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Entrevista

Por que 100 Dias de Mentiras vai ter 16 episódios, segundo o diretor Yoo In-shik

Produção lançada no Brasil pela Netflix resgata história da Coreia do Sul colonizada

Omelete
2 min de leitura
24.10.2026, às 06H00.
Por que 100 Dias de Mentiras vai ter 16 episódios, segundo o diretor Yoo In-shik

Numa era em que os k-dramas estão “encolhendo” – de 20 e tantos episódios no passado, eles passaram a contagens mais tradicionais no Ocidente, como 12, 12 ou 8 capítulos –, 100 Dias de Mentiras é uma anomalia. A produção do Studio Dragon vai desenvolver sua trama em 16 episódios, com lançamento semanal no Brasil pela Netflix (todos os sábados e domingos) até 29 de novembro.

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Em coletiva de imprensa da série, o diretor Yoo In-shik contou o motivo. Nome consagrado entre os fãs de k-dramas (ele assinou Dr. Romântico, Uma Advogada Extraordinária, Os SUPERtontos e muito mais), Yoo ainda refletiu sobre os temas que cercam essa história de espionagem ambientada na época em que a Coreia do Sul foi colonizada pelo Japão, no início do século XX.

Este período traumático da história do país é abordado aqui sob o ponto de vista de uma ladra de rua (Kim You-jung) que é recrutada pelo movimento de independência para uma missão secreta no coração do governo colonial. Quando ela encontra um brilhante tradutor japonês (Park Jinyoung), no entanto, o plano pode estar em risco.

REPÓRTER: A maioria das séries hoje em dia tem 12 ou menos episódios. Por que 100 Dias de Mentiras foi feita em 16?

YOO IN-SIK: A série acompanha personagens transformados pela época turbulenta em que vivem. Queríamos mostrar com cuidado o que levou essas pessoas a fazerem as escolhas que fizeram, e 12 episódios simplesmente não seriam suficientes para contar essa história. Ela tem profundidade para preencher 16.

REPÓRTER: Qual é a mensagem que você espera que o público absorva no final de 100 Dias de Mentiras?

YOO IN-SIK: Se você acompanhar a história de perto, acho que ela vai crescendo aos poucos até ganhar uma verdadeira força emocional. Espero que esse fogo, aquele que nos faz ser quem somos, também chegue ao público. A roteirista e eu nos fazíamos as mesmas perguntas que a própria série levanta: por que eles [os ativistas da independência] fizeram isso? Como conseguiram? O que os movia? Foram essas perguntas que motivaram todos nós a escrever, produzir e atuar nesta série.

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