceria dali em diante. A artista eventualmente ganhou o epíteto de “rainha do k-pop”, assumiu a composição e produção de seus próprios álbuns (e também dos de outros grupos), e viu “No. 1” ser eleita múltiplas vezes a melhor canção de k-pop da história. Não é pouca bobagem.

Como Minha Filha é um Zumbi usa “No. 1”

A canção de BoA aparece logo nos primeiros minutos do filme, quando vemos Lee Su-a (Choi Yu-ri) ensaiando a coreografia em seu quarto, em preparação para um concurso de dança. A partir daí, e especialmente depois de ser mordida por um zumbi nas ruas de Seul, “No. 1” se torna uma espécie de linha vital para ela.

Desesperado para provar que a filha reteve sua consciência mesmo no estado zumbificado, e por isso não precisa ser abatida, Lee Jung-hwan (Cho Jung-suk) coloca “No. 1” para tocar no celular… e, para a surpresa de todos, Su-a começa a dançar – ou, ao menos, começa a fazer alguns movimentos rudimentares parecidos com a coreografia.

“No. 1” toca mais algumas vezes durante o filme, incluindo uma cena emocionante do final. A escolha deste clássico do k-pop sem dúvida contribui para um filme que, como Minha Filha é um Zumbi, quer construir pontes entre diferentes gerações. Música boa, afinal, não tem idade.

Webstories

Comentários (0)

Os comentários são moderados e caso viole nossos Termos e Condições de uso, o comentário será excluído. A persistência na violação acarretará em um banimento da sua conta.

Escrever comentário


Ao continuar navegando, declaro que estou ciente e concordo com a nossa Política de Privacidade bem como manifesto o consentimento quanto ao fornecimento e tratamento dos dados e cookies para as finalidades ali constantes.