Escândalo e Intriga | Elenco revela detalhes dos bastidores do novo k-drama da Netflix
Ji Chang-wook, Son Ye-jin e Nana falaram ao Omelete sobre o processo de adaptação de uma obra tão complexa da literatura mundial
Créditos da imagem: Escândalo e Intriga | Netflix (Divulgação)
Talvez a adaptação mais conhecida do romance Ligações Perigosas, publicado em 1782, seja o filme homônimo de 1988 estrelado por John Malkovich, Glenn Close e Michelle Pfeiffer. Indicado a sete Oscars e vencedor de três, a obra de Stephen Frears marcou o cinema e elevou o sarrafo para quaisquer adaptações posteriores.
Em 2026, é a vez da Netflix tentar adaptar a clássica história de poder e sedução em formato de k-drama, com os astros sul-coreanos Ji Chang-wook, Son Ye-jin e Nana nos papéis principais. A série chegou hoje ao catálogo da plataforma e traz uma visão única sobre a narrativa, alcançada pelo diretor Jung Ji-woo.
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Em conversa com o Omelete, os protagonistas desta versão revelaram quais foram os desafios de trazer essa história à vida e detalhes interessantes dos bastidores. Leia o bate-papo abaixo:
OMELETE: Esse k-drama é uma adaptação de Ligações Perigosas e diretamente inspirado pelo filme coreano Untold Scandal (2003). Você assistiu outras adaptações para se inspirar e quais são as maiores diferenças entre outras adaptações e essa?
CHANG-WOOK: Sim, antes de começar o trabalho, acho que procurei assistir ao filme Ligações Perigosas (1988). Acho que vi o filme do John Malkovich e também o que o Colin Firth fez. Acho que também vi Untold Scandal, que foi a versão feita na Coreia. Acho que pesquisei e assisti a bastante coisa. Mas, na verdade, acho que não me ajudou em nada. Como eu não conseguiria copiar atores tão incríveis e a nossa obra tinha uma nova interpretação própria, no fim das contas acho que não serviu muito como referência para a minha atuação. Ficou mais no sentido de ter assistido e gostado bastante.
Quanto ao diferencial da nossa obra, como se trata de uma série, o diferencial é poder observar com mais profundidade a narrativa e as emoções dos personagens. Além das obras estrangeiras, como a nossa ambientação histórica se passa na Dinastia Joseon, acredito que os aspectos estéticos e até a ironia dessa época fiquem ainda mais em destaque, não acha? E dentro da obra também usamos o chang (pansori). Essa música entra quase como uma narração, e penso que isso pode ser um grande diferencial do nosso projeto.
OMELETE: Ye-jin, a moralidade dos personagens da história é altamente questionável, especialmente a da sua personagem. Quero saber qual é o sentimento de fazer parte de uma narrativa em que nem tudo é preto no branco.
YE-JIN: Como a pergunta sugeriu, acho que o maior atrativo é justamente não haver essa divisão clara entre o bem e o mal. Quando os atores atuam com emoções exatas, pode existir até certo ponto uma resposta certa para fazer uma expressão bem clara, mas aqui, dependendo de como o ator interpreta, as nuances desse personagem podem mudar completamente. Então, por um lado, claro que dá mais receio e traz dificuldades, mas, na mesma proporção, torna-se um grande desafio. O roteiro estava escrito de um jeito, mas se interpretasse de outro, sairia uma atmosfera sutilmente diferente — e isso acontecia em quase todas as cenas.
Por isso, interpretando a Sra. Cho, ao ler o roteiro eu pensava em atuar de determinada forma, mas quando chegava no set, acabava mudando. Então eu me preparava muitíssimo e, chegando lá, reagia de acordo com a situação do momento; com a reação do Cho-won (Ji Chang-wook) ou com a reação da Hui-yeon (Nana) e, assim, fomos construindo as cenas continuamente. Ou seja, exatamente como foi dito, não era apenas uma única emoção, mas sim o fato de haver inúmeras camadas dentro daquela emoção. Acho que esse era o grande charme.
OMELETE: Nana, de qual forma você acha que trazer a história para o período Joseon contribui para a narrativa?
NANA: A situação em que a Hui-yeon se encontrava, o ponto de partida inicial, o espaço dela e aquele estado... Acho que por causa da ambientação histórica, ficou mais fácil de entender e consegui me concentrar mais. E as roupas que eu vestia, acho que o hanbok também teve um peso enorme. O hanbok coreano é algo muito comedido e, de certa forma, exige um cuidado maior nos movimentos, precisando ser mais cautelosa. Por isso, ao vestir o hanbok, naturalmente senti que minhas ações e movimentos acabavam ficando mais limitados, e atuei aproveitando bem essa percepção.
Na trama da produção já disponível na Netflix, Son Ye-jin estrela como Lady Cho Yun, uma nobre ressentida com as restrições que a sociedade impõe às mulheres. Frustrada, ela propõe um jogo de sedução para Cho Won, interpretado por Ji Chang-wook. Para ganhar o coração dela, ele vai atrás de Hui-yeon (Nana), uma viúva que jurou se manter casta após perder o marido. Conforme o jogo se desenrola, os dois despertam sentimentos um pelo outro, e a pressão política complica tudo quando uma ordem real coloca ambos em perigo.
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