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Música
Entrevista

WOODZ traz turnê de álbum intimista ao Brasil: “Reflete minhas transformações”

OO-LI, título do disco e da turnê, pode ser traduzido do corano como “nós”

Omelete
3 min de leitura
Atualizada em 18.07.2023, ÀS 10H59
WOODZ durante coletiva de imprensa em São Paulo (Caio Coletti/Omelete)

Créditos da imagem: WOODZ durante coletiva de imprensa em São Paulo (Caio Coletti/Omelete)

O show de WOODZ na noite de hoje (14), no Terra SP, pode surpreender os fãs que conhecem o cantor sul-coreano por hits dançantes e sensuais como “Feel Like” e “Love Me Harder”. Não que esses e outros sucessos estejam fora da setlist, mas o álbum que traz o astro do k-pop para o Brasil tem uma vibe bem diferente: OO-LI, lançado em abril, se divide entre canções folk melancólicas e pancadas hard rock.

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O álbum e o show da turnê foram idealizados e desenvolvidos juntos”, comenta WOODZ durante coletiva de imprensa acompanhada pelo Omelete. Antes de começar a escrever o OO-LI, passei por inúmeras mudanças pessoais, coisas que realmente me transformaram, e acho que esse processo se refletiu muito nas músicas e nas performances.

Esse amadurecimento pode ser sentido até mesmo no título do disco: em coreano, OO-LI (ou 우리, no alfabeto hangul), pode ser traduzido como “nós”. Uma palavra que tem significado profundo para o artista.

OO-LI representa várias uniões”, explica. “Principalmente a minha união com os meus fãs, os MOODZ, mas também a conexão que sinto com os meus vários 'eus' do passado. É uma pilha de pensamentos e experiências que culminaram nessas músicas que mostram meu presente, mas também dão um vislumbre do meu futuro.

Crédito onde ele é devido: WOODZ tem habituado seus fãs mais fiéis a mudanças radicais de direção musical desde o começo da carreira solo, em 2016. Partindo do hip hop do seu single de estreia, “Recipe” (ainda sob o nome artístico anterior, Luizy), ele passeou pelo R&B (“Feel Like”), por ritmos latinos (“Touché”, “Kiss of Fire”) e pelo emocore (“I Hate You”) antes de desembocar no novo álbum.

Eu nunca penso primeiramente no gênero musical que quero explorar, é mais uma consequência das ideias que eu escolho mostrar para o público”, aponta ele. “O que eu quero com a minha música é compartilhar as coisas que aprendo com meus amigos, minhas evoluções como pessoa, através daquilo que sei fazer de melhor.

Essa abordagem, como qualquer outra, tem prós e contras: “Por causa [da minha conexão com as composições], nenhuma música é fácil de se escrever e produzir. Ou devo dizer quase nenhuma - entre dez músicas que faço, talvez uma acabe saindo mais rápido”. Ele cita a faixa “Drowning”, um hard rock sentido que fez sucesso entre os fãs, como a mais difícil de finalizar no OO-LI.

Outro grande dilema para mim foi escolher o single principal do álbum, mais por uma questão de expectativa”, diz ele, citando o sucesso de sua gravação de estúdio anterior, Colorful Trauma. “Muita gente gostou daquele disco, o que foi obviamente maravilhoso, mas criou uma pressão sobre o disco que viria depois.

No fim das contas, ele se identifica somente como um artista em busca de expressão: “É assim que penso em um álbum, em uma turnê, no que quer que eu esteja trabalhando. Procuro formas de mostrar quem eu sou, e o que sinto, através da música - e acho que esse é o segredo, é assim que a relação entre artista e fã progride. É natural que vocês se sintam cada vez mais conectados a mim se eu estou mostrando a minha verdade a vocês.

Ingressos para o show de WOODZ em São Paulo ainda estão disponíveis para venda, pelo site da Shotgun, com preços entre R$ 150 e R$ 440.

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