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Herdeiros de Jack Kirby abrem novo processo contra a Marvel

Desta vez, exigem devoluções de originais e compensações financeiras

Érico Assis
18.03.2010, às 00H00
ATUALIZADA EM 29.06.2018, ÀS 02H40
ATUALIZADA EM 29.06.2018, ÀS 02H40

Herdeiros do quadrinista Jack Kirby deram, neste mês, mais um passo na recuperação dos direitos sobre as criações de seu pai, abrindo um novo processo contra a Marvel Comics. Eles querem milhões de dólares de indenização (o valor não é discriminado no processo) e divisão dos lucros em torno das criações do lendário desenhista.

Em setembro, os quatro filhos de Kirby deram início a um processo conjunto contra a Marvel, a Sony Pictures, a 20th Century Fox, a Paramount, a Universal, a Hasbro e outras empresas. O motivo: a recuperação dos direitos autorais sobre as criações de Kirby nas décadas de 50 e 60, que incluem Quarteto Fantástico, Thor, Hulk, Homem-Aranha, Nick Fury, Homem-Formiga, Vingadores e vários outros personagens e títulos.

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Em janeiro, a Marvel revidou, processando de volta os herdeiros pelo que consideravam uma ação jurídica indevida - alegando que Kirby era contratado da Marvel para as criações e sabia que estava abrindo mão de seus direitos.

Sem ceder, os herdeiros, guiados pelo advogado Marc Toberoff, mesmo envolvido na batalha pelos direitos sobre Superman, resolveram levar a batalha aos tribunais. Além da divisão dos lucros com os personagens mencionados acima, querem a devolução de páginas originais de Kirby (que, segundo a maioria dos historiadores, foram para o lixo) e compensação pelo nome do pai não ter sido citado como cocriador dos personagens em filmes como O Incrível Hulk e X-Men Origens: Wolverine.

Tudo se baseia em uma lei dos Estados Unidos que prevê que um criador pode recuperar os direitos sobre uma criação que tenha vendido a uma empresa, 56 anos após o fato, desde que esta empresa seja avisada com 10 anos de antecedência. O aviso foi dado, portanto, relativo aos personagens criados por Kirby entre 1958 e 1963 para a Marvel, sua fase áurea na editora.

O processo ainda deve se estender por anos na justiça dos EUA.

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