Guerreiras do K-Pop | Cantoras se emocionam ao receber prêmio da Billboard
Ella Langley, Teyana Taylor e Laufey também estiveram presentes no evento
Créditos da imagem: Divulgação
As cantoras Audrey Nuna, EJAE e Rei Ami, integrantes do grupo das HUNTR/X do filme Guerreiras do K-Pop, foram homenageadas no evento Billboard Women in Music 2026 na quarta (29) com o prêmio principal da noite, o de Mulheres do Ano.
Durante os discursos, o trio emocionou o público ao falar sobre representatividade e os desafios enfrentados na indústria musical. EJAE relembrou que cresceu sem ver artistas parecidos com ela nos palcos ocidentais e afirmou que encontrou na música um espaço onde pôde ser ela mesma.
“A música não vê raça ou gênero, ela só pede verdade. E quando trouxe toda a minha verdade para a música - minha voz, minha coreanidade, minha feminilidade - tudo começou a mudar. Percebi que, como mulher, nosso poder nunca esteve em nos encaixarmos, mas sim em nossa resiliência para expressar nossa verdade. Então, eu só quero dizer a todas as mulheres que se sentem invisíveis: sua voz é algo a ser honrado. Sua história não deve ser diluída. Deve ser amplificada. E sua identidade não é uma barreira, é o seu poder. Porque quando criamos sem pedir desculpas, ocupamos espaço e nos apoiamos mutuamente, não fazemos apenas música. Podemos mudar a sua sonoridade.”
Já Rei Ami foi mais direta ao abordar as dificuldades de ser mulher no meio artístico. Segundo ela, é comum enfrentar críticas constantes e pressão para se encaixar em padrões. Ela declarou:
“Ser mulher nesta indústria dominada por homens é, sinceramente, uma droga. Às vezes, temos que trabalhar o dobro com um sorriso no rosto enquanto o mundo critica cada detalhe do nosso ser. Primeiro, somos magras demais, depois gordas demais. Passa de 'Ah, ela não está dando nada' para 'Por que ela está exagerando tanto?'. Parece completamente impossível existir. Ah, e Deus me livre se você for confiante, eles vão te crucificar por isso. Mas acho que é por isso que eles são tão obcecados, porque, bem, não há nada mais intimidador do que uma mulher confiante que sabe o que quer. Nossa capacidade de perseverar e nos fazer presentes é um superpoder absoluto. Então, obrigada a todas as mulheres nesta sala por usarem seus superpoderes para inspirar, liderar e proteger. Não somos exageradas; não somos barulhentas demais. Somos exatamente quem achamos que somos.”
Por fim, Audrey Nuna destacou que nunca se encaixou nas expectativas impostas a mulheres coreano-americanas e comemorou o reconhecimento:
“Estou emocionada, mas nunca me encaixei nos padrões esperados para mulheres como eu. Por muito tempo, não soube nem por onde começar para me encaixar. Receber esse prêmio sendo quem eu sou é algo indescritível. Isso mostra que nossas diferenças têm valor. Mulheres são líderes por natureza.
E quando nos apoiamos, podemos transformar tudo.”
Além do trio, que roubou a cena na premiação, vale destacar que a cerimônia também contou com apresentações de artistas como Ella Langley, Teyana Taylor e Laufey.
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