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O Hobbit - A Desolação de Smaug | Entrevistamos os anões no set do filme

Jed Brophy, Graham McTavish, William Kircher, Dean O'Gorman, John Callen, Adam Brown e Aidan Turner falam sobre suas experiências

Érico Borgo
18.11.2013, às 13H18
ATUALIZADA EM 29.06.2018, ÀS 02H39
ATUALIZADA EM 29.06.2018, ÀS 02H39

Durante a nossa visita ao set de filmagens de O Hobbit: A Desolação de Smaug, segunda parte da trilogia que adapta o livro O Hobbit, o Omelete conversou com o elenco principal do filme. Era junho de 2012, no Stone Street Studios, em Wellington, Nova Zelândia, e com 18 meses de filmagens transcorridos, os atores já tinham uma boa ideia do desafio de levar novamente para as telas a obra de J.R.R. Tolkien.

Confira abaixo os melhores momentos do bate-papo com os "anões" Jed Brophy, Graham McTavish, William Kircher, Dean O'Gorman, John Callen, Adam Brown e Aidan Turner.

O Hobbit A Desolacao de Smaug 17Ago2013
"Foi como estar num grande passeio de montanha russa",
diz Jed Brophy sobre a cena dos barris

Como você resume a experiência até agora?

Jed Brophy (Nori): Tem sido sensacional e exaustivo. Mas principalmente sensacional. Se você tem sorte, consegue participar de um projeto desses uma vez a cada década, e todos nós nos sentimos muito privilegiados de ter a oportunidade de trabalhar em um projeto tão bem escrito e bem pesquisado. Tem sido ótimo, e não estou contando os dias para o fim.

Você tem trabalhado em quase todos os filmes de Peter Jackson, não?

JB: Sim, vários deles. Tenho dado sorte. Vivi um zumbi da pesada em Fome Animal em 1991, e depois um dos alunos em Heavenly Creatures, que seduz a personagem da Mel Lynskey e a faz ter aversão a homens a vida inteira. Fizemos os três O Senhor dos Anéis, King Kong e um pouco de As Aventuras de Tintim, como ator de captura de movimentos.

Ele só te telefonou e perguntou se você gostaria de fazer um anão?

JB: Foi curioso. Estávamos no estúdio de captura de movimento fazendo um trabalho de pré-visualização, bastante coisas com os anões, tudo rodado como animação para testar o visual. Eu achei que faria um orc ou um goblin, papéis similares aos que fiz em O Senhor dos Anéis. Então definitivamente me surpreendeu ser escolhido para ser um anão. Eu não me via fisicamente no papel, mas com as roupas de gordo, as botas e a barba, eles conseguem fazer milagre.

Qual o momento mais surreal da filmagem para você, até agora?

JB: O primeiro dia com a roupa e a maquiagem completa. Era uma combinação de pessoas simplesmente extraordinária. Em O Senhor dos Anéis, você imaginava que todos os anões se pareciam com Gimli. E para permitir que o público [em O Hobbit] identificasse cada um dos anões, temos os diferentes tamanhos, cores, famílias e, claro, os cabelos - tudo se resume ao cabelo. Estávamos empolgados como crianças.

Quanto tempo leva para colocar o cabelo?

JB: Leva só uma hora. No total são umas duas horas e meia para colocar as próteses, o cabelo, o bigode e a barba.

E quanto tempo até você ficar à vontade para almoçar usando a barba?

JB: Nunca é confortável almoçar com a barba, na verdade. Eu acabo comendo um monte de pêlo de iaque. Tenho quase certeza de ter bolas de pêlo no estômago. É mais uma questão de se acostumar. Eu não tomo café da manhã depois de colocar o bigode. Fica impossível, você acaba se comendo inteiro, o que não é a coisa mais agradável.

A maquiagem mudou muito desde os primeiros filmes com Peter Jackson?

JB: Sim, antes a espuma de látex, quando secava, ficava com as rebarbas à mostra e era difícil pintar em cima. Eles tinham que checar e repintar e manter úmida. Com o silicone translúcido [hoje] parece muito mais com pele. É mais leve de vestir, você não fica suando tanto. Especialmente no 3D, dá pra ver que é látex, e agora tudo parece mais natural.

Qual foi sua cena mais difícil?

JB: Em termos de esforço físico, cena 88. Provavelmente você vai ouvir isso de todos os anões. É muita correria contra os wargs, e a gente correu pra valer - tipo, foram dias correndo. Nós tínhamos passado oito semanas juntos treinando, antes das filmagens, e teria sido impossível [fazer essa cena] sem a preparação física antes. Nós temos muitos dublês fazendo um monte de coisas, mas Peter gosta de usar os atores. Ele gosta de exigir de você, porque isso contribui para você construir seu personagem. Você não precisa fingir que está exausto. E esta jornada é sobre um grupo de anões que acham que uma missão vai ser fácil e acaba virando um pesadelo.

E a parte mais divertida?

JB: Os barris. Foi como estar num grande passeio de montanha russa por um tempão. O fato de eles terem construído esse set inteiro em Trentham, era como um rio. E também o fato de termos filmado no Rio Pelorus em Nelson, que é uma parte linda da Nova Zelândia. Acho que nenhum de nós acreditou que eles colocariam a gente dentro desses barris, mas são o tipo de barril com o qual as pessoas poderiam descer [as cataratas do] Niágara e sair sem se machucar. Um negócio incrivelmente bem construído.

Que tipo de trabalho você precisou fazer na criação do personagem? Qual a jornada individual dele?

JB: Nós discutimos as famílias, onde nos encontramos na linhagem de Durin, discutimos se Thorin tem o que é preciso para ser rei. Então fizemos muito trabalho em grupo e individualmente. Meu personagem tem seguido sua própria vida há muito tempo, ele é meio como um ladrão. Permitem que você roube de outras raças, mas não de sua própria, então meu personagem foi expulso da comunidade dos anões por não ser muito confiável. Tive que trabalhar isso, porque sou o oposto... Dito isso, consegui pegar para mim algumas coisas durante as filmagens.

E tivemos muitas informações das roteiristas e de Peter, e também nos permitiram um certo espaço de improviso. Peter é muito generoso. Se você sugere algo que ele não tinha pensado e que funciona, ele usará no filme. Houve muito trabalho de grupo, e dentro disso, as caracterizações individuais. Tomamos decisões diariamente. Peter diz: "Uma vez que você está no set, encontre um lugar para você e descubra algo para fazer". Como meu personagem é meio ladrão, sempre procuro algo para pegar e botar no bolso. Isso significa que ele [Jackson] não precisa criar um histórico a cada cena para cada um de nós. Nós temos autonomia para decidir, contanto que isso não fuja muito da cena.

Quantas coisas você acabou pegando no set?

JB: Não posso comentar.

Cabe bastante coisa na roupa...

JB: Cabe, sim, e as botas são ótimas. Quero dizer, eles deram carta branca. Eles me disseram que se eu roubasse coisas com a câmera rodando e ninguém percebesse, eu poderia pegar pra mim, o que é fantástico. Só não roubo de outros anões, porém, porque quero me manter dentro da família agora.

O Hobbit A Desolacao de Smaug set 02
"A gente fica se provocando o tempo todo. Alguns atores
mais que os outros"
, diz Graham McTavish

Depois de já ter trabalhado em O Senhor dos Anéis, o que você acha que muda no tom de O Hobbit?

JB: A linha narrativa e a história são bem mais simples. Há várias tramas paralelas em O Senhor dos Anéis, e deve ter sido um pesadelo para os roteiristas. Aqui, para os anões, a questão é ir de A a B, reconquistar o ouro e a nossa herança. Tiraram de nós nossa terra natal e ninguém nos ajudou quando precisamos, então não nos importamos se as pessoas precisam de ajuda. Estamos lá para fazer uma única coisa, e é uma jornada de confiança também. Thorin precisa ganhar a nossa confiança. Muitas das famílias [de anões] na trama não conhecem Thorin pessoalmente. Ele diz que será rei e, bem, ele precisa provar.

Teve alguma história curiosa durante a filmagem?

JB: Ter que montar em éguas grávidas foi interessante... Nós tínhamos esses cavalos malhados, e não conseguíamos selá-los direito, ficávamos caindo. E teve uma cena em que Bombur ultrapassa todo mundo. Ele é gordão e estávamos todos correndo de Beorn, e ele consegue passar a gente. Peter pediu para a gente fingir surpresa, e não precisamos fingir. Foi hilário. Aquele cara roliço correndo e passando todo mundo foi engraçado demais.

Os anões se desentendem na vida real? Vocês chegaram a ter alguma discussão?

Graham McTavish (Dwalin): Não, a gente fica se provocando o tempo todo. Eu diria que é constante. Mas alguns atores mais que outros. Alguns pedem [para implicar]...

Quem, por exemplo?

GM: Vocês querem a sujeira, né?

JB: Eles te colocam na parede! [pausa] Mark Hadlow.

GM: Sim, Mark Hadlow.

Como assim?

JB: Ele leva as coisas bem a sério. E ele finge que se magoa fácil, portanto é muito bom dar uma zoada nele.

GM: E com gente cruel como nós, é como abanar o pano vermelho na frente do touro.

O que vocês falam para ele?

JB: Coisas como: "Vai ser assim mesmo que você fará [esta cena]? Escolha corajosa".

GM: Isso aí. Ou então: "Não me importo com o que o diretor diz, pra mim você é ótimo".

JB: "Sei que passaram um monte de correções para você, mas isso é uma coisa boa."

GM: Dá pra ficar listando. E pra ser justo, Peter também zoa.

JB: Amamos o Mark.

GM: Cara como Jed conhecem Peter há muito tempo. Eles têm uma relação que os caras mais novos não têm. Então pessoas como Mark são zoadas sem dó por Peter. É bem engraçado, na verdade. Diverte todo mundo. Mas daí nos enturmamos. Considerando tudo o que passamos, que é como um acampamento bizarro em que você é forçado a vestir roupas estranhas por 18 meses, todo nós nos demos muito, muito bem. E digo até que nos damos melhor à medida em que o trabalho avança. Tem sido ótimo, olhando por esse lado.

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Kili, Thorin e Fili: linhagem real

Vocês sabem o peso exato das suas roupas de anões?

GM: Da minha eu sei, sim. Tenho 37 quilos sobre meu corpo quando estou com a fantasia.

William Kircher (Bifur): Nós fizemos uma cena na chuva em que estávamos com a roupa completa, então o peso passou bastante essa marca. Acho que deu uns 50 quilos. E como o nosso amado diretor é um cara brilhante, ele diz: "Agora subam correndo a colina". E você pensa: "Eu mal consigo ficar de pé". Mas você reúne suas forças e vai.

William, o que é isso na sua testa?

WK: É um machado de orc. No passado do meu personagem, eu consegui isso nas minas. No começo do filme Bifur só fala a língua dos anões porque ele tem uma síndrome que o impede de usar outros idiomas, depois que o lobo frontal [do cérebro] foi danificado pelo machado.

GM: Por isso que escalaram o William.

WK: Isso aí, eu não preciso atuar. Ele só consegue falar a língua dos anões até certa parte, vamos ver o que acontece no final. Rolou muita polêmica com os fãs por causa desse machado ao redor do mundo, muita gente diz que parece bobo. Mas estamos fazendo uma fantasia medieval, e eu gosto disso [do machado]. Bifur começa o filme meio atordoado, como um zumbi mesmo, mas ele na verdade é um guerreiro bem destemido. Todos eles são. Eles colocam Bifur para criar brinquedos, ele é muito gentil, mas também extremamente violento às vezes - e por isso ele está na jornada, que aos poucos vai dando um foco para ele.

Dean, você se sente sortudo de não ter tanta maquiagem no rosto?

Dean O'Gorman (Fili): Sim, mas eles [os outros anões] ficam pegando no meu pé por isso. Eles gostam de ficar lembrando que eu não tenho uma testa falsa como eles. Tudo o que eu tenho é uma prótese de nariz, e nem é um nariz largo. Mas o que esquenta mesmo são as roupas, e esquentam rápido.

GM: Disse o homem que não precisa usar maquiagem.

DO: É só uma testa!

GM: Sim, mas o suor acaba escorrendo pelo seu olho.

DO: Isso é verdade. Eu vi os olhos de Graham vazando, porque obviamente o suor não sai pela testa de prótese.

GM: Simplesmente vaza pelo meio da maquiagem.

DO: É absolutamente nojento.

GM. É sim. A gente chama de "leite de Dwalin".

WK: É leitoso porque mistura com o pó de talco que nos ajuda a colocar as mãos de anões.

GM: Pois é, e tem um monte disso na sua cara e não é muito bacana.

Chega um momento em que alguém precisa tirar leite de você?

GM: Sim, às vezes. Eles me ordenham, sim.

WK: Os artistas de maquiagem fazem isso com todos nós. Eles meio que tiram o leito dos cantos dos nossos olhos. Mas o caso do Graham é um dos piores.

DO: Eu não preciso ser ordenhado.

E Aidan Turner, que faz o Kili?

GM: Aidan também não precisa.

DO: Aidan se deu ainda melhor do que eu. Ele deve ter só uma pontinha de nariz, não é?

GM: É sim. Na verdade um dos artistas de próteses me deu uma das pontas de nariz de Aidan. Eu deixo no bolso do meu roupão, porque gosto de olhar de vez em quando e lembrar por que eu odeio ele tanto.

WK: É assim [como Fili e Kili] que os anões se parecem quando são jovens. Depois, quando atingem uma certa idade, eles mudam de feição.

DO: Sim, nós crescemos e enfeiamos.

Os anões têm um status entre eles dependendo da maquiagem?

GM: Bem, tem os anões com relação de sangue, e no caso seriam você [Dean O'Gorman], Aidan e Richard [Armitage].

DO: Sim, Thorin, Fili e Kili são parentes de sangue e são da linhagem de Durin. Então, em termos de status, eles são uma linhagem de realeza. Mas Dwalin também...

GM: Dwalin e Balin são da família real. São parte desse grupo. E daí tem os outros.

DO: O pessoal das fazendas.

WK: Eles estão no meio pela cerveja e pela briga.

GM: Sim, para fazer volume na jornada.

WK: Não acho que exista uma hierarquia. Eles são todos guerreiros, e cada um de nós tem sua jornada ali. Um ranking entre os atores é o peso da roupa. Isso é sempre lembrado. "A minha é mais pesada que a sua" e tal.

Quem tem a mais pesada?

WK: Provavelmente Graham. E Richard.

DO: Ultimamente [nas filmagens] Richard tem usado umas roupas bem pesadas.

E houve muitas cenas com vocês cantando?

GM: Apenas duas. Certo?

WK: Acho que sim.

E vocês cantam de verdade?

GM: Sim, todos nós cantamos em cena.

WK: Ainda não vimos o resultado final, então não sabemos [se haverá dublagem].

GM: Mas nós cantamos, sim.

A Desolacao de Smaug 29Mar2013
Os anões têm cinco tipos de dublês, um para cada situação, mas
os atores preferem fazer as cenas de luta e correria sozinhos

Vocês têm muitos dublês?

John Callen (Oin): Temos dublês de escala, que é um pessoal baixinho, temos dublês de ação, que se acham mais jovens e atléticos que nós, temos dublês de cavalgada para algumas partes...

WK: Temos dublês de fotografia, para os planos gerais de paisagens.

JC: E temos dublês digitais. Então são cinco tipos.

E onde vocês entram?

WK: É engraçado isso, porque temos dublês que podem entrar no nosso lugar a qualquer momento, mas nós estamos todos tão envolvidos no projeto que sempre ficamos relutantes em deixar isso acontecer. Se existe alguma competitividade entre nós, é isso. Odiamos quando os dublês pegam nosso lugar. Gostamos de fazer as coisas, quando dá.

JC: Ontem foi um exemplo. Tínhamos que levantar rochas aparentemente muito pesadas, e umas duas delas realmente eram pesadas. Então a equipe de dublês já estava ali pronta para entrar, mas nós somos durões o suficiente para lidar com isso, não somos?

WK: Obviamente há cenas de ação específicas em que nós não podemos nos envolver, porque são especializadas demais. Mas as coisas do dia a dia como correr e lutar nós fazemos nós mesmos.

Alguém já se machucou?

GM: Só uns machucados pequenos.

WK: Arranhões e batidas.

JC: Nada sério.

GM: Exato. Bate na madeira...

WK: Se você sofre uma queda, na verdade nem machuca, porque você está coberto de espuma. Todo mundo fica "oh, meu Deus, você está bem?", e a queda pode parecer feia mas você está inteiro.

Adam, fale sobre o seu personagem.

Adam Brown: Eu não sou um guerreiro. Eu faço o anão mais jovem, Ori, que chega a aparecer em O Senhor dos Anéis como um esqueleto nas Minas de Moria, mas eu não recebi cachê nenhum por esse papel. Ele é um guerreiro atípico, na verdade. Quer estar na jornada para entrar para os livros de história, quer se espelhar nos outros anões e fazer parte de uma história. Mas ele não sabe nada. É como um recruta nos filmes de Segunda Guerra, é assim que eu o vejo. Todos os caras têm armaduras e machados e eu tenho um cardigã bem costurado e um estilingue. Mas acho que na jornada ele se torna um guerreiro, pelo menos até chegar a Batalha dos Cinco Exércitos.

O segundo filme será mais sombrio e sério que o primeiro? Eles parecerão filmes distintos?

JC: Acho que parecerão, sim. Certamente há um elemento episódico aí. O primeiro filme certamente tem mais leveza, mas isso não reduz a importância da aventura em que eles embarcam. Há um objetivo muito sério ali, forças de motivação sérias. Então, sim, a resposta curta para essa pergunta é que vai ficando mais sombrio à medida em que a jornada avança, mas como [na música de] Tchaikovsky, sempre há um raio de esperança ali em algum lugar.

Aidan, você poderia falar um pouco sobre seu personagem e o passado que vocês criaram para ele?

Aidan Turner (Kili): Bem, vocês sabem que o livro não tem muito material sobre isso, então boa parte [da construção] é colaborar com Peter e as roteiristas sobre como você vê seu personagem, e como eles veem. E acho que os outros atores vão discordar, mas eu descubro o personagem ali, de pé, nas cenas. É estranho isso, mas se passaram 18 meses e ainda estou aprendendo coisas [sobre o personagem].

AB: Nós começamos no Bolsão e vamos terminar na Batalha dos Cinco Exércitos, então é como se fosse...

AT: Uma coisa bem linear.

AB: Sim, temos sorte de não ficar pulando muito.

DO: Na verdade, quase toda a filmagem tem sido completamente na ordem narrativa.

AT: Isso ajuda bastante.

Eles nos disseram que vocês desenharam suas próprias armas. Como foi essa contribuição?

AB: Eu meio que fiz, sim. Nós estávamos na Weta e eles estavam mostrando várias espadas, era bem no começo da produção. E eu estava conversando com um designers, algo do tipo "não podemos ficar discutindo o que dar para Ori, porque ele não foi feito para ser guerreiro, o que dar para ele então?". E daí eu acho que foi Richard Armitage quem disse: "Ele deveria usar um estilingue". E eles responderam: "Sim! Sim! Claro!". Foi assim que eu consegui um estilingue e uma faquinha.

O Hobbit - A Desolação de Smaug estreia em 13 de dezembro.

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