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5 coisas que descobrimos com o documentário BTS: O Reencontro

Produção da Netflix mostra bastidores do ARIRANG, novo álbum do grupo

Omelete
6 min de leitura
27.03.2026, às 07H00.
Atualizada em 27.03.2026, ÀS 12H11
BTS: O Retorno (Reprodução)

Créditos da imagem: BTS: O Retorno (Reprodução)

Depois do frisson do lançamento de ARIRANG, o primeiro álbum de inéditas do BTS desde Be (2020), chegou a hora de espiarmos por trás das cortinas. O documentário BTS: O Reencontro, lançado hoje (27) pela Netflix, acompanha o septeto sul-coreano nas semanas finais da produção do ARIRANG, entre Los Angeles (EUA) e Seul (Coreia).

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A seguir, o Omelete elenca cinco detalhes revelados pela primeira vez no documentário, que dá uma oportunidade incrível ao ARMY para acompanhar o processo criativo do grupo.

1. A inspiração histórica por trás do disco

Por volta dos 25 minutos de filme, as sessões de estúdio do BTS são interrompidas por um tipo de reunião diferente, com Lee Bo-young, diretora criativa da BigHit Music, a gravadora do grupo. 

Na conversa com os rapazes, ela conta como, no ano de 1896, um grupo de músicos da Coreia do Sul (então conhecida como Joseon) viajou a Washington, nos EUA, a fim de encontrar Alice Fletcher, uma etnóloga que utilizava técnicas de gravação de áudio pioneiras para registrar manifestações culturais diversas. E assim nasceu a primeira gravação de uma canção sul-coreana nos EUA: “Arirang”.

Os fãs do BTS com certeza já mergulharam na história da canção tradicional que batizou o disco, mas é interessante ver como o septeto foi introduzido ao conceito, e inclusive hesitou em adotá-lo. Logo após a conversa, RM comenta que “não quer se comparar com heróis ou lendas” como os músicos da história, mas Jimin dá uma perspectiva diferente ao dizer que eles “não eram heróis, mas simples sul-coreanos”, exatamente como os artistas do BTS.

2. “Swim” não foi unanimidade como single

A boa recepção de “Swim”, música de trabalho principal do ARIRANG, pode ter vindo como surpresa para os próprios membros do BTS. Em vários pontos de O Reencontro, a canção é citada de forma positiva pelos integrantes, e até vemos pedacinhos da gravação – mas é só no terceiro ato do filme, pouco depois da marca de 1 hora, que ouvimos a hesitação sobre transformá-la no single principal do disco.

Numa reunião em Seul com a equipe da gravadora, RM expressa que “Swim” é um pouco “arrastada tonalmente”, enquanto Jung Kook a define como “pesada demais”, e V comenta que lançar a canção como single seria “ir na direção oposta que queríamos ir”. J-Hope também expressa dúvidas, brincando que os fãs provavelmente reagiriam com decepção ao perceber que o grande retorno do BTS seria com uma música mais lenta.

É Suga, enquanto isso, que sai em defesa da escolha, dizendo que não vê problema em surpreender os fãs dessa forma. Jimin concorda com ele, mas ainda diz que “não tem certeza de que é um bom encaixe” para o BTS. Suga rebate que o grupo teve as mesmas hesitações sobre “Dynamite”, um de seus maiores hits, e encerra com o seguinte argumento: “Acho que as pessoas ficariam impressionadas com essa música, pensariam: ‘Uau, eles também fazem música assim?’”.

O líder RM, no fim das contas, é quem bate o martelo. Ele diz que “Swim” é uma “canção madura, que mostra o quanto mudamos”, e que o grupo precisa disso neste momento”.

3. “Body to Body” poderia ter tido sample diferente

Logo depois da discussão sobre “Swim”, O Reencontro apresenta outra decisão difícil aos integrantes do BTS: a natureza do sample de “Arirang” em “Body to Body”, a faixa de abertura do álbum.

Ainda em Los Angeles (EUA), vimos que os integrantes e seu grupo de produtores prepararam uma versão da canção em que o coro de “Arirang” se misturava com trechos da melodia principal, mas Bang Si-hyuk – CEO da gravadora do BTS, e supervisor de produção do grupo – advoga por uma inclusão mais destacada da canção folclórica dentro de “Body to Body”.

Jimin discorda da ideia, dizendo que se sente “envergonhado” com a inclusão de tantos versos de “Arirang”. Suga, enquanto isso, acredita que a inclusão estendida do sample só funcionaria em uma performance ao vivo. J-Hope também parece estar na mesma página, mas uma segunda reunião com a presença de Bang Si-hyuk muda a direção do debate.

O CEO argumenta que “Body to Body” é “um momento icônico esperando para acontecer”, citando o orgulho que será ver uma multidão de 70 ou 80 mil pessoas cantando o coro de “Arirang” durante a turnê do grupo. Ele comenta que, mesmo que se perca algo musicalmente ao optar pelo sample mais longo, o ganho cultural pode compensar.

4. BTS relembra contato com a música brasileira

Como já destacamos anteriormente, é justamente no meio dessa discussão que RM cita a familiaridade do BTS com a música brasileira. Confira abaixo as aspas completas.

Pessoalmente, eu entendo os dois lados [do debate]. Se alguém me dissesse que eu preciso ouvir ‘Body to Body’ duas ou três vezes seguidas, eu escolheria ouvir a vesão original [com o sample reduzido]. Mas, para muita gente, a primeira vez que ouvirem essa música será como a primeira vez que nós ouvimos músicas africanas, ou músicas brasileiras. Nós ouvimos aquilo e pensamos: ‘O que é isso? Que legal!’. Agora, pessoas que não são sul-coreanas poderão reagir da mesma forma à nossa música”.

A reunião termina com Bang Si-hyuk deixando a decisão final nas mãos dos integrantes, mas o filme nos mostra RM racionalizando a escolha definitiva pelo sample mais longo: “Fazendo este álbum, eu fiquei me perguntando: ‘Quão longe queremos ir? O que queremos mudar, e o que queremos manter?’. A parte mais importante [do ARIRANG] é reafirmar quem nós somos”. 

5. O que os membros fazem em seu tempo livre

A primeira metade de O Reencontro mostra todos os integrantes do BTS reunidos em uma propriedade em Los Angeles para gravar o ARIRANG, mas a segunda metade do filme retorna a Seul, onde cada um deles tem sua própria vida… e é então que podemos acompanhá-los em alguns momentos mais íntimos.

Vamos com Jimin para o seu apartamento, por exemplo, onde vemos que ele gosta de passar o tempo assistindo vídeos no YouTube (especialmente criadores sul-coreanos falando de ciência e história), ou jogando videogame. Ele conta para a câmera que “se tornou uma pessoa mais introvertida conforme ficou mais velho”, e se viu atraído para hobbies caseiros nos últimos anos.

Enquanto isso, acompanhamos Jin brevemente em um treino de tênis, onde seu técnico lhe dá uma bronca dizendo que ele está “enferrujado”. Já Jung Kook passa um tempo com o seu cachorro, Bam, em um parque – durante todas essas cenas, os meninos falam sobre como conseguem (ou não conseguem) equilibrar a vida privada com o nível de fama atingido pelo BTS.

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